Acorda pra Viola: Entrevista Quadrilha Junina Andy e Angel

Neste sábado, 01/02, a Rádio da Juventude entrevistou a Quadrilha Junina Andy & Angel, que organizam há 13 anos, de forma independente, um grupo na Vila Margarida, São Vicente, São Paulo – Brasil.


Confira a entrevista e saiba como organizam os preparativos para as grandes apresentações Juninas, onde se reúnem e como financiam esta alternativa cultural para a comunidade.

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Teatro na rua não tem poltrona! Tem alegria e tem povo.

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

Quem passou pela Praça dos Andradas (Santos) no final de ano de 2013 precisamente no dia (21) por volta das 19h e não estava com pressa, pôde conferir o “Alto de Natal dos Palhaços” do grupo de teatro Trupe Olho da Rua, além das apresentações de “Números Circenses” com os Panthanas e Circopatas e “Eu, migo e meu umbigo” com O Bando Pero No Mucho.

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

Sem poltrona, com alegria e muitas “criticas ácidas”, a primeira apresentação ficou por conta do grupo de teatro Trupe Olho da Rua, que com seu “Alto de Natal” provocou e questionou as armadilhas e mitos que compõem e são disseminados nesta data natalina, em que a maioria das pessoas são absorvidas pelo consumismo predatório e pelo simulacro de compaixão, amor e misericórdia que querendo ou não, senão abrirmos bem os olhos, tudo isso, só servirá a uma determinada finalidade social.  (mais isso é discussão pra outro dia).

Ao término da apresentação mais provocação, o grupo incendiou um Papel Noel de brinquedo e teve gente que se indignou com tal ato ultraje, mas ficou tudo bem. Agora, será mesmo ultraje? São palhaços e a função de um pícaro não seria essa?

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

Enfim, as apresentações que seguiram também cativaram a plateia trazendo toda interação e conectividade que somente o teatro feito na rua é capaz de proporcionar.

Pedacinho da peça;

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Reintegração de posse ou limpeza social? Cubatão e Guarujá despejam centenas de pessoas

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Foto: Perfil de Cubatão Fail – Moradores da Vila Caic montam barricadas para impedir acesso da tropa.

Uma série de remoções têm sido desencadeada na Baixada Santista com a espúria justificativa de reintegração de posse de áreas ocupadas. As Prefeituras de Guarujá e de Cubatão já colocaram centenas de pessoas nas ruas. Somente nestas últimas duas semanas foram duas desocupações, e há previsão de mais – as Prefeituras quando questionadas sobre tal atuação, respondem que estas “invasões” são em locais de risco, de proteção ambiental, entre outras justificativas que denotam irregularidades, mas que todas as pessoas removidas serão cadastradas em programas de habitação e que as desapropriações são necessárias para efetivação de projetos de urbanização e de políticas habitacionais de programas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

É certo afirmar que alguns locais (encostas de morros e manguezais), em que se proliferam as ocupações, realmente são áreas de risco, de proteção ambiental, locais inclusive que não possuem estrutura básica como saneamento, luz e água. Essas famílias que ocupam estas áreas terminam por residir em condições sub-humanas, distantes de escolas, creches, postos médicos, transporte, trabalho entre outros tantos direitos sociais que vão sendo aos poucos subtraídos.

Foto: Site santaceciliatv.com.br

Foto: Site santaceciliatv.com.br – desocupação de conjunto abandonado desde 2004.

Entretanto, este tipo de ocupação é o resultado de um processo de exclusão social, de segregação urbana, de marginalização promovida pelo planejamento de cidade que não é para todos, mas sim para um modelo de cidade à quem tem poder aquisitivo, e quem não tem vai sendo cada vez mais empurrado para longe. Na prática, uma grande limpeza social está ocorrendo, retirando o direito de moradia de milhares de pessoas, afinal, destruir áreas de proteção para transformar em depósitos de containers, ou de tanques de empresas químicas, aí é tranquilo, mas para construir “barracos”, não pode. Ressaltamos; o que as Prefeituras chamam de barracos são casas de famílias pobres, que agora estão nas ruas sem teto, aguardando as casas que virão de um projeto que iniciou muito bem; demolindo tudo…

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Foto: Portal Cidade de Cubatao. Casa sendo demolidas na Vila Caic em Cubatão

