Desde as ondas livres: Alerta vermelha

fonte: http://kehuelga.net/spip.php?article3984&lang=es

Em 22 de outubro de 2015 percebemos que um sinal de rádio esta interferindo as ondas hertzianas da Ke Huelga Radio na frequência 102.9 FM. A interferência consiste em um ruído branco que corta nosso sinal no sul da Cidade do México (DF).

Se trata de mais um ataque a liberdade de expressão e aos meios livres. Esta interferência é parte da ofensiva que busca silenciar as vozes dissidentes e críticas dos poderes criminais que governam México. Assassinatos, ameaças de morte, invasões, espancamentos, são algumas das “táticas” que os governos empregam contra os comunicadores e projetos de meios livres, comunitários e independentes:

  • Em 31 de julho de 2015 foram assassinados Rubén Espinosa, Nadia Vera, Yesenia Quiroz, Mile Virginia Martín, e Olivia Alejandra Negrete, na colonia Narvarte. Nadia e Rubéns haviam abandonado Veracruz depois de receber ameaças e agressões; este último, devido ao seu trabalho como fotojornalista.
  • Membros da Agencia Subversiones receberam ameaças e intimidações nos últimos meses, sendo uma das mais graves a sofrida por Heriberto Paredes em 31 de agosto de 2015, quando foi ameaçado de morte por um desconhecido.
  • O domicilio das jornalistas Flor Goche y Elva Mendoza, colaboradoras do Desinformémonos e Contralínea, respectivamente, foi invadido por desconhecidos no dia 8 de setembro de 2015, mostrando que o mecanismo governamental de proteção aos jornalistas é totalmente ineficaz.
  • Tampouco esquecemos que em 21 de setembro um ataque porril destruiu a cabine da Regeneración Radio e que nossos companheiros sofreram diversas agressões físicas nos meses recentes, assim como ameaças de morte.
  • Integrantes do HIJOS México também denunciaram as agressões que sofreram, entre as quais telefonemas intimidadores, roubo dos fundos da organização e uma invasão de domicílio de uma das integrantes, realizado por homens armados em 15 de outubro de 2015.
  • Alguns dos integrantes da Ké Huelga foram perseguidos recentemente: a primeira vez em 9 de outubro, próximo das 20:30, foram seguidos por um indivíduos a bordo de um automóvel. O segundo caso ocorreu na sexta-feira 23 de outubro ao saírem da cabine de radio, os companheiros perceberam que um homem estava observando o interior do espaço.

Devido a este clima repressivo, consideramos que a interferência do nosso sinal de Frequência Modulada é parte das ações governamentais contra as e os comunicadores independentes e contra os meios livres. Pensamos que pode ser início de medidas mais agressivas contra nós, por isso pedimos a todxs xs companheirxs ficarem atentos e prepararem-se para defender este espaço livre e de comunicação.

Nossos trabalhos se fundamentam nas liberdades de expressão e opinião que atualmente o Estado nega. Além disso nosso trabalho se justifica na Declaração Universal dos Direitos Humanos, cujo artigo 19 indica: “Todo indivíduo tem direito a liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de não ser perturbado por causa de suas opiniões, de investigar e receber informações e opiniões, de difundi-las, sem limite de fronteiras, por qualquer meio de expressão”.

Chamamos a nossxs companheirxs a acompanhar nossas transmissões por 102.9 FM, movendo a antena de seus aparatos de som até encontrar a maior nitidez possível de nosso sinal; e por internet em http://kehuelga.net:8000/radio.ogg . Convidamos também a acompanhar nossa página http://kehuelga.net. Nossos contatos de emergência, caso desapareçam os áudios habituais:

E-mail:  kehuelga@riseup.net

Transmissão em audio http://giss.tv:8000/kehuelga.ogg

Blog http://kehuelga.noblogs.org

A repressão e a intimidação do governo não calará nossas vozes; mais importante ainda: Não calarão a palavra dos que dia a dia lutam e constroem outro mundo nas ruas, nos bairros, nas cidades, nas comunidades desse país em guerra.

Ké Huelga Radio
Libre, Social y Contra el Poder
102.9 FM

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Cleóbulo OCUPADO: Façamos nós por nossas mãos!

A Escola Estadual Cleóbulo Amazonas Duarte (C.A.D.) é mais uma da lista das sucateadas e que segue em processo de fechamento. Isso é, melhor dizendo, seguia em processo de sucateamento e fechamento pois desde quinta-feira, 19, quando estudantes a ocuparam contra a “reorganização escolar” (ou “desorganização escolar”), a escola vem ganhando melhorias estruturais e pedagógicas através de mutirões, oficinas: esportivas; culturais; educativas, biblioteca, cozinha comunitária, enfim, um ambiente onde a democracia direta, através das assembleias, a autogestão, o apoio mutuo, a horizontalidade, dentre outros princípios que contrariam a “ordem e progresso” apresentam seu exemplar funcionamento através da prática.

Acompanhem as atividade e informações através do canal oficial da ocupação:
https://www.facebook.com/naofechenossasescolasbs/
https://www.facebook.com/hashtag/cleobuloocupado

Ou colem na Ocupação:
Endereço: R. Dr. Guedes Coelho, 107 – Encruzilhada, Santos – SP

Façamos nós por nossas mãos!

Viva as Escolas Ocupadas!

Contra a (des)organização escolar!

 

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Rádio Livre Venceremos – 97,5 FM – Transmissão #1

No dia 26 de Abril de 2015 aconteceu a transmissão #1 da Rádio Livre Venceremos – 97,5 FM – para o extremo sul de São Paulo.
A atividade aconteceu na feira livre do Jd. Angela – SP, local onde a atividade continuará acontecendo aos domingos.

confira fotos e audios aqui

Nesta edição de abertura a Rádio Livre Venceremos contou com a participação de compas grevistas da Educação que comentaram da situação e abordaram a questão “Terceirização”. Além de intervenções músicais de Emilie e pessoas do bairro que mandaram seu ‘salve’.

A Rádio Livre Venceremos teve uma recepção solidária e com grande apoio dos feirantes e pequenos comércios, que cederam o ponto de luz e fortaleceram no retorno, tamo juntxs!!

Viva a Comunicação Popular!
Abaixo o monopólio da comunicação!

Vida longa a Rádio Livre Venceremos!

Venceremos!

