Vozes do Gueto: Ktarse!

Arquivo Rádio da Juventude

Ktarse na atividade Hip-Hop LivreNo dia 11/02/2012, os manos do grupo de Rap Ktarse (Suzano – SP) fortaleceram na programação ‘Vozes do Gueto’, apresentado pelo mano Zé Elias.
Os manos Rodrigo e Leal contaram um pouco da caminhada no Rap e levantaram várias reflexões sobre Rap militante; o poder do papel e caneta; situação e importancia da reforma agrária; organização social x poderio do capital; de quem deve partir a mudança social; a educação no ponto de vista do opressor e oprimido; vixe, o papo foi longe..

Melhor conferir na íntegra

Download: VBR MP3 (72.1 MB) | Ogg Vorbis (42.0 MB)

Um salve pra esses parceiros de caminhada!

Mais informações sobre o Ktarse:
https://www.youtube.com/channel/UCAzfk9ZyYazJpQLvwvzU9UA


Download do CD Gueto subversivo:
http://www.comunidaderapdownload.com/2011/11/ktarse.html

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Programa Sexo Oral – Informação e Sexualidade na Rádio Mais Gostosa Da Cidade

Rádio da Juventude – Arquivo

Programa #SEXO_ORAL, gravado em 21/07/2011, falou sobre SEXO TÂNTRICO e as melhores posições sexuais para cada dia do mês.

Apresentação: Jéssica e Ornella
Técnica: Alex Silva

Ouça o programa na íntegra

Download: VBR MP3 (123 MB) | Ogg Vorbis (46.7 MB)

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Rádio Livre Venceremos – 97,5 FM – Transmissão #1

No dia 26 de Abril de 2015 aconteceu a transmissão #1 da Rádio Livre Venceremos – 97,5 FM – para o extremo sul de São Paulo.
A atividade aconteceu na feira livre do Jd. Angela – SP, local onde a atividade continuará acontecendo aos domingos.

confira fotos e audios aqui

Nesta edição de abertura a Rádio Livre Venceremos contou com a participação de compas grevistas da Educação que comentaram da situação e abordaram a questão “Terceirização”. Além de intervenções músicais de Emilie e pessoas do bairro que mandaram seu ‘salve’.

A Rádio Livre Venceremos teve uma recepção solidária e com grande apoio dos feirantes e pequenos comércios, que cederam o ponto de luz e fortaleceram no retorno, tamo juntxs!!

Viva a Comunicação Popular!
Abaixo o monopólio da comunicação!

Vida longa a Rádio Livre Venceremos!

Venceremos!

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Rádio Feira – O voto realmente muda nossa vida?

No dia 04 de outubro de 2014 a Rádio da Juventude promoveu mais uma edição da Rádio Feira, fortalecendo a comunicação popular na feira livre da Vila Margarida – São Vicente. No dia que marcou véspera de eleições presidenciais a pergunta foi colocada para reflexão: O voto realmente muda nossa vida? Como realmente podemos mudar nossa realidade?

Além de reflexões a atividade contou com o lançamento da segunda edição do boletim informativo da Rádio da Juventude.

Fortaleça a comunicação popular!

Confira alguns registros:

Rádio Feira – Outubro 2014 (Rádio da Juventude)

Download: VBR MP3 (91.8 MB) | Ogg Vorbis (49.5 MB)

 

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NOSSOS MORTOS TÊM VOZ: MEMÓRIA DE 22 ANOS DO MASSACRE DO CARANDIRU

No dia 02 de Outubro foi realizado em São Paulo um ato em Memória aos 22 anos do Massacre do Carandiru, organizado por diversos coletivos.

A manifestação contou com diversas intervenções artísticas ao longo do trajeto, fortalecendo a reflexão sobre o papel da polícia, a violência do Estado e a importância da desmilitarização.