No Brasil o déficit habitacional é um problema histórico, onde diversos programas ao longo de décadas têm sido desenvolvidos por governos tentando suprir este direito violado. Porém, resolver este problema perpassa uma política de habitação vertical e de mercado que sempre foi implantada, (independente do governo e do projeto) que mais atende ao setor da construção civil do que as comunidades pobres, pois, um programa que não agrega a iniciativa popular e não se abre ao diálogo para avaliação de propostas junto as comunidades, é apenas mais um projeto sendo feito a toque de caixa, cujo resultado mascara o problema e atende uma parcela ínfima da população. Além de colocar montantes de dinheiro público no bolso de bancos e construtoras. E este é o modelo de política habitacional que sempre tivemos. Um modelo voltado para o mercado – mudou-se o nome, mas a prática permanece; dar um pouco com uma mão e retirar muito com a outra.

Foto: Link Guarujá - desocupação da favela Canta Galo.

Foto: Link Guarujá – desocupação da favela Canta Galo.

Moradia é um direito. Ter um teto é construir uma história, assentar um planejamento de vida – é garantir o mínimo de dignidade para se viver. O que tem sido realizado por essas Prefeituras (impulsionadas em maior parte pelo PAC) é uma violação de direitos humanos. Segue relato de moradores da favela Canta Galo;

“Me deram um soco na cara e dois no peito, quando eu tentava entrar em casa pra retirar minhas coisas”, denunciava o porteiro Aldo Adriano, de 33 anos, indignado com a violência dos agentes. A esposa dele, Patrícia Messias, de 30 anos, diz que também foi agredida. “Na tentativa de evitar que batessem mais nele, eu também levei um soco na cara”.
Além do casal, um rapaz com deficiência mental apresentava marcas nas costas, que teriam sido provocadas por cassetetes. O comandante da ação, major Edson Suezawa, negou qualquer tipo de abuso do gênero.
“Não acredito que essas situações tenham ocorrido. Até porque me mantive presente desde o início da operação e não vi nada disso”. (do site LInkGuarujá)

Por isso é urgente denunciar e enfrentar todo esse processo de exclusão, pois, qual a coerência de programas de urbanização e de habitação que se iniciam com desapropriações, colocando centenas de famílias nas ruas. Atender ao mercado, ou às pessoas?

OBS: Em Cubatão nem todas as famílias despejadas foram cadastradas. Cerca de 160 famílias perderam suas casas. Segundo nota da Prefeitura; o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público impede novas inscrições no programa habitacional. Ao todo foram 359 casas demolidas, mais de 1.200 pessoas viviam no local, a área foi desocupada por causa de ocupação irregular e também por causa das obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) que irá construir um conjunto habitacional que deverá beneficiar mais de 11 mil pessoas, com posse definitiva de moradias.  Porém, não há data para inicio das obras.

Foto: CMI - Favela Canta Galo

Foto: CMI – Favela Canta Galo desocupada em 04/12/2013 pela Polícia Militar, Ambiental, equipes da Prefeitura, além de oficiais de justiça.

No Guarujá, a política de habitação (desapropriação) que está sendo desencadeada colocará nas ruas moradores das ocupações: Vila Gilda, Parque da Montanha, Vila do Sol, Morrinhos, Cantagalo, Areião e Santo Antônio. Essas são as áreas mapeadas pela Prefeitura, pode haver mais, pois estão inclusos oito projetos habitacionais para mais de 15 mil famílias do PAC 2, que incluem obras em outras regiões, como por exemplo, ao lado do bairro Vila Gilda há o projeto de remoção de palafitas e recuperação ambiental da área de Manguedo. Aí temos também o Projeto Santa Rosa e Jardim Primavera, entre outros, e o questionamento é exatamente porque a política exercida pela Prefeitura não é a do diálogo, da consulta popular, e sim da desapropriação, que tipo de projeto social de habitação é esse?. (Leia mais aqui sobre  as desapropriações no Guarujá)

Lembrando que essas desocupações vem ocorrendo por toda a Baixada Santista, e desde de 2011 tem se intensificado –  não somente nestas duas cidades que citamos, e no que diz respeito a assentar familias é risório comparando-se com a quantidade de pessoas que atiram nas ruas. Logo divulgaremos de outras cidades.

