Ocupando nossa própria casa – 2,90 é um assalto!

O CLTP-BS CONVOCA REUNIÃO NO CES (CENTRO DOS ESTUDANTES DE SANTOS E REGIÃO) – AV ANA COSTA, 308 – SANTOS – NESTE DOMINGO (26/02) ÀS 15 HORAS

Nesta quinta-feira, dia 23, como combinado, voltamos à Câmara Municipal de Santos para fazermos pressão, já que desde a semana passada os vereadores nos deviam satisfações sobre as providências que deveriam tomar por conta do aumento absurdo da tarifa do ônibus para R$ 2,90.

Com um carro de som na frente da Câmara, fizemos um chamado à população para se manifestar contra o aumento da passagem e contra as condições do transporte público em geral. Depois entramos no plenário e impedimos o funcionamento da sessão através de palavras de ordem, críticas e reivindicações ligadas ao transporte.

Cabe esclarecer que não foi uma “invasão”, e sim uma ocupação do plenário, já que há três semanas já reivindicamos ações dos vereadores, o que até hoje ficou só no discurso. Então, a decisão foi de ocupar o plenário e nos fazermos ouvir, fazendo uso da democracia, conceito às vezes deturpado pela nossa classe política. O presidente da Câmara, sr. Manoel Constantino, ainda ameaçou chamar a guarda para os manifestantes (???).

Indagamos aos vereadores e ao presidente da Câmara uma resposta às nossas reivindicações apresentadas e lidas pelo próprio presidente durante a sessão do dia 02 de fevereiro. Nesse documento exigimos a anulação imediata do aumento da passagem (retornando aos R$ 2,65), abertura de uma audiência pública onde o prefeito e a CET apresentassem as justificativas para o aumento da tarifa, através da planilha de custos da empresa Piracicabana (que nunca foi divulgada), passe livre para estudantes e desempregados e garantia aos idosos.

Um ponto que não incluímos e alguns companheiros levantaram durante o ato, seria reivindicar a volta do trabalho dos cobradores.

Depois da ocupação do plenário, o vereador Adilson Júnior (presidente da comissão de transporte público) que havia tomado chá de sumiço, resolveu aparecer e afirmar em plenário a data para a audiência pública sobre o aumento da tarifa: dia 27 de março.

Após o ato o grupo se reuniu na frente da Câmara e ficou confirmada uma data para nos organizarmos daqui pra frente, ou seja, como será nossa estratégia e organização durante a audiência pública, e MAIS IMPORTANTE: como organizar a ampliação do movimento? Como agregar cada vez mais pessoas? Alguns companheiros deram vária ideias, como fazer mutirões para divulgar a luta contra a tarifa nos bairros, batendo de porta em porta e falando com a população; panfletagem em feiras livres; debates/panfletagem nas escolas, universidades e centros comunitários. A ideia e organizar debates e reuniões itinerantes para agregar cada vez mais a população explorada diretamente por esse $istema de transporte.

O CLTP-BS CONVOCA TODOS OS INTERESSADOS PARA REUNIÃO NO CES (CENTRO DOS ESTUDANTES DE SANTOS E REGIÃO) – AV ANA COSTA, 308 – SANTOS – NESTE DOMINGO (26/02) ÀS 15 HORAS.

Obs.: O Comitê de Lutas pelo Transporte Público da Baixada Santista (CLTP-BS) é um grupo de pessoas sem fins partidários, que luta por um transporte efetivamente público, que possa atender bem à população, e não prejudicá-la, seja pela má qualidade ou pelos preços abusivos. Também lutamos pela participação popular na gestão do transporte. O grupo é aberto à participação de qualquer interessado, seja membro de partidos, entidades de classe, associações, ou movimentos sociais, ou mesmo sem qualquer ligação com algum grupo organizado.