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#1 Sarau Diz’Quina

A primeira edição do Sarau Diz’Quina – Atividade cultural organizada principalmente por moradores da Vila Margarida, SV – aconteceu mesmo debaixo de um quase dilúvio no domingo, 8 de Março.
Com a temática “Mídia”, o evento iniciou com a projeção do doc. Manual Radio Livre seguido de um debate sobre o monopólio da comunicação no Brasil e algumas formas de fazer frente a essa lógica avassaladora de culturas, ideias, resistências, diversidades, etc. Também foi levantada a questão da objetificação da mulher e o apelo machista utilizado pelos grandes Meios. Na sequência o mano William lançou algumas ideias sobre a Literatura e sua relação com a mídia. O Sarau seguiu animado com poesia, troca de ideias e intervenção musical feita por parte da galera organizadora do rolé. Enquanto tudo isso acontecia o mano Caio Cesar mandava um graffite que ao final se tornou um grande registro deste espaço de cultura e resistência.
O evento contou com xs compas da Trupe Olho da Rua, Sarau da Vila em Movimento, além do grande esforço e talento da galera, maioria do bairro, que se preocuparam com cada detalhe da ornamentação.

Arriba o Sarau Diz’Quina!
Arriba a cultura popular!
Arriba a comunicação livre!

E que venham os próximos .0/

 

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Agora é esquerda versus direita disputando no voto. Não tem outra forma?

Eleições

As eleições de 2014 foi umas das piores eleições que houve no que diz respeito às trocas de ofensas, calúnias, depreciações e exposições de pensamentos conservadores e ultrarreacionários. À exceção dos partidos alinhados à esquerda PSOL, PSTU, PCB, PCO – os outros fizeram campanhas falaciosas, cada um escondendo a própria sujeira e querendo amplificar a sujeira do outro, quando não inventando absurdos, sendo que no fundo todos estão soterrados na mesma política ultrajante que mantém este estado de coisas, seja em maior ou menor grau. E aí, a surpresa pela quantidade de conservadores que foram eleitos e reeleitos no estado de São Paulo é um soco bem dado no estômago, diante do diagnostico atual em que o estado de SP enfrenta diversas dificuldades, de toda ordem, sucateamento do serviço público, problemas seríssimos de mobilidade urbana e moradia, falta d’ água, violência policial, espancamentos e assassinatos de homossexuais, extermínio da juventude negra, entre outras infinidades de violações de direitos. E, no entanto, Alckmin se reelege, a bancada da bala entra para o legislativo paulista com o Coronel Telhada (PSDB) e o Coronel Camilo (PSD), Marcos Feliciano (PSC-SP) e Celso Russomanno (PRB-SP) são eleitos deputados federais, entre outros que seguem a cartilha do conservadorismo à risca e que vão continuar mantendo e até recrudescendo ainda mais uma política de estado opressiva e segregacionista.

Apertar o botão de novo?

A disputa à presidência da república entre Dilma Rousseff e Aécio Neves apresenta um cenário político dantesco, apesar de Dilma e Aécio não serem candidatos ‘tão’ antagônicos como querem parecer. O embate de forças entre setores de direita e de esquerda irão se acirrar ideologicamente, e para as esquerdas é bem provável ainda mais fragmentação. Pois tanto para às esquerdas radicais que não veem no PT, um partido de esquerda, como para àquelas que não acreditam no sistema representativo e propagam o voto nulo e a luta pela autonomia popular, apoiar Dilma é absurdo e contraditório, estariam apenas caindo numa armadilha que desaguaria mais uma vez na legitimação da farsa do sistema. Sim. E este é um ponto interessante, porque de todo modo tudo iria desaguar nisso mesmo. Ou alguém acha que alguma das esquerdas partidárias radicais venceria as eleições? Ou os autonomistas já conseguiram influenciar na construção do poder auto gestionário a tal ponto que podemos ignorar essa bifurcação? Cito os autonomistas devido à luta pelo voto nulo, que tem sua importância, principalmente no discurso de liberdade, porém, é uma palavra de ordem vazia sem organização, e no momento tem o que a dizer além de discurso?

Não há terceira via dentro deste sistema, nesta lógica de poder, vivemos numa prisão, acorrentados a um modus operandi que não nos dá alternativa nenhuma, daí o que há de concreto neste momento, é que se Aécio ascender ao poder, teremos uma mudança de governo para pior, e vai atingir muita gente. Alguém dúvida? Cabe à reflexão. (essa é a leitura frágil deste que escreve)

Quem vai pagar a conta?

Não é preciso ser tão esperto para saber que o déficit cairá na conta da população pobre que depende dos programas assistenciais do governo, (tão criticados, mas que fazem a diferença na vida de muitas pessoas) além de outras e outras coisas. E isso, podem as esquerdas argumentar e discursarem o quanto quiserem, é realidade prevista, só quem acessa ou acessou um programa sabe a diferença que eles fazem na vida, não tem discurso de revolução e teoria que mude isso. Que a política do PT bateu no teto, e não pode avançar para uma mudança estrutural, isso é fato. Porém, discursar na rede, nos grupos subterrâneos, acadêmicos, alinhados à esquerda, nas reuniões de amigos, entre tantos outros, pouco tem contribuído para despertar a consciência da população. A votação massiva nos candidatos conservadores reflete o distanciamento dialógico que às esquerdas estão da população.

Agora, quais são as condições objetivas para superar o discurso, o estado e o capital neste momento? Ainda mais quando a própria população vota em conservadores, nos mesmos que irão formar um paredão no congresso para que não sejam aprovados direitos para os excluídos – e, não é improvável que Aécio seja a cereja deste bolo medonho.

Infelizmente, neste sistema político eleitoral o que é oferecido à população em termos de participação política é a opção de ficar refém de um sistema viciado, que sempre apresenta como alternativa a conformação com o ‘menos pior’. Precisamos superar o discurso e vencer na ação, e vencer na ação é repensar todas as ações de luta, construir realmente organizações sólidas que possam furar esse bloqueio, essa bifurcação, porque é sempre nela aonde chegamos, e não adianta conjecturar fórmulas, estamos presos nela.

E neste momento, numa análise bem fria, este que vos escreve, por exemplo, não se sente à vontade para dizer a algumas pessoas que precisam do beneficio: o importante não é o Bolsa Família, o PROUNE, entre outros, mas a liberdade e a autonomia de se opor a este sistema – minha análise e entendimento neste caso, não servem de nada, soa tão individualista quanto autoritário.

É preciso superar esta bifurcação que nos leva sempre à direita.