Confira alguns registros feitos pela Rádio da Juventude…

Continuar lendo

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Primeira Feira Anarquista da Baixada Santista

Em 23 de agosto de 2014 a antiga “Barcelona Brasileira” recebeu a Primeira Feira Anarquista da Baixada Santista. No dia que completou 87 anos do assassinato dos anarquistas Sacco & Vanzetti, muitas reflexões sobre a violência do Estado no ontem e no hoje foram levantadas, situações concretas foram denunciadas e o anseio por mudança compartilhados entre compas.

Em um local de rearticulação do movimento Anarquista, a exitosa Feira, resultado de uma esforço coletivo, vem como um fôlego para seguir na construção de um novo mundo, desde as lutas cotidianas, nos “trabalhos de formiga”. O sentimento de solidariedade e apoio mútuo entre os coletivos de diversos lugares, através do encontro, prosas, olhares e abraços, nos faz perceber que não estamos sós nas inquietações e nas lutas.

A atividade aconteceu na Vila do Teatro, espaço ocupado e organizado pelo Movimento Teatral ao lado da rodoviária de Santos, o que facilitou muito a participação de compas de outras regiões, principalmente São Paulo. A infraestrutura do local também foi determinante para a organização do evento. Continuar lendo

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Despejo brutal pela Guarda Municipal de Itapevi no acampamento do MST “Padre João Carlos Pacchin”

Fonte: Passa Palavra – Publicado em 3 de julho de 2014

Nesta madrugada, os acampados do acampamento “Padre João Carlos Pacchin”, do MST, em Itapevi/SP, foram surpreendidos pela ação violenta da Guarda Municipal.

Fortemente armada e intimidando as pessoas que estavam no local, a Guarda Municipal passou os tratores sobre os barracos e barracões e levou os maderites, entre outros objetos do acampamento. A Guarda Municipal invadiu a ocupação sem mandado ou qualquer documento legal para fazer essa ação, totalmente arbitrária.

Os ocupantes estão no terreno desde o dia 28 de junho. A área da ocupação pertence à COHAB do Município de São Paulo e estava em curso o início de negociação.

Nesse momento, a Guarda Municipal continua no local, impedindo o acesso das pessoas para a retirada de seus pertences. Somente após negociação, a coordenação do acampamento pôde retirar os documentos pessoais dos acampados. As famílias permanecem na rua, em frente ao terreno.

Nesta madrugada haverá vigília no local.

A solidariedade e o apoio são urgentes para a continuidade da luta!

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Nota sobre a repressão de 12 de junho

por Comitê Popular da Copa de São Paulo

O Comitê Popular da Copa de SP vem por meio desta nota repudiar a ação do Estado e de seu braço armado, a polícia militar, que com o uso da violência desmedida e irresponsável impediu de acontecer as manifestações programadas para o dia de abertura da Copa do Mundo, na última quinta-feira, dia 12.

A primeira delas, marcada pela frente Se Não Tiver Direitos, Não Vai Ter Copa teve início na saída da estação de metrô Carrão, por volta das 10h, e em menos de 20 minutos foi dispersada sem motivo algum, por balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral.

Além de impedir o direito constitucional à livre manifestação, a ação da polícia militar teve como saldo um grande número de pessoas machucadas, inclusive uma repórter e uma produtora da emissora internacional CNN que foram feridas por estilhaços da chamada munição “não-letal” e um rapaz que, mesmo depois de imobilizado e alvejado no peito por tiros de bala de borracha, foi covardemente atingido no rosto com jatos de spray de pimenta por policiais militares.

Após a dispersão, alguns/as militantes somaram-se ao ato em frente ao Sindicato dos Metroviários, que trazia como pauta a denúncia das
violações da Copa do Mundo da FIFA e também prestava solidariedade aos 42 metroviários despedidos de maneira ilegal durante a greve de 5 dias realizada na última semana. Com concentração marcada para as 10h, a manifestação foi cercada por um pelotão da Tropa de Choque e seus robocops, que impediam os manifestantes de saírem em caminhada.