Nosso perfil no facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=100003515952257


Matéria da edição de hoje do Diário do Litoral (usando o termo ‘invasão’):

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Lideranças Guarani-Kaiowá estão sendo perseguidos nesse momento no Mato Grosso do Sul

Fonte: www.diarioliberdade.org

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Foto: Nizio Gomes, líder indígena de aldeia de Amambai, em Mato Grosso do Sul

Diário Liberdade – São Paulo, 21 de novembro de 2011, 19:25hs. O Tribunal Popular está em contato direto com lideranças indigenas no Estado do Mato Grosso do Sul e recebeu denúncia urgente que pode resultar no assassinato de caciques na região.

A empresa de segurança privada SEPRIVA (sic), com sede em Dourados (MS), foi contratada pelos fazendeiros da região de Dourados para exterminar os Guarani-Kaiowá, que lutam pela demarcação das terras indígenas. Segundo informações que acabamos de receber diretamente da região, existe uma lista das lideranças Guarani Kaiowá para matar imediatamente e são eles: Cacique Ládio, vereador Otoniel (PT), Cacique Ambrosio, Cacique Carlitos.

A pior situação é do Cacique Ládio, que está sendo caçado nesse exato momento na zona rural do município de Júti, a mando do fazendeiro Jacinto Honorio da Silva, mandante do assassinato do Cacique Marcos Veron (pai do Ládio). Os jagunços da SEPRIVA estão indo em direção a aldeia Taquara afirmando que irão matar o Cacique Ládio Veron ainda hoje.

Segundo informações, a Policia Federal mandou 3 policiais para enfrentar os 50 jagunços da Sepriva e voltaram correndo com a situação.
MAIORES INFORMAÇÕES:
Givanildo Manoel – Militante do Tribunal Popular em São Paulo: (11) 7691-8763
V. (nome omitido a pedido do mesmo) – Liderança indígena Guarani-Kaiowá na região de Dourados: (67) 9638-0565


ESPAÑOL

Diário Liberdade – São Paulo, 21 de noviembre de 2011, 19:25hs.

El Tribunal Popular está en contacto directo con los líderes indígenas en el estado de Mato Grosso do Sul, Brasil y urgente que recibió una denuncia puede resultar en la muerte de los caciques de la región.

La empresa de seguridad privada SEPRIVA (sic), con sede en Dourados (MS), fue contratado por los agricultores de la zona de Dourados para exterminar a los guaraní-kaiowá, que luchan por la demarcación de tierras indígenas. De acuerdo a la información acaba de recibir directamente de la región, hay una lista de líderes Guaraní Kaiowá que van a matar inmediatamente y son: Cacique de Ládio, el concejal Otoniel (PT), Cacique Ambrosio, Cacique Carlitos.

La peor situación es el Cacique Ládio, que está siendo perseguido en estos momentos en el municipio rural de Juti a instancias del propietario Jacinto Honorio Silva, quien ordenó el asesinato del Cacique Marcos Verón (padre de Ládio). Los gángsteres de SEPRIVA van hacia la aldea Taquara diciendo que va a matar al Cacique Ládio Verón hoy.

Según los informes, la policía federal envió a tres agentes para hacer frente a los 50 hombres armados de Sepriva y regresaron corriendo de vuelta al ver la situación

MÁS INFORMACIÓN:
Givanildo Manoel – militante del Tribunal del Pueblo en Sao Paulo: 55 11 7691-8763
V. (Se omite el nombre a petición de la misma) – El liderazgo indígena guaraní-kaiowá en Dourados: 55 67 9638-0565


ENGLISH

São Paulo, Brazil, 2011 November 21, 7:25 PM. Tribunal Popular (People’s Court) 1has been in contact
with indigenous leaders in the State of Mato Grosso do Sul and was made aware of urgent news
related to the possible murder of leaders in the area.

Pictured: Nizio Gomes, indigenous leader of the Amambai village, in Mato Grosso do Sul.

The private security company SEPRIVA (sic), located in the city of Dourados, in the State of Mato
Grosso, was hired by farmers of the Dourados’ region to eliminate the Guarani-Kaiowá people, who
are fighting for the recognition of their land as protected indigenous territory. We’ve just heard
from people who are in that area that there’s a list of Guarani Kaiowá leaders who must be killed
imediately: Chief Ládio, city councilman Otoniel (Worker’s Party), Chief Ambrosio, Chief
Carlitos.