OBS: Caso vença as eleições, obviamente o PT (Partido dos Trabalhadores) irá se colocar ainda mais à direita, pois perdeu sua representatividade na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Portanto, a luta tende de um modo ou de outro, ser ainda mais árdua, claro que em medidas muito diferentes. (Reconheçamos isso ou não)

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Apoiar candidato (a) ‘boa praça’ que loca ônibus e banca uniforme de time custa caro, sabia? Rouba nossa autonomia e massacra nossa liberdade.

marco-civil-empresariosJá parou para pensar de onde vem o dinheiro que financia a campanha dos candidatos? De onde vem o dinheiro que banca tantos cartazes pela cidade? Pois é, gostando de política, ou não, o que está por trás de tudo isso, atinge diretamente a vida de todos nós. Afinal, tanto investimento indica interesses, quais em maior parte, ousamos afirmar que não atendem aos da população.

Por isso quando um candidato banca o jogo de camisas do time, o uniforme do grupo de dança, loca o ônibus para aquela viagem ao parque com a criançada, ou mesmo consegue fechar uma rua e oferecer um palco com estrutura para o evento da comunidade, ou faz aquela festinha de dias da criança, de natal entre outras, pode crer que tudo isso, tem por trás a compra de voto, e vai gerar um custo caro para a sociedade, além de criar um sistema onde as comunidades se tornam reféns de políticas espúrias de politiqueiros que durante esta época, apertam nossas mãos, nos dão tapinhas nas costas, sorriem e dizem possuir um projeto popular para nossas vidas. Será?

Na prática, é tudo balela! E a vida nunca muda, continua faltando creche, escola, trabalho, saúde, espaços de lazer, moradia e uma infinidade de coisas. Mas claro, faltando pra quem?

Identificar um político ‘malandrão’ não é nada difícil, dicas de perguntas para reconhecê-los:

1. Candidato (a), quem financia sua campanha, e por quê?
2. Por que o (a) candidato (a) só aparece aqui na quebrada em época de eleição?
3. Já que gosta de ser ‘popular’, por que não mora na quebrada?
4. Utiliza transporte público? Acha justo dinheiro público financiar empresas?
5. Tem filhos na escola e creche pública? Colocaria se tivesse filhos na idade escolar?
6. Utiliza os SUS (Sistema Único de Saúde)?
7. Candidato (a), vc é a favor de transformar os serviços públicos como moradia, saúde e transporte em mercadoria? Os entregando às empresas que só querem lucrar em cima de nossos direitos?
8. Candidato (a), vc é favor das mortes de centenas de mulheres pobres que morrem em clínicas clandestinas de aborto? Por que o aborto não é tratado como questão de saúde pública num estado laico? Sejamos francos, esta criminalização possui um recorte de classe, afinal, as mulheres ricas garantem o aborto tranquilamente devido o poder econômico.
9. Candidato (a), vc é a favor das centenas de jovens que estão sendo exterminados pela polícia? Concorda que a descriminalização das drogas e a desmilitarização da polícia são questões urgenciais?
10. Candidato (a), vc concorda que a redução da maioridade penal só vai colocar jovem negro e periférico na prisão? Porque jovem rico pode queimar índio, atropelar e matar ciclista, espancar garota de programa que nada acontece.

Essas perguntas são apenas algumas que desmascaram a farsa das maiorias dos (as) candidatos (as), que não passam de seres parasitários sustentados pela classe trabalhadora. Com certeza, eles até responderão boa parte das perguntas, porque são como quiabos escorregadios, além de peritos na arte da enrolação.

Por isso

Dia 5 de outubro, e dia 27, se caso houver segundo turno – não é um dia de mudanças, claro, tudo pode sempre mudar pra pior, porém, o mais importante voto, é assumir a consciência de que é preciso construir outra forma de viver em sociedade, sem ninguém para nos governar, e decidir o que é melhor, ou o que não é, temos que acreditar em nossas capacidades de construir outra realidade social. Esta que está posta, não vai garantir igualdade, liberdade e solidariedade nunca. Portanto, nosso papel se resume em continuar aceitando as migalhas, ou se revoltar e partir para a luta.

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Transporte público em São Vicente: Um negócio lucrativo!

Foto: Perfil de Cooperlotação

Foto: Perfil de Cooperlotação

Depois de um passeio no dia 08 de agosto pelas montadoras de Van; Apta, Mercedes Benz e Volare em SP, o Prefeito Luiz Cláudio Billi convidou para um café no dia 02 de setembro, representantes dos permissionários do serviço de lotações na cidade. O objetivo foi esclarecer alguns pontos nevrálgicos como, por exemplo, de que modo vai dividir o osso do transporte público na cidade, ironia à parte, o Sr prefeito reafirmou que tem um projeto de renovação da frota, mas que nenhum permissionário será prejudicado com a licitação que será aberta, solenemente disse: “Vocês serão preservados”. Pois, haverá licitação da gestão administrativa das lotações, assim como haverá licitação da permissão do serviço.

Tem caroço nesse angu?

Realmente a novela do transporte público em São Vicente é vergonhosa, como já afirmamos centenas de vezes em outros textos, o transporte é um direito essencial que garante à população o acesso a outros direitos, porém estruturado neste formato mercadológico, a população vai continuar pagando caro e enfrentando transporte lotado.

Hoje 09 de setembro tem audiência pública onde será novamente discutido o projeto de um transporte público na cidade, esta é terceira audiência, onde a quebra de braços entre o Prefeito e os permissionários (e alguns oportunistas) já rendeu bons debates, mas de concreto nada firmou como alternativa viável de um transporte realmente público e de qualidade. Evidente que isso também não seja nenhuma novidade, audiência pública é jogo de cartas marcadas, onde as correlações de forças são testadas para depois terminarem em “acordões”.

O governo municipal

Um dos objetivos apontados pelo prefeito é exatamente dar maior transparência nos custos e atuar de forma direta no controle de gastos, e na cobrança de maior qualidade na prestação do serviço oferecido pela empresa que estiver operando.

A empresa

A Cooperlotação está pressionando pela criação de um órgão gestor do transporte público na cidade, com um projeto elaborado por ela mesma, que apenas trata de questões técnicas e em nenhum momento fala de redução da tarifa, ou maior efetivo nas linhas. O projeto está muito mais ligado às condições técnicas do veículo – que é uma obviedade, já que muitos estão desgastados e possuem problemas nas portas, com isso podem acarretar acidentes – do que apresentar propostas para um transporte público com gestão direta e popular.

