NOSSOS MORTOS TÊM VOZ: MEMÓRIA DE 22 ANOS DO MASSACRE DO CARANDIRU

No dia 02 de Outubro foi realizado em São Paulo um ato em Memória aos 22 anos do Massacre do Carandiru, organizado por diversos coletivos.

A manifestação contou com diversas intervenções artísticas ao longo do trajeto, fortalecendo a reflexão sobre o papel da polícia, a violência do Estado e a importância da desmilitarização.

Confira alguns registros feitos pela Rádio da Juventude…

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Nota sobre a repressão de 12 de junho

por Comitê Popular da Copa de São Paulo

O Comitê Popular da Copa de SP vem por meio desta nota repudiar a ação do Estado e de seu braço armado, a polícia militar, que com o uso da violência desmedida e irresponsável impediu de acontecer as manifestações programadas para o dia de abertura da Copa do Mundo, na última quinta-feira, dia 12.

A primeira delas, marcada pela frente Se Não Tiver Direitos, Não Vai Ter Copa teve início na saída da estação de metrô Carrão, por volta das 10h, e em menos de 20 minutos foi dispersada sem motivo algum, por balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral.

Além de impedir o direito constitucional à livre manifestação, a ação da polícia militar teve como saldo um grande número de pessoas machucadas, inclusive uma repórter e uma produtora da emissora internacional CNN que foram feridas por estilhaços da chamada munição “não-letal” e um rapaz que, mesmo depois de imobilizado e alvejado no peito por tiros de bala de borracha, foi covardemente atingido no rosto com jatos de spray de pimenta por policiais militares.

Após a dispersão, alguns/as militantes somaram-se ao ato em frente ao Sindicato dos Metroviários, que trazia como pauta a denúncia das
violações da Copa do Mundo da FIFA e também prestava solidariedade aos 42 metroviários despedidos de maneira ilegal durante a greve de 5 dias realizada na última semana. Com concentração marcada para as 10h, a manifestação foi cercada por um pelotão da Tropa de Choque e seus robocops, que impediam os manifestantes de saírem em caminhada.

Num clima de grande tensão, o que se viu foi mais uma vez a PM assumindo seu papel terrorista, se utilizando de ações truculentas e
ilegais: prisões para averiguação, policiais sem identificação e alguns deles portando armas de munição letal, bem como mais agressões a militantes e profissionais da imprensa.

Relatos de alguns/as militantes presentes no ato apontam que a primeira bomba surgiu do meio da manifestação, numa clara demonstração de que a polícia militar de Geraldo Alckmin e Fernando Grella investe cada vez mais no uso de policiais infiltrados. Sem farda, a PM tumultuou mais uma vez a manifestação para legitimar a dispersão violenta. Assim como no último dia 15 de maio, para impedir o dia internacional de lutas contra a Copa, em que a caminhada durou apenas 20 minutos.

Entre os atingidos, havia um jornalista com uma queimadura na perna e um manifestante com um grande corte no rosto, ambos feridos por bombas. A polícia militar ainda dificultou o socorro dos feridos por unidades de emergência especializadas, como o SAMU e o Resgate do Corpo de Bombeiros, mesmo com a presença de defensores públicos no local. Por fim, acabaram levados ao hospital pela própria PM.

Durante toda à tarde, pessoas com “cara de manifestante” foram perseguidas pela PM em diferentes pontos da cidade, como estações de
metrô, praças públicas e, até mesmo, em universidades. 29 pessoas que estavam no estacionamento da UNESP na Barra Funda foram levadas à delegacia para “averiguação”, apesar de tal procedimento inexistir na legislação. É importante ressaltar que todas essas ações arbitrárias do Estado foram tomadas para impedir manifestações que tinham como objetivo tornar pública a criminalização dos movimentos sociais e o processo de violações acentuado pela vinda da Copa do Mundo da FIFA para o Brasil.