The worst situation is that of Chief Ládio, who’s being hunted at this exact moment in the rural area
of the city of Júti. The man who ordered his killing is farmer Jacinto Honorio da Silva, who also
ordered the murder of Ládio’s father, Chief Marcos Veron, killed in 2003. SEPRIVA’s goons are
headed right now to the Taquara village saying they’re going to kill Chief Ládio Veron.

Our sources say the Federal Police sent 03 policemen to fight 50 SEPRIVA goons and those
policemen came back running when they saw what they were up against.

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Lutar, criar, poder popular!

Os jornais publicaram que os sonhos acabaram

As linhas foram cerradas e o povo ainda tem fome
Enquanto a social democracia se afoga em mentiras

Mas os oprimidos ainda estão nas ruas gritando!

Todos estão gritando!
Todos estão ocupando!

Talvez você não veja

E não acredite

Pouco importa

Porque o poder popular
Ninguém pode calar

Todos estão gritando!

Todos estão ocupando!

Lutar, criar, poder popular!

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Igreja vai receber R$ 32,5 milhões do BNDES para construir hotel

Post de origem Pragmatismo Político

Financiamento especial: dinheiro utilizado faria parte do orçamento da Copa do Mundo de 2014.O Santuário Nacional Nossa Senhora Aparecida, instituição ligada à Igreja Católica que administra a basílica da cidade de Aparecida (168km da capital), no interior de São Paulo, vai receber R$ 32,5 milhões de “empréstimo” do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a construção do hotel popular “Cidade dos Romeiros”, que deverá ser inaugurado em setembro do ano que vem. O dinheiro virá do programa “BNDES ProCopa Turismo”, linha de financiamento de R$ 1 bilhão com condições especiais de juros e pagamento para projetos hoteleiros a serem construídos para atender à demanda turística gerada pela Copa do Mundo de 2014.

O hotel, voltado para os visitantes do templo católico (o segundo maior do mundo), é um empreendimento voltado para as classes C e D, público em nada parecido com o tradicional turista da Copa.

De acordo com o administrador do Santuário Nacional, padre Luiz Cláudio Alves de Macedo, o empreendimento, que tem custo total de R$ 56,6 milhões, terá 330 quartos, sendo 18 para portadores de necessidades especiais, com duas camas em cada um, e 312 habitações com capacidade para três camas. Assim, ao todo, o hotel terá vaga para 972 viajantes, em quartos duplos e triplos.

financiamento junto ao banco estatal está aprovado e a 1ª parcela será liberada ainda neste mês.Toda estrutura de concreto será finalizada em 30 dias, de acordo com padre Macedo. Estão em execução as alvenarias, instalações elétricas, hidráulicas e de ar condicionado. Atualmente a obra encontra-se com uma evolução física de 35%.

Questionado a respeito da conveniência de receber um financiamento em condições especiais que deveria ser voltado a empreendimentos turísticos ligados à Copa do Mundo, o padre afirma que “o programa de financiamento para a Copa 2014 foi posterior à entrada do processo do Santuário Nacional junto ao BNDES. O financiamento para o hotel foi aprovado na linha ‘Programa de Incentivo ao Turismo’, produto regular do banco”.

A informação é confirmada pelo BNDES. O banco estatal, que divulgou o financiamento desde o momento em que fechou o negócio, em abril deste ano, afirma que transferiu o contrato de “sua linha de prateleira” para o ProCopa Turismo porque isso reduziria o custo para o cliente, que teria um projeto que se enquadra no que o BNDES entende ser um investimento que tem ligação com a Copa do Mundo.

Pelo entendimento da instituição estatal, a construção de um hotel entre as duas maiores cidades do país (Aparecida localiza-se às margens da Via Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro), próximo a um dos santuários religiosos mais conhecidos do mundo, pode muito bem ser utilizado por turistas nacionais ou estrangeiros que estejam em trânsito pela região.