Daí, se a população tem interesse num transporte realmente público e de qualidade terá que brigar muito, pois com o andar da carruagem, o interesse real dessa discussão está onde sempre esteve: nos lucros.

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Todo voto é nulo! Só a luta muda a realidade!

518642O grito que emergiu das ruas em junho do ano passado não pediu por uma assembleia para eleger representantes políticos. O grito não pediu por uma renovação nas estruturas parlamentares. O grito não pediu para a população se dirigir até uma urna e apertar um botão. O grito não pediu para a população avaliar um programa político partidário e escolher um candidato. O grito não pediu para a população se mobilizar e legitimar um projeto que não é construído pelo povo, e sim por grupos que querem remendar ainda mais essa estrutura democrática estatal falida. O grito não disse: vamos juntos votar melhor e fortalecer um estado popular, ao contrário, junho questionou exatamente tudo isso; as estruturas hierárquicas, estatais, a democracia representativa, a política do negócio, dos conchavos e das cooptações.

774447_483200238439569_366960714_oJunho mostrou na prática que é na ação direta, combativa e coletiva que se conquista direitos. Que toda transformação social necessária só será conquistada com luta e com a demolição da lógica representativa, estatal e hierárquica de poder. Junho colocou em debate as instâncias de poder. Para que elas existem? A quem elas servem? Junho colocou a reflexão que, é preciso construir um poder horizontal, solidário e combativo – realmente popular. Chega deste poder que esta nas mãos de grupo políticos e econômicos, cujos interesses passam longe de empoderamento popular.

A surdez e a ignorância da classe política partidária são propositais. 

Não houve nenhuma resposta concreta dos governos, seja de qual for a esfera a que ele pertença. Todos nós continuamos reféns das duras labutas diárias para manter a sobrevivência, enquanto o dinheiro público financia incessantemente as corporações e boa parte dos partidos que estão no poder.

A resposta política do governo e de quem está disputando esta forma de governo que está posta, é deturpada em relação às manifestações de junho, exatamente porque existe uma disputa de poder e pela consciência da classe trabalhadora com intuito de controlar e conduzir as massas de acordo com seus interesses, afinal, não é pela autonomia (marca registrada das manifestações) do povo que estes grupos institucionalizados lutam, mas sim por uma forma de poder que não difere em nada do modelo que está colocado, apesar de pintarem de cores lindas e populares.

A corrida eleitoral

Nos debates dos presidenciáveis, por exemplo, nenhum deles fala sobre o empoderamento popular como a mais importante forma de transformação da realidade, alguns falam em aumentar mecanismos de participação popular, porém, a maioria destes mecanismos só reforça e legitima o poder de um determinado grupo político. O que é apresentado nestes debates é somente balela eleitoreira, não há uma voz dissidente propondo uma nova forma de organização social radical, e isto, obviamente não veremos, pois, a corrida eleitoral é um espetáculo midiático de sorrisos e dissimulações políticas, onde cada um vende seu peixe, uns de modo escancarado mostrando a quem serve, e outros tentando persuadir ou surfar sobre as lutas que vieram das ruas. Por isso, como propõe a outra campanha: todo voto é nulo! Só a luta coletiva e horizontal transforma a realidade.

O voto é a forma como delegamos nossas responsabilidades nas mãos de quem não fará nada por nós.

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Primeira Feira Anarquista da Baixada Santista

Em 23 de agosto de 2014 a antiga “Barcelona Brasileira” recebeu a Primeira Feira Anarquista da Baixada Santista. No dia que completou 87 anos do assassinato dos anarquistas Sacco & Vanzetti, muitas reflexões sobre a violência do Estado no ontem e no hoje foram levantadas, situações concretas foram denunciadas e o anseio por mudança compartilhados entre compas.

Em um local de rearticulação do movimento Anarquista, a exitosa Feira, resultado de uma esforço coletivo, vem como um fôlego para seguir na construção de um novo mundo, desde as lutas cotidianas, nos “trabalhos de formiga”. O sentimento de solidariedade e apoio mútuo entre os coletivos de diversos lugares, através do encontro, prosas, olhares e abraços, nos faz perceber que não estamos sós nas inquietações e nas lutas.

A atividade aconteceu na Vila do Teatro, espaço ocupado e organizado pelo Movimento Teatral ao lado da rodoviária de Santos, o que facilitou muito a participação de compas de outras regiões, principalmente São Paulo. A infraestrutura do local também foi determinante para a organização do evento. Continuar lendo

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Despejo brutal pela Guarda Municipal de Itapevi no acampamento do MST “Padre João Carlos Pacchin”

Fonte: Passa Palavra – Publicado em 3 de julho de 2014

Nesta madrugada, os acampados do acampamento “Padre João Carlos Pacchin”, do MST, em Itapevi/SP, foram surpreendidos pela ação violenta da Guarda Municipal.

Fortemente armada e intimidando as pessoas que estavam no local, a Guarda Municipal passou os tratores sobre os barracos e barracões e levou os maderites, entre outros objetos do acampamento. A Guarda Municipal invadiu a ocupação sem mandado ou qualquer documento legal para fazer essa ação, totalmente arbitrária.

Os ocupantes estão no terreno desde o dia 28 de junho. A área da ocupação pertence à COHAB do Município de São Paulo e estava em curso o início de negociação.

Nesse momento, a Guarda Municipal continua no local, impedindo o acesso das pessoas para a retirada de seus pertences. Somente após negociação, a coordenação do acampamento pôde retirar os documentos pessoais dos acampados. As famílias permanecem na rua, em frente ao terreno.

Nesta madrugada haverá vigília no local.

A solidariedade e o apoio são urgentes para a continuidade da luta!

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A seleção brasileira venceu apertado do Chile, mas venceu…

julio667A seleção brasileira venceu apertado do Chile, mas venceu, e o goleiro Júlio Cézar tornou-se o novo herói do Brasil, legal! Porém todos sabemos que a seleção não vai tão bem, mas como temos que nos livrar do complexo de vira-latas e acreditar que na Copa das Copas “santo de casa faz milagres sim,” e ganha caneco, vamos comemorar este espetáculo todos juntos, vamos?

Ora,

É esse mesmo o pensamento que temos que ter? Dentro deste futebol negócio onde os clubes de futebol não passam de grandes empresas capitalistas que lucram quantias exorbitantes? Onde todo o investimento (seja qual for o valor) pra construção de estádios (com dinheiro público) é um enorme desrespeito em comparação as necessidades reais deste país? Por isso, está correto nos vestirmos de verde amarelo e gritarmos gol com tanta energia?