Para contribuir com essa discussão compartilhapmos o vídeo produzido para o Seminário pela ocupação digna em São Paulo, realizado no dia 24 de novembro de 2013 em São Paulo. Por Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST)

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4ª Mostra de Teatro Olho da Rua.

Na próxima semana Santos terá suas praças ocupadas pelo teatro combativo e da classe trabalhadora. Quem estiver por perto das praças Mauá e dos Andradas na quinta-feira (14) e sexta-feira (15) poderá observar, se divertir, pensar, protestar e participar com a Mostra de Teatro Olho da Rua.

Programação:

Dia 14 de novembro

Trupe Olho da Rua – Alto dos Palhaços
Local – Praça Mauá
Horário – 12h30
Circopatas – JÁ
Local – Praça dos Andradas
Horário – 16h
Nativos Terra Rasgada – Ditinho Curadô
Local – Praça dos Andradas
Horário – 16h30
Casa 3 – Rapunzelee
Local – Praça dos Andradas
Horário – 18h

Dia 15 de novembro

Daniel Meirelis  – Eu, Migo e Meu Umbigo
Local – Praça dos Andradas
Horário – 16h
Trupe Lona Preta – O Perrengue da Lona Preta
Local – Praça dos Andradas
Horário – 16h30
Buraco D`Oráculo  – Ópera do Trabalho
Local – Praça dos Andradas
Horário – 18h
O Coletivo – Projeto Bispo
Local – Praça Mauá
Horário – 20h

mais informações – http://trupeolhodarua.blogspot.com.br/p/mostra-de-teatro-olho-da-rua.html

Divulgação Trupe Olho da Rua

Porque me importa o teatro de rua.

O teatro na rua não é teatro de rua. Teatro de rua só é dela(da rua) quando está apropriado pela rua, pelo passante, pelo morador/a e por todos/as que ali estão. Importa-me porque ele fala verdades verdadeiras e não mentiras travestidas de verdades, como são ditas aos quatro cantos do capitalismo, porque é a gente falando da gente, é o/a trabalhador/a falando do/a trabalhador/a.

E por todo lado se vê trupes mandando o Estado para o Olho da Rua, e ocupando todos os espaços que nos cabem, são Bravas ocupando prefeituras carregando coquetéis molotov, são palhaços dizendo “Aqui Não Senhor Patrão”, e muitas outras verdades que não podem mais ficar escondidas e é através da arte que conseguiremos disseminá-las sem parecermos loucos/as, pois num mundo de tantos absurdos, verdades denunciadas por de traz de um nariz de palhaço fica completamente compreensíveis ditas nas praças da cidade.

São Pombas Urbanas levantando voo e fazendo arte na periferia, para a periferia, ocupando Sacolão e Barracão ou até mesmo Trupe que levanta a própria Lona Preta, foi nesse momento que Clariô e percebi que com o teatro de rua a Cobra Vai Fumar e vamos entrar todas e todos nessa luta.

Rádio da Juventude

 

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FESTA 55: Festival Santista de Teatro – Tema “MOVIMENTOS”

Aconteceu ontem (13/09) a abertura do FESTIVAL SANTISTA DE TEATRO, neste ano com o tema “MOVIMENTOS”.

Este lado para cima - Brava Cia.A abertura contou com a peça ácida e combativa “Este lado para cima” da Brava Cia. (São Paulo).
Na sequência houve um debate e troca de experiências entre os movimentos: Associação dos Corticos do Centro, MST, Coletivo Feminista Pagu e Coletivo Contra a Maré, Rádio da Juventude e outros grupos e indivíduos alí presentes.
O primeiro dia fechou com um agitado Sarau, discotecado pelo Dj Wagner Parra, com muita música, na Vila do Teatro.

O FESTA 55 acontecerá até sábado, 21/09, trazendo teatro popular durante toda a semana, fortalecendo a cultura sem cobrar entrada, gratuito!