O banco lembra, ainda, que a linha ProCopa Turismo prevê investimentos em cidades que sejam próximas às sedes da Copa, desde que haja potencial turístico na localidade, como seria o caso de Aparecida, e que ampliar o conhecimento e a infraestrutura de destinos turísticos variados do Brasil é um dos objetivos não só do BNDES, mas do governo brasileiro. Finalmente, o BNDES afirma que a linha ProCopa Turismo tem R$ 1 bilhão disponível para empréstimos, dos quais, até agora, apenas R$ 348 milhões estão contratados. Assim, o hotel da Igreja não estaria disputando verbas com outros empreendimentos com maior afinidade com a Copa do Mundo.

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“O Banco Vaticano, um paraíso fiscal”

Entrevista com Gianluigi Nuzzi, jornalista e autor do livro “Vaticano S. A.”
O Instituto de Obras Religiosas, o “Banco Vaticano” sempre manteve o sigilo de suas operações bancárias. “Vaticano S.A.” revela uma rede de contas secretas e comissões a políticos.
O Instituto de Obras Religiosas (IOR), o chamado Banco Vaticano, está no centro de uma investigação judicial conduzida por um tribunal de Roma. Em outubro de 2010, uma decisão ordenou a apreensão de 23 milhões de euros, considerando que o IOR havia violado as obrigações das normas anti-lavagem de dinheiro em operações bancárias realizadas com o banco alemão JP Morgan Frankfurt e outro banco italiano. De acordo com a sentença, o IOR não comunicou “para quem pretendia realizar as operações, nem a natureza e o propósito delas”.
Embora alguns meses depois desta sentença o Vaticano tenha modificado suas regras fiscais para tentar entrar na lista da OCDE de países que respeitem as normas internacionais contra a lavagem de dinheiro, o IOR sempre vem operando no mais absoluto sigilo e seu histórico de acusações é extenso.
Envolvidos no escândalo do Banco Ambrosiano, o IOR continua aproveitando os privilégios dado a seu status de banco papal para movimentar dinheiro pelo mundo sem qualquer autoridade por trás das paredes do Vaticano para pedir contas, agindo como um verdadeiro paraíso fiscal na prática.
O livro Vaticano S.A., do jornalista Gianluigi Nuzzi, permite conhecer os negócios sombrios da Santa Sé, graças à documentação recolhida por um dos seus responsáveis, monsenhor Renato Dardozzi. Conhecedor em primeira mão dos aspectos mais reservados do IOR até o final dos anos 90, Dardozzi quis que os documentos se tornassem públicos após sua morte. Em suas páginas aparecem contas milionárias de fundações caritativas inexistentes, movimentos de capitais que ninguém controla e ligações com a política e até mesmo a máfia.
Diagonal > Que ações do IOR vêm à luz em seu livro?
Gianluigi Nuzzi < Se tornam públicos pela primeira vez documentos que sempre permaneceram secretos e revelam todas as operações realizadas depois de Marcinkus (presidente do IOR de 1971-1989). Revela, por exemplo, a existência de todo um sistema de contas secretas em nome de supostas fundações beneficentes de luta contra a leucemia ou a pobreza, utilizadas na verdade para proteger os verdadeiros titulares. Estas contas foram parar, por exemplo, parte das enormes comissões e subornos pagos por empresas italianas a inúmeros políticos investigados por juízes de Mani Pulite (Mãos Limpas).
Diagonal > Alguma conta foi usada por políticos importantes?