O futebol é um esporte que faz parte da cultura popular; elemento de integração social, de sociabilidade, e não só do povo brasileiro, é patrimônio da humanidade, porém, o que temos hoje é uma grande indústria futebolística que faz circular e concentrar bilhões nas mãos de poucos, o passe do Neymar, por exemplo, para o Barcelona saiu à bagatela de 57 milhões de euros – o Ministério Público da Espanha investiga uma denúncia de que o valor chegou aos 74 milhões de euros – enfim, dá pra termos uma ideia da força dessas corporações. E aí? A “parada” é futebol mesmo, ou dinheiro? Sacaram o porquê da FIFA impor suas regras por onde passa.

Pois é,

Mas o povo nas ruas em sua maioria está arrebatado pelo sentimento de Copa do Mundo, como previsto, mesmo com todas as manifestações contra a copa, e até mesmo devido certa insatisfação que se manifestava de forma livre e sem comprometimento, por exemplo, não era (ainda não é) difícil encontrar alguém no ônibus, na fila do mercado ou em qualquer outro lugar, reclamando dos gastos excessivos com a copa, enquanto os serviços sociais estão sucateados. Contudo, a copa iniciou, e essa insatisfação foi sufocada parcialmente pelo torrencial de informações sobre a Copa do mundo. A mídia; jornal, TV, rádio, web, outdoor… Bombardeiam nossas cabeças 24h, é quase impossível fugir. E, aí obviamente que a massa que ver gol, e entregar-se ao simulacro de emoções, e que se dane qualquer discurso (realmente a energia é empolgante, senão fossem os custos).

Daí,

Comunidade removida em Mangueira. No foi construído um estacionamento e um centro automotivo entregues à iniciativa privada.

Comunidade removida em Mangueira – RJ. No local foi construído um estacionamento e um centro automotivo entregues à iniciativa privada.

Não podemos esquecer que para ter este espetáculo sendo realizado o custo é irreparável; é preciso registrar que segundo estudo da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa, entre 170 a 250 mil pessoas foram removidas para se construir essa copa. Além de que, todo este processo de violência com as remoções representa para a história do povo pobre brasileiro, uma das maiores atrocidades promovidas pelo Estado.

É grito de gol nos estádios e borrachada nas ruas, é alegria alienante pelo entretenimento e tristeza por tudo que foi feito contra a população pobre. Não dá pra fingir! Se a angústia de uma decisão por pênaltis é tão real e coloca corações à mil, imaginem a dor de quem perdeu a casa. Sem contar as outras infinidades de violações.

Copa do Mundo com ou sem vitória da seleção, o legado é vergonhoso.

Futebol teu nome é negócio!

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Eleições 2014: A apropriação das jornadas de junho pela maioria dos candidatos.

75705_456894151030023_1936871453_nAs eleições estão aí e a disputa eleitoral começou. O velho circo de sempre! Este ano a novidade das campanhas é a apropriação das jornadas de junho pela maioria dos candidatos, todos de um modo ou de outro, não há dúvidas, querem tirar algum proveito de um dos maiores acontecimentos da história das lutas sociais no Brasil, e assim, “surfar sobre a onda das lutas”, que até agora, levanta debates e inúmeras discussões, além de estimular outras e dar mais força e visibilidade.

A “malandragem” dessas campanhas está em reduzir as jornadas a um movimento espontâneo que surgiu do nada motivado apenas pela insatisfação popular, o que é uma farsa! Mas claro que candidato não vai apresentar em sua campanha que tudo isso começou puxado pelo Movimento Passe Livre (MPL) de forma autônoma e que foi resultado de anos de organização de base; rodas de conversas em escolas, universidades, grupos de bairro, entre movimentos sociais, nos terminais de ônibus junto aos usuários do transporte; panfletando, realizando pequenos atos de conscientização, estimulando a participação popular direta; que o povo assuma as responsabilidade e lute coletivamente sem delegar sua responsabilidade a terceiros, entre outras coisas. Não. Nada disso interessa. Apenas a politicagem e a disputa eleitoral, alguns, inclusive, já estão usando “marketeiramente”; frases de efeito; o gigante acordou, não foi por vinte centavos, conquistando direitos, somos a oposição nas ruas… A cara de pau não tem limites. Podemos dizer que é uma disputa histórica pela consciência da classe trabalhadora, e neste caso, mais uma vez um tipo de politica escrota e parasitaria que não mede esforços para chegar ao poder.

A política representativa bateu no teto

A grande simbologia das jornadas é que a política representativa está em ruínas, direitos sociais se conquistam com luta e com autonomia, jamais se negocia numa mesa com conchavos, pois é este tipo de política que mantém o sistema de exclusão, é este tipo de política que tem que cair, mas, os politiqueiros se recusam, não querem discutir, ignoram e desqualificam – quando o termo horizontalidade aparece então, querem transformar em palavra sinônima de desorganização, ao contrário, é o direito de todos terem voz e participarem dos processos decisórios; é buscar o consenso e romper com a imposição, com a autoridade. Mas o discurso deles, enfim, é assim; os vândalos e os pacíficos, o lindo verde amarelo e o feio Black Bloc, deste modo o Estado sai imune e a ditadura corporativa agradece.

Não vote! Se organize coletivamente! 

OBS: Muitos grupos sociais; coletivos, de partidos, além do MPL estiveram nas ruas, e há anos estão travando essa luta por uma sociedade justa e igualitária. Mas é inegável a importância de mudança de paradigma impulsionado pelo MPL, em ir pra rua sem carro de som, não tratar a luta do transporte como um negócio, ou como os donos dela, e pra além, se organizarem na base de forma autônoma pelo empoderamento do povo, e claro, ninguém do MPL neste ano de eleição pedirá voto porque esteve na luta.