As vitórias populares foram sempre uma conquista das ruas, seja nas greves, protestos, ocupações ou outras formas legítimas de manifestação e ação política. A resposta violenta e autoritária do Estado aos conflitos sociais, apresentando as forças policiais como
únicas “mediadoras”, além de agravar esses conflitos, é uma forma de violar liberdades civis e políticas, ameaçar a população para que se cale – e impor sobre todos uma única visão de mundo.

Sendo assim, fica claro que quem apertou o gatilho, quem jogou as bombas, quem realizou prisões para averiguação e espancou pessoas por
estarem excercendo seu direito à manifestação foi o braço armado do governo de Geraldo Alckmin e Fernando Grella, de mãos dadas com a FIFA e as corporações que lucram com o megaevento!

Por isso, é preciso que gritemos que terrorista é o Estado e a máfia da FIFA! Nem um passo atrás na luta contra a criminalização dos movimentos sociais! Nem um passo atrás na luta pelo direito à livre manifestação!

Força pra quem luta!

Comitê Popular da Copa SP, 14 de junho de 2014

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Pressão popular marca a 1ª Audiência Pública sobre o Túnel Santos – Guarujá

Ocorreu terça-feira, 12/11, na Arena Santos, a 1ª Audiência Pública sobre o Túnel que ligará Santos – Guarujá.

A população marcou presença mesmo incerta da Audiência acontecer devido uma liminar do Ministério Público pedindo a suspensão. Porém a Dersa entrou com recurso e conseguiu reverter.

2Dentre os questionamentos levantados, além do já publicado neste mesmo site (leia aqui), tiveram: Falta de planejamento junto à CET; O projeto não possui o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) e Urbano; Descumprida a lei que determina que todo projeto que causa impacto na cidade deve ser entregue e apresentado com 45 dias de antecedência; Pessoas com moradia comprometida; Várias outras necessidades mais prioritárias foram apontadas.3

Após várias intervenções e gritos de repúdio, correu um Abaixo Assinado de pedido de NULIDADE da Audiência Pública, a qual juntou um mínimo de 50 assinaturas com nomes e RGs.

 

Segue abaixo o audio com alguns momentos da Audiência:

Logo menos publicaremos mais informações.

Seguimos alertas!
Viva a pressão popular!

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Manifestação Contra a Construção do Túnel Submerso

Segue email que recebemos de um compa:


A Manifestação

Vamos nos Manifestar contra a Construção do Túnel Submerso que ligará Santos a Guarujá, na Audiência Pública de TERÇA-FEIRA, 08/10/2013, às 18:30.
Local: Associação de Cabos, soldado e sargentos da PM-SP, AV. Senador Dantas, 318, Santos.

Contexto
O governo do estado de São Paulo deseja construir de forma autoritária e a toque de caixa um túnel submerso entre as cidades de Santos e Guarujá. Tal obra, além de não ser prioritária, terá como saldo um profundo impacto sócio ambiental.

Impacto Social
No atual traçado a obra praticamente destruirá o bairro de casas populares da bacia do Macuco (o ultimo grande bairro operário da zona leste da cidade, importante património cultural). A população do Bairro não quer sair e agora resiste bravamente  Então fica uma pergunta: Não será esta desapropriação em massa mais um capítulo da higienização social que nossa cidade vem sofrendo? Com parte seus moradores sendo expulsos de suas moradias por interesses econômicos que nada tem a ver com a nossa cidade e Região.

TunelImpacto Ambiental
Por varias vezes os ministérios públicos barraram a dragagem do porto de Santos por conta da contaminação de metais pesados sedimentados no fundo do canal. Agora com esta obra, o fundo contaminado será revolvido para a construção do túnel e vários metais, como: chumbo; cádmio; mercúrio, entre outros sedimentados, simplesmente se espalharão pelo ambiente do canal do estuário, o que terá como resultado a contaminação de todo o complexo.

Por isso tudo vamos dizer NÃO à este túnel e a este modelo de crescimento que privilegia o capital!