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DE SÁBADO, 14/09
Grupo Clariô - Urubu Come Carniça E Vôa! (Taboão Da Serra/Sp)18h30: Grupo Inesperados – Work in Progress
TEATRO MUNICIPAL BRÁS CUBAS
19h00: Grupo Clariô – Urubu Come Carniça E Vôa!
TEATRO MUNICIPAL BRÁS CUBAS
22h00: Teatro do Kaos – A Falecida
ESPAÇO TEATRO ABERTO
00h00: Drag Queen Curso – Sereias De Salto
ESPAÇO TEATRO ABERTO

E DOMINGO TEM MAIS!
Casa 3 de Artes – Rapunzelee (Guarujá/SP)15h00: Grupo Circopatas – Já!
POSTO 2 – PRAÇA DO SURFISTAS
16h00: Casa 3 de Artes – Rapunzelee
EMISSARIO SUBMARINO
19h00: A Confraria Produções Artisticas – Amor por Anexins
ESPAÇO TEATRO ABERTO
21h00: Teatro Widia – Medo de Escuro
TEATRO MUNICIPAL BRÁS CUBAS
23h00: Cia Teatral Carcarah Voador Ispinho e Fulô De Patativa
ESPAÇO TEATRO ABERTO


CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA
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Confira a programação do FESTA 55, até sábado, 21, através do blog: http://festa55.blogspot.com.br/2013/08/programacao-geral.html

COMPAREÇA E FORTALEÇA A CULTURA POPULAR!

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Casa da Mata: Um espaço de conexão com a natureza

Foto-0226Aconteceu neste domingo (24), em São Vicente, uma atividade na ONG Casa da Mata  que teve como objetivo prestação de serviço para a comunidade do Parque Prainha, bairro em que a Casa da Mata está localizada. Os serviços prestados foram de aferição de pressão, corte de cabelo e higiene bucal.

Para quem não conhece o espaço, ele fica no bairro Parque Prainha, (no entorno do Parque Xixová – reserva ecológica) precisamente na  rua Saturnino de Brito n:º 1.188 em São Vicente.

Foto-0239A Casa da Mata é um espaço alternativo interessante para quem quer sair um pouco da loucura de uma vida urbanóide e relaxar num ambiente calmo em conexão com a natureza, tendo a oportunidade de experimentar a culinária natural. Contudo, para além de uma espaço apenas de lazer e diversão, a Casa da Mata também é um espaço de educação artística e ambiental, que vem desenvolvendo diversas atividades gratuitas voltadas à comunidade. Nesta quinta-feira (28) haverá o primeiro curso de Culinária Natural, onde serão apresentados meios mais saudáveis de preparar os alimentos, e o primeiro tema do curso será o “Suco Vivo”. Isabel Hatta irá ensinar a preparar, segundo a Casa, “esse delicioso – e muito poderoso – suco natural, que serve também como ótimo substituto do leite”. Há também o trabalho de Cura com Terapia Reike e às sextas-feiras, quem quiser curtir o Chillaz (música ambiente para relaxar, deixar fluir energias), é só colar a partir das 18h.

Foto-0240A Rádio da Juventude esteve presente na atividade e bateu um papo com Thiago um dos organizadores do espaço, ouça logo abaixo o áudio e saiba mais sobre a Casa da Mata e sobre diversos projetos interessantes voltados à comunidade que serão desenvolvidos pela ONG, desde compostagem, bio-construção, horta comunitária, reciclagem, entre outros.

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Thiago explica sobre o que é Chillaz e os variados ambientes da casa.

Intervenções artísticas em fibra sintética (laycra) produzidas na casa:

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Roda de samba com “Nono Samba” e discotecagem com “Dj Caiaffo”

É isso aí,  galera… FESTA!!! 😀

Sábado, 1 de outubro · 16:00 – 21:00, vai rolar muito SAMBA DE RAÍZ com o grupo “Nono Samba”, formado tb por alunos da UNIFESP – Santos e discotecagem  com Dj Caiaffo, do “Futuráfrica Afrobraziliangrooves”.

Roda de samba com "Nono Samba"Organizada de forma autônoma, a festa objetiva contribuir com a construção do Seminário do Tribunal Popular da Terra, na Baixada Santista, onde será discutido as questões ambientais e indígenas, habitação, especulação imobiliaria e a reestruturação das cidades com a desculpa dos mega eventos e a exploração do Pré-sal.

Participe da festa e colabore com a construção do Seminário!

Sábado, 1 de outubro · 16:00 – 21:00
Local: CES – Centro dos Estudantes de Santos – Av. Ana Costa, 308 (ao lado do Extra)
Entrada: 5 reais + doação de alimento não perecível, roupa ou material escolar (para as tribos indígenas da Baixada Santista) com direito a uma cerveja ou refrigerante.