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A Copa é nossa. Mobilização contra a Copa do Mundo pra quê?

copapraquem_2As organizações sociais que são contra a copa do mundo, sempre foram contra desde o início, desde a época do sorteio, e sempre estiveram conscientes dos prejuízos causados pelos grandes eventos, porque é fato; a matemática econômica destes eventos é sempre a mesma; o ônus fica na conta da população pobre. Vide toda a violência desencadeada, principalmente no Rio de Janeiro, além dos superfaturamentos nos Estádios e em outras infinidades de obras. (A copa pelos países que passou só deixou divida)

As mobilizações têm sua importância porque elas denunciam a violação de direitos humanos que ocorreram e que estão ocorrendo no país – segundo o Comitê Popular da Copa; estima-se que cerca 250 mil pessoas foram removidas de suas casas, é por isso que ir para a rua manifestar repúdio é fundamental e legitimo.

copapraquem_8Obviamente que dizer “Não vai ter Copa” não irá impedir o evento, é só um grito simbólico de revolta. Porém, nas ruas tem sua força de provocação, (e político detesta ver seu nome criticada na rua) além de mostrar que não são todas as pessoas que se calam diante de todas as injustiças promovidas pela Copa do Mundo, e também um momento de dialogar com a população e trazer à tona toda a informação que o Estado quer esconder debaixo do pano.

Outra coisa, achar que é uma pauta distante, que deveríamos nos preocupar com outras coisas, não é! É bastante concreta e atinge todos os direitos sociais que (sem luta) continuarão sendo violados – pois, o efeito é cascata e atingirá todo o país, e este é o real legado que poucos querem discutir, se negam. O Governo federal faz questão de dizer que a Copa será maravilhosa, e que o legado será incrível para a economia do país. Alguém se lembra do PAN? (Jogos Pan-Americanos de 2007) Leiam a respeito, o discurso foi o mesmo, cadê o legado? Só houve gastos e desperdício de dinheiro público com construção de elefantes brancos.

O Jogo da direita. As manifestações servem pra isso…

copapraquem_8Que existem centenas de grupos politiqueiros tanto de direito quanto de esquerda querendo se beneficiar, com certeza! E isso nunca deixou de acontecer, em qualquer mobilização sempre tem os “parasitas” – isso, se evita com organização, o que ocorre na maior parte, mas os favoráveis a copa querem negar, e ficam no jogo da desqualificação evitando o ponto nevrálgico desta discussão; as violações de direitos humanos e a dívida pública.

Outra coisa, dizer que os jovens estão sendo usados?

É um pouco de malandragem política também, desde as manifestações de junho do ano passado que os políticos que disputam votos estão correndo atrás do rabo para poder alinhar um novo discurso, afinal, a política partidária representativa bateu no teto, se revela cada vez mais inviável, apenas sustentando grupos que se revezam no poder. E a população está cheia disso.

imagesCom as manifestações de junho uma nova configuração política de luta muito mais combativa e resistente mostrou à população; eficiência e praticidade, no sentido literal, de que é na luta que conquistamos direitos – as tarifas foram bloqueadas, e foi o povo na rua que conquistou. Só que, há uma ignorância proposital em negar que as manifestações decorreram de organizações autônomas que agiram na base e que vinham com um trabalho de anos pra impulsionar essa luta, é onde há uma disputa ideológica e política histórica de querer controlar a consciência da classe trabalhadora, afinal, trabalhadores organizados é um problema para o Estado.

320086_222056441184230_100001396260264_627501_1812275990_nE vale lembrar que as pautas levantadas nas ruas pela população, continuam ignoradas, quase toda a classe política partidária ignora, por exemplo, a discussão do projeto Tarifa Zero. O Governo Federal liberou no inicio deste ano 142 bilhões para os estados e municípios investirem em transporte público, alguém acredita que o transporte vai melhorar? Com certeza não, este montante, só irá continuar enriquecendo as corporações (máfias) do transporte público.

É isso, quem disputa poder, voto e autopromoção vai querer continuar brigando dessa forma, e vai querer passar um pano nessas manifestações que ocorreram e ocorrem, porque elas desmascaram a farsa eleitoral e a farsa de todas as instituições.

Nossas urgências; saúde, educação, transporte, trabalho digno, cultura e lazer, não cabem numa urna, não é um político eleito que ira resolver, é a população organizada, agindo coletivamente, assumindo seu protagonismo, sem delegar responsabilidades.

Que a Copa do Mundo vai acontecer todo mundo sabe, mas não é uma Copa do povo, só está esmagando o povo, por isso os prejuízos têm que ser espalhados aos quatro cantos sim! Toda a barbárie das remoções não dá pra esquecer, quem se posiciona a favor de um mundo justo e igualitário, não aceita este tipo de coisa.

Nesta Copa, desligue a TV e vá pra rua protestar!

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Galeano vive!

Pronunciamento de movimentos sociais e alun@s brasileir@s da escuelita em apoio aos zapatistas; três ações de solidariedade acontecem em São Paulo

galeano“Os valorizo porque eles como que fizeram um compromisso. Dizem que o que aprenderam aqui vão compartilhar com seus companheiros que de alguma maneira não puderam chegar até aqui, e que vão compartilhar o que nós lhes mostramos, o que eles viram, o que eles aprenderam”

(Galeano – José Luís Solís López – sobre a escuelita, Revista Rebeldía Zapatista, n1)

Nós, participantes brasileir@s da escuelita La libertad según las y los zapatistas abaixo listad@s, encaramos a experiência que tivemos lá exatamente como disse o compa Galeano, assassinado recentemente em uma emboscada que feriu mais quinze pessoas no caracol La Realidad. Nos sentimos não só indignad@s com a violência cometida contra a comunidade como compelid@s a, além de plantar por aqui as sementes de autonomia que crescem por aí, estar ao lado d@s zapatistas nos momentos em que se fizer necessário, já que a nossa solidariedade supera a distância e as fronteiras.

E nós, organizações sociais, movimentos e coletivos organizados desde baixo e preocupados com a justiça e a liberdade, igualmente nos vemos na responsabilidade e na disposição de ajudar a somar e ampliar o coro d@s que se revoltam com cada injustiça cometida contra @s que lutam, ainda mais @s que o fazem de forma tão inspiradora vivendo na plenitude de sua autonomia.

Aqui, nesta outra geografia chamada Brasil, chega também a dor e a raiva que ressoa das montanhas do sudeste mexicano.

Os ataques armados que vitimaram Galeano no dia 2 de maio na comunidade La Realidad – onde está sediada uma das cinco Juntas de Bom Governo, estrutura de poder autônoma em relação ao Estado contruída desde baixo pel@s zapatist@s – vieram de grupos paramilitares que há tempos atuam na região. Além dessa morte, houve mais quinze pessoas feridas e a escola e a clínica que servem a toda comunidade, e não só aos zapatistas, foram destruídas.