Gianluigi < Sim, por exemplo, a Fundação Spellman poderia ser na realidade uma conta utilizada por Giulio Andreotti, o então primeiro-ministro da Itália.
Diagonal > E para lavar dinheiro sujo?
Gianluigi < Isso não faz parte da documentação do arquivo de Dardozzi. Estas são declarações de Massimo Ciancimino, filho de Vito Ciancimino, o prefeito mafioso de Palermo, que diz em uma entrevista que nos anos 70 e 80 seu pai depositava no Instituto para Obras Religiosas parte do dinheiro que circulava entre mafiosos e políticos – “Ratzinger está tentando introduzir sistemas de controle diante o risco de que incluam o banco na lista de paraísos fiscais”.
Diagonal > O que faz com que o IOR se torne um banco ideal para passar despercebido?
Gianluigi < Sobretudo pelo fato de agirem em segredo absoluto. Não se sabe de quem é o dinheiro depositado lá, o patrimônio do banco é secreto. Goza de importantes isenções fiscais por ser um banco estrangeiro. Nestas condições não há dúvida de que é um banco muito tentador para quem quer discrição.
Diagonal > O papa Wojtyla conhecia os fatos denunciados no livro?
Gianluigi < Há provas documentais de que seus conselheiros mais próximos sabiam sobre a estrutura paralela que foi desenvolvida para lavar o dinheiro das comissões. Por exemplo, o então presidente do IOR, Angelo Caloia, em uma carta confidencial ao secretário do papa, Stanislaw Dzwisz se refere explicitamente a “investigações realizadas com completa reserva” das contas correntes secretas. O papa teve um comportamento muito prudente, sem prejudicar frontalmente o que estava acontecendo.
Diagonal > Qual foi a reação do Vaticano ao livro?
Gianluigi < Uma mudança, pelo menos sobre o papel, tem havido, porque existe o risco de que o banco se incluía na lista negra da OCDE. Ratzinger está tentando introduzir sistemas de controle nos fluxos financeiros. A coisa a se observar é quanto do prometido é de fato alcançado.
Diagonal > Se pode afirmar que o IOR tem atuado como um paraíso fiscal?
Gianluigi < Pela documentação disponível, podemos dizer que pelo menos até o final dos anos 90 funcionou como um verdadeiro paraíso fiscal.
Instituto de Obras Religiosas: O Benefício é Sagrado
O Instituto de Obras Religiosas nasceu em 1942 ao se tornar um verdadeiro banco que foi inicialmente chamado Comissão para as Obras Pias. A partir daí, nasceu um grande império financeiro, com investimentos em todo o mundo.
Sobre ele recaíram suspeitas de haver financiado operações armamentistas ou ter colaborado com o regime de Mussolini e com o Terceiro Reich. Os privilégios de que goza tem feito do banco a escolha para aqueles que queriam transferir capitais ao estrangeiro para fugir dos impostos. Conforme observado por Gianluigi Nuzzi no Vaticano S.A., o IOR “não se pode registrar; não é permitido interceptar os telefones; não se pode questionar seus empregados”.
Para saber algo sobre as operações do banco, continua Nuzzi, “os juízes do país interessado devem realizar rogatórias ao Estado da Cidade do Vaticano. O Estado do Vaticano é o único país europeu que não tem firmado qualquer acordo de assistência judicial mútua com outros países no continente”.
Fonte: Diagonal
agência de notícias anarquistas-ana
Festival de vida:
as borboletas se amando
no meio da estrada.
Humberto Del Maestro
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Diretor de rádio comunitária é assassinado em Honduras