Algum dia as pessoas vão entender que dinheiro não se come, gasolina não se respira e carro não é remédio para doença cardíaca.

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No Extremo Sul (SP): O Mesmo Caminho, mas um Protesto Diferente

R$ 0,20 É SÓ O COMEÇO

Fonte: http://redeextremosul.wordpress.com/2013/06/21/r-020-e-so-o-comeco/
Publicado em 21/06/2013
Link para o vídeo

O Mesmo Caminho, mas um Protesto Diferente

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Há pouco houve mais uma marcha que saiu da entrada do Grajaú, e foi até a Ponte do Socorro (Ponte Santo Dias). Antes dela foram feitas faixas, um ensaio de bateria, e bastante panfletagem. A ideia era lembrar que a revogação do aumento foi uma conquista do povo em luta, e que se a gente se organizar podemos fazer muito mais, para, por exemplo, nunca mais sermos transportados pior do que gado, e ficarmos esmagados num trem, ônibus ou lotação abarrotados de gente.

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A novidade desse ato foi que no meio do caminho paramos para que uma passeata vinda do Varginha se juntasse a nós. E nesse momento houve cenas de teatro, poesia, e bandeirão estendido na passarela do Extra da Teotônio Vilela, próximo à Cidade Dutra.

Novamente o ato transcorreu sem problemas e sem violência, e foi concluído pouco depois da chegada à Ponte do Socorro.

Agora se coloca a necessidade de avaliarmos tudo o que ocorreu nas últimas semanas, e com base nisso planejarmos os próximos passos dessa caminhada. Todo Poder ao Povo!

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Esculacho, o mínimo que merecem

A dois dias da instalação da Comissão da Verdade, Levante Popular da Juventude e outros movimentos fizeram atos de escracho público a agentes da ditadura. Um deles, em Guarujá

A Rádio da Juventude acompanhou na segunda, dia 14, o esculacho ao torturador Maurício Lopes Lima, tenente-coronel reformado, que chefiou equipes da Oban (Operação Bandeirantes), e DOI/Codi (Departamentos de Operações de Informação dos Centros de Operações de Defesa Interna), e é apontado como o torturador de Dilma Rousseff e de Frei Tito. (salvo que a Presidenta esqueceu dos tempos da ditadura e pouco, ou em nada se diferencia de seu torturadores)

A ação foi feita em conjunto com uma série de escrachos a agentes da ditadura, em todo o País, e foi promovida pelo Levante Popular da Juventude, em conjunto com outros movimentos. No Guarujá, cerca de 100 pessoas participaram do ato, que se iniciou às 10h, na porta do prédio de Maurício Lopes Lima, localizado na Rua Tereza Moura, 36, nas Astúrias.

Concentrados em uma praça próxima, os manifestantes se preparavam para a ação, chamando a atenção da vizinhança, que procurava saber quem eram aqueles jovens reunidos em uma manhã de chuva, junto a veículos de imprensa, que já registravam a atividade. Moradores de um prédio próximo chegaram a descer até a porta para averiguar do que se tratava.

Os manifestantes foram em direção ao prédio onde mora o militar reformado, munidos de panfletos, bandeiras, faixas e instrumentos de percussão. Na frente do prédio, no chão, foi pichada a inscrição “Aqui mora um torturador”. Do outro lado da rua, alunos de uma escola olhavam pela janela, curiosos com a ação que era feita ali.

Com falas, palavras de ordem e encenações, os jovens denunciavam os crimes da ditadura e, em particular de Maurício Lopes Lima. Simulações de tortura (inclusive um pau-de-arara) davam maior riqueza ao protesto. Os vizinhos também eram abordados pelos manifestantes, que esclareciam a eles os motivos da ação.

Ao final, a Polícia Militar chegou ao local, a fim de saber o que se tratava. O policial chegou a dizer que os manifestantes podiam tê-los informado da ação com antecedência, a fim de não atrapalhar o “direito de ir e vir” do cidadão.