Passados os tempos mais duros de conflito entre zapatistas e o mau governo após o EZLN declarar a autonomia de seus territórios em 1994, a estratégia estatal para combater o movimento tem sido estimular ataques e provocações paramilitares, numa guerra de “baixa intensidade” que se combina com projetos assistenciais e outras intervenções “sociais” que visam dividir as bases de apoio. A solidariedade internacional é um elemento importante para constranger e frear a ação do Estado, exigindo que ele deixe de fomentar conflitos, de maneira que a autonomia siga seu caminho.

Se vivemos por aqui, com o estímulo de junho passado, tempos de luta e esperança, de mudança e confrontação com a mesma brutalidade dos de cima que existe em Chiapas e no México em geral, buscamos agora, às vésperas da Copa,  construir um período em que mais e mais gente estará nas ruas, lutando por um mundo onde caibam muitos mundos assim como defende o EZLN e suas bases de apoio.

Atendendo ao chamado feito pelos zapatistas, entre os dias 22 e 31 de maio serão realizadas três atividades em solidariedade e demandando o fim das agressões aos territórios autônomos em Chiapas (clique nos links para saber mais e participar):

22/5 – Bate-papo sobre escuelita na Rádio Cordel Libertário
24/5 – Homenagem a Galeano durante Sarau do Fundão da M`Boi
31/5 – Dia de conversa e difusão do zapatismo na Comuna Aurora Negra – dia de solidariedade aos companheiros caídos – Rua Elias Martin, 11 – Rio Pequeno

Esperamos que nossa luta e solidariedade ressoem aí não como um alento, mas como um estímulo a seguir caminhando. Como comentou um compa ao sub Marcos, “não entendam mal nossas lágrimas, não são de tristeza, são de rebeldia”.

L@s zapatistas no están sol@s!

Galeano vive!

La lucha sigue y sigue!

Assinam:

Alun@s da Escuelita Zapatista la Libertad:

Adriana Moreno
Ana Luisa Queiroz
Ana Paula Morel
Breno Zúnica
Bruna Bernacchio
Camila Jourdan
Cândida Guariba
Elisa Matos Menezes
Felipe Addor
Felipe Mattos Johnson
Frederico Luca
Gabriela Moncau
Júlio Delmanto
Léa Tosold
Leonardo Cordeiro
Luiza Mandetta
Maria Aguilera
Marianna Fernandes Moreira
Matheus Grandi
Pedro Rosas Magrini
Rafael da Costa Gonçalves de Almeida
Renata Bessi

Movimentos sociais:

Biblioteca Terra Livre – http://bibliotecaterralivre.noblogs.org
Casa Mafalda – http://casamafalda.org/
Centro de Mídia Independente – São Paulo – http://www.midiaindependente.org
Coletivo DAR – coletivodar.org
Comboio
Comitê Popular da Copa SP – http://comitepopularsp.wordpress.com/
Desinformémonos Brasil – http://desinformemonos.org/
Instituto Praxis
Margens Clínicas
Mídia Negra – www.midianegra.noblogs.org
Moinho Vivo
Movimento Mães de Maio – http://maesdemaio.blogspot.com.br/
Movimento Passe Livre – São Paulo – http://saopaulo.mpl.org.br/
Organização Anarquista Terra e Liberdade – http://terraeliberdade.org/
Rádio da Juventude – http://radiodajuventude.radiolivre.org
Rede 2 de Outubro – http://rede2deoutubro.blogspot.com.br/
Rede Extremo Sul – http://redeextremosul.wordpress.com/
RIZOMA – Tendencia Libertaria e Autonoma – http://rizoma.milharal.org
Zapatistas Milharal – http://zapatistas.milharal.org
Rádio Várzea Livre  107,7 fm  http://varzea.radiolivre.org/

 

[versión en español]

Galeano vive!

Pronunciamiento de los movimientos sociales y alumn@s brasileñ@s de la Escuelita en apoyo a los zapatistas; tres acciones de solidaridad tendrán lugar en São Paulo

 “Además los valoro porque ellos como que hacen un compromiso. Dicen que lo que han aprendido aquí va a ir con sus compañeros que de alguna manera no pudieron llegar hasta acá, y que sí van a compartir lo que nosotros les enseñamos, lo que ellos vieron, lo que ellos aprendieron.”

(Galeano – José Luís Solís López – sobre la escuelita, Revista Rebeldía Zapatista, n1)

Nosotr@s, participantes brasileñ@s de la escuelita La libertad según las y los zapatistas abajo listad@s, encaramos la experiencia que tuvimos allá exactamente como dijo el compa Galeano, asesinado recientemente en una emboscada que hirió a más quince personas en el caracol La Realidad. Nosotr@s estamos no solamente indignad@s con la violencia cometida contra la comunidad, también sentimos la necesidad de plantar las semillas de la autonomía que crecen por todas las partes y estar al lado de l@s zapatistas en este momento, ya que nuestra solidaridad supera distancias y fronteras.

Y nosotr@s, organizaciones sociales, movimientos y colectivos organizados desde abajo y preocupados con la justicia y la libertad, igualmente sentimos la responsabilidad y la disposición de ayudar a sumar y ampliar el coro de l@s que están indignad@s con cada injusticia cometida a l@s que luchan, especialmente a l@s que lo hacen de manera tan inspiradora viviendo en plenitud de su autonomía.

Aquí en esta otra geografía llamada Brasil llega también el dolor y la rabia que resuena desde las montañas del sureste mexicano.

Los ataques armados que mataron a Galeano en el 2 de mayo, en la comunidad de La Realidad – donde está la sede de una de las cinco Juntas de Buen Gobierno, estructura de poder autónoma en relación al Estado construida desde abajo por l@s zapatist@s -, provenían de grupos paramilitares que operan en la región desde hace tiempo. Además de esta muerte hubo otras quince personas heridas y la escuela y la clínica que atienden a toda la comunidad, no sólo a l@s zapatistas, fueron destruidas.

Después de los momentos más duros y abiertos de conflicto entre zapatistas y el mal gobierno, y tras la declaración de la autonomía de sus territorios en 1994, la estrategia del mal gobierno para combatir el movimiento es estimular los ataques y provocaciones paramilitares, una guerra de “baja intensidad” que se combina con otras intervenciones “sociales” destinadas a dividir las bases de apoyo. La solidaridad internacional es importante para limitar y restringir la acción del Estado, exigiendo que deje de fomentar conflictos, de manera que la autonomía siga libremente su rumbo.