150711_honduras-jornalista-mortoOpera Mundi – O diretor de uma rádio comunitária, o jornalista Jeremías Orellana, de 26 anos, foi executado em Honduras com um tiro na cabeça, informou nesta sexta-feira (15/07) a polícia.


Com sua morte, chegam a 13 os profissionais de imprensa assassinados no país desde março de 2010. A maioria dos casos não teve solução e os criminosos continuam impunes.

De acordo com o Colégio de Jornalistas de Honduras (CPH, na sigla em espanhol), esse é mais um indício do risco que todas as pessoas podem correr no país, que vive uma onda de criminalidade.

Orellana tinha 26 anos, comandava a rádio La Joconguera e era membro da Frente Nacional de Resistência Popular (FNPR), movimento político comandado pelo ex-presidente Manuel Zelaya, deposto por um golpe de Estado em junho de 2009.

O jovem foi assassinado ontem no município de Candelaria, estado de Lempira, a cerca de 350 quilômetros da capital Tegucigalpa.

O chefe da polícia estadual, o subinspetor José Luna, disse que o jornalista recebeu o disparo e foi levado a um hospital de El Salvador, onde morreu.

O padre Amílcar Lara, pároco de Candelaria, disse que não tem explicações para o que ocorreu. “Eu considero que o único pecado dele era estar trabalhando em uma rádio comunitária que abria espaço para que nós pudéssemos fazer as denúncias. Ele não tinha problemas com ninguém, era uma pessoa muito dedicada ao trabalho e muito religiosa, era muito popular”, afirmou.

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“kit” de providências destinadas a administrar as crises provocadas por massacres de posseiros, sem-terra, seringueiros e indígenas -ocorrências freqüentes nos “grotões” do país.

Por Plínio de Arruda Sampaio
em 23/02/05.

O governo federal criou, anos atrás, um “kit” de providências destinadas a administrar as crises provocadas por massacres de posseiros, sem-terra, seringueiros e indígenas -ocorrências freqüentes nos “grotões” do país. O “kit massacre” inclui: declarações indignadas do presidente e seus ministros; presença dos ministros da área no local do incidente (se possível acompanhando o enterro); promessa de punição “implacável” aos criminosos; prisão de três ou quatro suspeitos (logo soltos por falta de provas); e anúncio de “factóides” destinados a dar à opinião pública a impressão de que o governo está agindo energicamente. A vida média de um “kit massacre” é de 15 a 20 dias. Depois disso, a matéria sai das páginas nobres dos grandes jornais e, em conseqüência, o “kit” é engavetado até o massacre seguinte. O governo Lula herdou essa metodologia e a está aplicando à risca. O “kit” da irmã Dorothy, por exemplo, já está quase completo. Já teve declarações pungentes, viagem de ministros, semblantes de circunstância, prisão de suspeitos.

Nesta semana surgiu o “pacote de factóides”. A “pièce de force” do “pacote” é a criação de cinco reservas florestais na região amazônica, abrangendo uma área de cerca de 8 milhões de km2, uma extensão comparável à área agrícola do Chile! Por que se trata de um factóide? Porque não há qualquer condição de impedir a invasão dessas reservas sem que, ao mesmo tempo, se desenvolva um efetivo processo de reforma agrária. Isoladas, elas serão invadidas pelos mesmos grileiros e madeireiros que assassinaram a irmã Dorothy. Basta lembrar que reserva 25 vezes menor -a do Pontal do Paranapanema, no Estado de São Paulo- foi reduzida a menos de 10% de sua área original em poucos anos. Quem é ingênuo a ponto de acreditar que o governo federal vai fiscalizar área tão grande, sabendo-se que, em junho do ano passado, irmã Dorothy pedia em carta ao ministro da Justiça o envio de R$ 1.000 (isso mesmo: mil reais!) à Polícia Federal para comprar óleo diesel, a fim de que o veículo da delegacia de Anapu pudesse ir atrás dos pistoleiros? A opinião pública precisa saber que esses factóides não passam de cortina de fumaça para esconder falta de coragem das mais altas autoridades da República em tomar as providências que podem, de fato, evitar massacres de pessoas no meio rural. Há menos de dois meses, quando pistoleiros mataram cinco trabalhadores rurais sem terra em Felisburgo (MG), uma comissão reunindo OAB, CNBB, ABI, CPT, Abra e dezenas de outras entidades realizou uma “romaria cívica” pelos gabinetes dessas altas autoridades, pedindo, a cada uma delas, apenas uma providência -e uma providência de sua exclusiva competência.

Ao presidente Lula, que não recebeu a comissão, entregou-se um documento pedindo a publicação de um decreto com atualização dos índices técnicos de aferição da produtividade dos imóveis rurais. Os índices vigentes são de 1975, e é óbvio que desde então a produtividade média dos imóveis rurais aumentou substancialmente. A atualização foi feita, separadamente, por equipes da Unicamp e da Embrapa, que chegaram a cifras coincidentes. Só falta publicar o decreto, e isso depende unicamente do presidente da República. Se for publicado, agilizará a desapropriação de terras.