Cabe a nós ressaltar a organização desta ação, que contou com todo o cuidado para que a informação não vazasse. A imprensa convencional e a alternativa também estiveram presentes, e houve boa repercussão.

O próprio modelo de manifestação adotado também é algo a se destacar. Os clássicos protestos políticos, aqui, ganham nova roupagem, pegando emprestado a música, as artes visuais e as artes cênicas para dar nova dimensão às manifestações. Uma ressalva, apenas, fica num aparente excesso de exposição do movimento, que às vezes se coloca à frente da própria causa.

Em um país cuja história continua sendo de impunidade a agentes da ditadura, que estupraram, torturaram e mataram, o esculacho ou escracho são o mínimo que se deve fazer por quem ainda sente a injustiça histórica. Os torturadores de ontem vivem entre nós, e muitas vezes não temos sequer o conhecimento do papel que tiveram no passado. Mais que um ato de vingança, ações como essa são uma necessidade de uma noção mínima de justiça.

fotos: Levante Popular da Juventude

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Mães de Maio – 6 anos de luta contra o Estado genocida!

O massacre de jovens pobres e de maioria negra, filhos de trabalhadores e trabalhadoras, moradores das periferias, é uma constante do Estado brasileiro. Em maio de 2006, vidas de muitos jovens eram covardemente ceifadas em todo o estado de São Paulo, por grupos de extermínio ligados ao crime organizado – aquele formado pelos poderosos. Foram mais de 500 mortes em pouco mais de uma semana, no que foi considerado o maior Massacre da Democracia Brasileira Contemporânea contra sua própria população civil.

A partir desse triste episódio, por iniciativa mães da Baixada Santista, nasceu o Movimento Mães de Maio, formado por mães, familiares, amigos e amigas de vítimas do Estado. A luta é pelo Direito à Memória e à Verdade, à Justiça e à Liberdade. Mesmo com algumas vitórias, a grande maioria dos casos está arquivada, e os jovens pobres e negros continuam sendo mortos por grupos de extermínio ligados a agentes do Estado.

Prova de que o assunto continua presente é a nova onda de terror na Baixada Santista, promovida por agentes policiais, grupos paramilitares e grupos de extermínio, que seguem praticando execuções sumárias, prisões abusivas e até mesmo toques de recolher pelas periferias afora, sobretudo na Zona Noroeste de Santos. (Os recentes assassinatos de dois MCs de funk, em Santos e São Vicente, traz nova dimensão a esse terror).

Por conta de tudo isso, neste sábado, dia 12 de maio, a partir das 11 horas da manhã, as Mães de Maio farão um grande ato na Praça da Paz Celestial, na Zona Noroeste. Além das mães e outros militantes, estarão no ato grupos de rap e música popular (Anexo Verbal, Cientistas MCs, Família Ducorre, Guerreiroz do Capão, Versão Popular e Yzalú), saraus periféricos de São Paulo (da Ademar, Brasa, Casa, Elo da Corrente, Marginaliaria, Mesquiteiros, Perifatividade e Vila Fundão), e outras Redes de Luta (Rede Contra Violência – RJ, Rede 02 de Outubro, Rede Nacional de Familiares de Vítimas do Estado) que se somarão às organizações parceiras da Baixada Santista (Educafro, o Procuru – Projeto Cultura de Rua, o movimento sindical, a Igreja e nós da Rádio da Juventude). No final, haverá ainda uma grande surpresa em homenagem às vítimas históricas do Estado brasileiro!

Mães na Rádio da Juventude

Em 24 de março, as Mães de Maio Débora Silva Maria, Vera de Freitas e Flávia Gonzaga (mãe de abril de 2010) estiveram na Rádio da Juventude para falar sobre os crimes do Estado, bem como a luta do movimento. O programa, que tem cerca de duas horas, pode ser visto abaixo:

 

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