Si vivimos aquí, con el estímulo de junio pasado, tiempo de lucha y esperanza, de cambios y confrontación con la misma brutalidad de los de arriba que ocurre en Chiapas y en México en general, buscamos ahora, a la víspera de la Copa del Mundo, construir un periodo en que más y más gente esté en las calles, luchando por un mundo donde quepan muchos mundos, así como defiende el EZLN y sus bases de apoyo.

Respondiendo al llamado hecho por l@s zapatistas, entre el 22 y 31 de mayo tres actividades se llevarán a cabo en São Paulo, en solidaridad y para exigir el fin de los ataques a los territorios autónomos en Chiapas (haga clic en los enlaces para obtener más informaciones):

22/5 – Charla sobre la escuelita en la Rádio Cordel Libertário
24/5 – Homenaje a Galeano en el Sarau do Fundão da M`Boi
31/5 – Charla y difusión del zapatismo en la Comuna Aurora Negra – dia de solidaridad a los compañeros caídos

Esperamos que nuestra lucha y solidaridad resuenen ahí no como un aliento, sino como un estímulo para seguir caminando. Como dijo un compa al sup Marcos, “no entiendan mal nuestras lágrimas, no son de tristeza, son de rebeldía”.

L@s zapatistas no están sol@s!

Galeano vive!

La lucha sigue y sigue!

Firman:

Alumn@s da Escuelita Zapatista la Libertad:

Adriana Moreno
Ana Luisa Queiroz
Ana Paula Morel
Breno Zúnica
Bruna Bernacchio
Camila Jourdan
Cândida Guariba
Elisa Matos Menezes
Felipe Addor
Felipe Mattos Johnson
Frederico Luca
Gabriela Moncau
Júlio Delmanto
Léa Tosold
Leonardo Cordeiro
Luiza Mandetta
Maria Aguilera
Marianna Fernandes Moreira
Matheus Grandi
Pedro Rosas Magrini
Rafael da Costa Gonçalves de Almeida
Renata Bessi

Movimientos sociales:

Biblioteca Terra Livre – http://bibliotecaterralivre.noblogs.org
Casa Mafalda – http://casamafalda.org/
Centro de Mídia Independente – São Paulo – http://www.midiaindependente.org
Coletivo DAR – coletivodar.org
Comboio
Comitê Popular da Copa SP – http://comitepopularsp.wordpress.com/
Desinformémonos Brasil – http://desinformemonos.org/
Instituto Praxis
Margens Clínicas
Mídia Negra – www.midianegra.noblogs.org
Moinho Vivo
Movimento Mães de Maio – http://maesdemaio.blogspot.com.br/
Movimento Passe Livre – São Paulo – http://saopaulo.mpl.org.br/
Organização Anarquista Terra e Liberdade – http://terraeliberdade.org/
Rádio da Juventude – http://radiodajuventude.radiolivre.org
Rede 2 de Outubro – http://rede2deoutubro.blogspot.com.br/
Rede Extremo Sul – http://redeextremosul.wordpress.com/
RIZOMA – Tendencia Libertaria e Autonoma – http://rizoma.milharal.org
Zapatistas Milharal – http://zapatistas.milharal.org
Rádio Várzea Livre  107,7 fm  http://varzea.radiolivre.org/

 

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Prefeitura de São Vicente não repassa verba do FUNDEB para creche.

Manifesto da comissão de mães e pais que está circulando pela web junto com um abaixo assinado digital. (link do abaixo assinado) e do manifesto, página no face.

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

A creche “Olinda Cury Gigliotti” do Japuí não recebeu 12 parcelas intercaladas do FUNDEB (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica) do MEC, pois a Prefeitura de São Vicente não repassou a verba. No momento, todas as 16 funcionárias da creche encontram-se em aviso-prévio até dia 04 de junho. Serão demitidas por falta de dinheiro para pagamento de seus salários. Essa verba FUNDEB garante não só o pagamento da equipe, mas também a merenda escolar, material de limpeza e outros gastos. A creche, além de uma necessidade de mães e pais trabalhadores é um direito social de toda a criança assegurado pela Constituição Federal e pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Não queremos mudança na gestão local da creche! Não queremos a demissão das funcionárias!

BILI, REPASSE O FUNDEB!!!

A situação

Segundo informações que obtivemos junto à Comissão, a Prefeitura não tem repassado a verba do FUNDEB, e a creche só conseguiu manter as contas até o momento porque havia dinheiro em caixa economizado – em torno de 300mil reais. Esse dinheiro seria utilizado pela Associação dos Funcionários e Amigos do Hospital São José (ASFA – entidade que administra a creche) na reforma de um imóvel que sediaria um nova creche cujo projeto funcionaria 24h. Porém, as economias acabaram e não há como a creche continuar funcionando. A Prefeitura foi comunicada, mas não deu nenhum parecer, inclusive, a Presidente Rose Marye Hoyer Gomes da Associação está há cerca de um ano cobrando essa verba da Prefeitura. Já houve diversas reuniões com o Prefeito, porem, até agora nenhuma solução. Portanto, a Associação entrou como uma ação no Ministério Público para obrigar a Prefeitura a efetuar os pagamentos. E como não há como manter a creche em funcionamento sem essa verba, e esses processos levam tempo, a administração da creche comunicou todos os pais e mães na última sexta-feira (23), que todas as funcionárias estão de aviso-prévio até o dia 04 de abril. A partir disso, o futuro da creche é incerto.

470178 (1)As mães e pais se reuniram neste domingo (25) e formaram uma Comissão para reivindicar o repasse junto ao Poder Executivo. Irão entrar esta semana com uma ação coletiva no Ministério Público, e durante esta semana estarão colhendo assinaturas num abaixo assinado on line e na rua.

Na próxima quarta-feira (28) às 09h haverá um ato na Praça Barão do Rio Branco, para levar esta discussão junto a toda comunidade vicentina, de modo a pressionar a Prefeitura a pagar toda a verba do FUNDEB que está em atraso, e foram categóricos: “não nos interessa mudanças, a associação que administra tem feito isso com excelência e não há porque mudar; não queremos demissões, o tempo da negociação acabou! A Prefeitura tem que pagar, não iremos deixar que disputas politicas partidárias retirem nossos direitos”.

OBS: A Rádio da Juventude apoia a luta dos pais e mães. Somente com organização popular podemos mudar a realidade.

Abaixo segue anexo o oficio (que tivemos acesso) que a associação deu entrada no Ministério Público relatando toda a situação.

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

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