Evento no facebook:  http://www.facebook.com/event.php?eid=259080517464362

Até lá!!!

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#Antiquário – Cassia Eller

Cássia Rejane Eller a eterna garotinha teve seu interesse pela música aos 14 anos quando ganhou seu primeiro violão de presente. Fã incondicional dos Beatles aos 18 anos Cássia chegou a Brasília cantou em coral, fez testes para musicais, trabalhou em duas óperas como corista, além de se apresentar como cantora de um grupo de forró. Cássia Eller também fez parte por dois anos do primeiro trio elétrico de Brasília denominado Massa Real, tocou surdo em um grupo de samba. Cássia Eller despontou no mundo artístico no ano de 1981 ao participar de um espetáculo de Oswaldo Montenegro.

Era conhecida pelo seu ecletismo musical, interpretou canções de grandes compositores do rock como Cazuza, Renato Russo, alem de artistas da MPB como Caetano Veloso, Chico Buarque, passeou pelos sambas de Riachão interpretou obras de Arrigo Barnabé e Wally Salomão e os rocks clássicos de Jimi Hendrix, Rita Lee, Beatles, John Lennon, Nirvana e o pop do seu eterno amigo Nando Reis.

Teve uma trajetória musical muito importante, embora curta, com algo em torno de dez álbuns em doze anos de carreira. Cássia Eller sempre teve uma presença de palco bastante intensa, assumia a preferência por álbuns gravados ao vivo e ela era convidada constantemente para participações especiais e interpretações sob encomenda, singulares, personalizadas.

Era homossexual assumida e morava com a parceira Maria Eugênia Vieira Martins, com a qual criava o filho Francisco (chamado carinhosamente de Chicão).

Apesar de se assumir ser lésbica, ela teve seu filho com o baixista Tavinho Fialho. Ele faleceu em um acidente de carro meses antes do nascimento de Francisco. Maria ficou responsável pela criação do filho de Cássia após a morte de sua companheira.

Confira no link como foi essa grande homenagem a Cassia Eller com a banda Lotus no  Programa Antiquário

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Artes e Ideias – Sonoridade reciclada

Gracy e Jean (fotos: Guilherme Júnior)

Falar de reciclagem não é mais novidade faz tempo. Mas é incrível o que dá pra fazer à partir de materiais que normalmente vão para o lixo. Que tal um tambor feito com tubo de papelão ou cano de PVC? Esse é o trabalho dos artesãos Jean Carlos e Gracy Moreno.

O casal se conheceu há cerca de dois anos, em um acampanhento na Ilha Grande, em Angra dos Reis (RJ). Jean se dedica a esta arte há 11 anos e repassou sua técnica à atriz Gracy Moreno, que lhe acompanha desde então.

Mais do que uma forma de se sustentar, Jean e Gracy sabem da importância de seu trabalho para conscientizar a população que é possível extrair arte do lixo:

Alguns dos instrumentos produzidos pelo casal

Totalmente receptivo, o casal incentiva as pessoas que passam pelas ruas de Santa Tereza, no RJ, a tocar os intrumentos. Mesmo quem não sabe tocar se arrisca a tirar um som e simpatiza com a idéia.

Quem quiser outras informações sobre esta verdadeira arte reciclada, vale mandar um e-mail para gracymoreno@yahoo.com.br.

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Artes e Ideias

Quem ouviu a última edição do programa Se Liga Na Idéia, que foi ao ar no dia 12 de junho, sabe que começamos a série Artes e Ideias.  No primeiro episódio entrevistamos o desenhista Eduardo Marinho. Quem?

Eduardo Marinho tem 50 anos e mora em Niterói, RJ. Todos os fins de semana, expõe seus trabalhos em uma parede de comércio no morro de Santa Tereza, na cidade do Rio de Janeiro. Em meio a atelieres de arte pra turista ver, Marinho opta pela conscientização popular. Seus desenhos são provocativos e muitas vezes chegam a ser agressivos, obrigando o expectador a se manifestar.

De uma conversa de quase duas horas, tivemos que fazer uma pequena matéria. Confira como ficou:

Pra conferir mais desenhos e pensamentos deste grande profeta urbano, acesse o blog dele, o Observar e Absorver.

Não deixe de conferir a próxima edição do “Artes e Ideias”. Até lá!

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