Ao senador José Sarney e ao deputado João Paulo, então presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, pediu-se a aceleração dos trâmites de um projeto de lei que determina a imissão imediata do Incra na posse dos imóveis desapropriados, resolvendo-se, pela via da compensação financeira, eventuais reclamações dos interessados. Não há outra maneira de evitar que milhares de famílias fiquem acampadas durante meses e até anos em terras ocupadas ou nas margens de estradas, à mercê das agressões dos jagunços.

Ao ministro Nelson Jobim, presidente do Supremo Tribunal Federal, que também não recebeu a comissão, solicitou-se algo ainda mais simples: reunir os presidentes de Tribunais de Justiça estaduais e federais, para sugerir meios de acelerar as ações de terras. Nenhuma das autoridades visitadas dignou-se sequer a dar uma resposta às entidades que os procuraram, civilizadamente, no exercício de um direito consagrado na Constituição da República. Esta semana, as mesmas entidades e mais dezenas de outras entidades que se juntaram à “romaria cívica” irão novamente peregrinar pelos altos gabinetes com as mesmas demandas, pois só elas, segundo a experiência dos técnicos e funcionários que lidam com a matéria, podem solucionar o problema.

A dificuldade decorre do veto do latifúndio e do agronegócio às medidas eficazes. Os factóides, entretanto, exigem apenas um bom dispositivo de propaganda. Plinio Arruda Sampaio, 74, advogado e economista, é presidente da Abra (Associação Brasileira de Reforma Agrária). Foi deputado federal pelo PT-SP (1985-91) e consultor da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação).

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História para boi dormir

Por Fidel Castro

Enquanto os reatores danificados despedem fumaça radioativa no Japão e aviões de monstruosa estampa e submarinos nucleares lançam mortíferas cargas telecomandadas sobre a Líbia, um país norte-africano do Terceiro Mundo com apenas seis milhões de habitantes, Barack Obama falava aos chilenos uma história parecida às que eu escutava quando tinha 4 anos de idade: “Os sapatinhos me apertam, as meias me dão calor; e o beijinho que me deste, o levo no coração” (versos infantis).

Alguns dos seus ouvintes ficaram pasmos naquele “Centro Cultural”.

Quando o Presidente olhou ansioso para o público após mencionar a pérfida Cuba, esperando uma explosão de aplausos, houve um silêncio glacial. Às suas costas, – Ah, ditosa casualidade! – entre o conjunto de bandeiras latino-americanas, estava exatamente a de Cuba.

Se ele tivesse se virado um segundo sobre seu ombro direito teria visto, como uma sombra, o símbolo da Revolução numa ilha rebelde que seu poderoso país quis, mas não conseguiu destruir.

Sem dúvida, qualquer pessoa seria extraordinariamente otimista se esperasse que os povos de Nossa América aplaudam o 50º aniversário da invasão mercenária de Girón (Baia dos Porcos), 50 anos de cruel bloqueio econômico de um país irmão, 50 anos de ameaças e atentados terroristas que custaram milhares de vidas, 50 anos de projetos de assassinato dos líderes do histórico processo.

Senti-me aludido em suas palavras.

Prestei, efetivamente, meus serviços à Revolução durante muito tempo, mas nunca eludi riscos nem violei princípios constitucionais, ideológicos ou éticos; lamento não ter disposto de mais saúde para continuar servindo-a.

Renunciei sem hesitar a todos meus cargos estatais e políticos quando adoeci, inclusive ao de Primeiro Secretário do Partido, e nunca tentei exercê-los depois da Proclamação de 31 de julho de 2006, nem quando recuperei parcialmente minha saúde mais de um ano depois, embora todos continuassem chamando-me afetuosamente dessa forma.

Porém continuo e continuarei sendo como prometi: um soldado das ideias, desde que possa pensar ou respirar.

Quando a Obama interrogaram sobre o golpe de Estado contra o heróico presidente Salvador Allende, promovido como muitos outros pelos Estados Unidos, e sobre a misteriosa morte de Eduardo Frei Montalva, assassinado por agentes da DINA, uma criação do governo norte-americano, perdeu seu estado de ânimo e começou a gaguejar.

Foi certeiro, sem dúvida, o comentário da televisão do Chile no final do seu discurso, quando expressou que Obama já não tinha nada que oferecer ao hemisfério.

Eu, por minha parte, não quero dar a impressão de que experimento ódio para com sua pessoa e muito menos para com o povo dos Estados Unidos, ao qual reconheço a contribuição de muitos dos seus filhos à cultura e à ciência.

Obama tem pela frente agora uma viagem a El Salvador a partir da terça-feira. Ali terá que inventar bastante, porque nessa nação irmã da América Central, as armas e os treinadores que recebeu dos governos do seu país derramaram muito sangue.

Desejo-lhe uma boa viagem e um pouco mais de sensatez.

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MPL–Baixada Santista: A LUTA CONTINUA

O movimento que se iniciou em 2004, na cidade de Santos, está de volta

A luta pelo passe livre para estudantes e redução da tarifa de ônibus, que originou os princípios e a idéia do Movimento Passe Livre aconteceu pela primeira vez no país em Salvador, capital da Bahia. Em 2003, milhares de jovens, estudantes, trabalhadores e trabalhadoras fecharam as vias públicas, protestando contra o aumento da tarifa. Durante 10 dias, a cidade ficou paralisada. O evento foi tão significativo que se tornou um documentário, chamado “A Revolta do Buzu”, de Carlos Pronzato.

Após as manifestações na Bahia, há um estouro do movimento em todo país eem Santos o movimento tem inicio em meados de 2004 e teve um “fim” em 2009, após grandes atos com enfrentamento da polícia, violência e processos jurídicos.

Após o último aumento na região da Baixada Santista, no inicio do ano, estudantes e trabalhadores começaram a se organizar, realizando atos, reuniões e vídeos-debate no município de Santos e de São Vicente e criando oComitê de Luta pelo Transporte Público da Baixada Santista – CLTP-BS.

Os principais pontos de reivindicação do movimento são:
· Passe livre pros estudantes;
· Redução da tarifa dos ônibus municipais e intermunicipais JÁ;
· Bilhete único para todos;
· Pela volta dos cobradores, sem redução salarial dos motoristas.

O aumento na região foi entre 6% à 25%, o que causou um impacto e uma mudança muito grande na vida da população, o que de certa forma ajudou para o inconformismo e organização para luta.

Para além das questões da tarifa ser/estar extremamente abusiva, o transporte não ser de qualidade…há também a questão dos trabalhadores dessa empresas.

Os motoristas sofrem diversas opressões durante o trabalho, além da precarização e baixa condição de trabalho:
· É a categoria que mais se afasta por problemas de saúde;
· É o motorista que dirigecobra a tarifa, pára no ponto, abre as portas quando dão sinal e ainda guarda o dinheiro do caixa no cofre;
· Em situação de assalto, a empresa de transporte só reembolsa R$30 do caixa, caso haja um roubo maior que esse, é o motorista que custeia, pois ele deveria ter colocado o dinheiro no cofre que fica ao lado de seu banco;
· Em uma jornada de 10 horas por dia, que chega muitas vezes à 14 horas, com paradas de 10 a 15 minutos que o motorista trabalha.

TODO APOIO A LUTA DOS TRABALHADORES E ESTUDANTES DA BAIXADA SANTISTA,
PELA REDUÇÃO DA TARIFA DE ÔNIBUS, JÁ!

PRÓXIMAS AÇÕES:

-25/03: 18h, Bicicletada, Pça das Bandeiras (Gonzaga, Santos);

-26/03:
-14h, Oficina de arte, na FAUS (Unisantos);
-17h, Vídeo-debate “A Revolta da Catraca – Floripa 2005″, no CES;
-20h30, Oficina de Lambe-lambe;

-29/03: 19h, Reunião, local à confirmar;

-31/03: 17h, Ato, concentração na Cadeia Velha (Centro, Santos);

-02/04: 10h, Ato, na Pça Barão (São Vicente);

-06/04: 19h, Reunião na JOC-Santos (R. Constituição);

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