Num clima de grande tensão, o que se viu foi mais uma vez a PM assumindo seu papel terrorista, se utilizando de ações truculentas e
ilegais: prisões para averiguação, policiais sem identificação e alguns deles portando armas de munição letal, bem como mais agressões a militantes e profissionais da imprensa.

Relatos de alguns/as militantes presentes no ato apontam que a primeira bomba surgiu do meio da manifestação, numa clara demonstração de que a polícia militar de Geraldo Alckmin e Fernando Grella investe cada vez mais no uso de policiais infiltrados. Sem farda, a PM tumultuou mais uma vez a manifestação para legitimar a dispersão violenta. Assim como no último dia 15 de maio, para impedir o dia internacional de lutas contra a Copa, em que a caminhada durou apenas 20 minutos.

Entre os atingidos, havia um jornalista com uma queimadura na perna e um manifestante com um grande corte no rosto, ambos feridos por bombas. A polícia militar ainda dificultou o socorro dos feridos por unidades de emergência especializadas, como o SAMU e o Resgate do Corpo de Bombeiros, mesmo com a presença de defensores públicos no local. Por fim, acabaram levados ao hospital pela própria PM.

Durante toda à tarde, pessoas com “cara de manifestante” foram perseguidas pela PM em diferentes pontos da cidade, como estações de
metrô, praças públicas e, até mesmo, em universidades. 29 pessoas que estavam no estacionamento da UNESP na Barra Funda foram levadas à delegacia para “averiguação”, apesar de tal procedimento inexistir na legislação. É importante ressaltar que todas essas ações arbitrárias do Estado foram tomadas para impedir manifestações que tinham como objetivo tornar pública a criminalização dos movimentos sociais e o processo de violações acentuado pela vinda da Copa do Mundo da FIFA para o Brasil.

As vitórias populares foram sempre uma conquista das ruas, seja nas greves, protestos, ocupações ou outras formas legítimas de manifestação e ação política. A resposta violenta e autoritária do Estado aos conflitos sociais, apresentando as forças policiais como
únicas “mediadoras”, além de agravar esses conflitos, é uma forma de violar liberdades civis e políticas, ameaçar a população para que se cale – e impor sobre todos uma única visão de mundo.

Sendo assim, fica claro que quem apertou o gatilho, quem jogou as bombas, quem realizou prisões para averiguação e espancou pessoas por
estarem excercendo seu direito à manifestação foi o braço armado do governo de Geraldo Alckmin e Fernando Grella, de mãos dadas com a FIFA e as corporações que lucram com o megaevento!

Por isso, é preciso que gritemos que terrorista é o Estado e a máfia da FIFA! Nem um passo atrás na luta contra a criminalização dos movimentos sociais! Nem um passo atrás na luta pelo direito à livre manifestação!

Força pra quem luta!

Comitê Popular da Copa SP, 14 de junho de 2014

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Galeano vive!

Pronunciamento de movimentos sociais e alun@s brasileir@s da escuelita em apoio aos zapatistas; três ações de solidariedade acontecem em São Paulo

galeano“Os valorizo porque eles como que fizeram um compromisso. Dizem que o que aprenderam aqui vão compartilhar com seus companheiros que de alguma maneira não puderam chegar até aqui, e que vão compartilhar o que nós lhes mostramos, o que eles viram, o que eles aprenderam”

(Galeano – José Luís Solís López – sobre a escuelita, Revista Rebeldía Zapatista, n1)

Nós, participantes brasileir@s da escuelita La libertad según las y los zapatistas abaixo listad@s, encaramos a experiência que tivemos lá exatamente como disse o compa Galeano, assassinado recentemente em uma emboscada que feriu mais quinze pessoas no caracol La Realidad. Nos sentimos não só indignad@s com a violência cometida contra a comunidade como compelid@s a, além de plantar por aqui as sementes de autonomia que crescem por aí, estar ao lado d@s zapatistas nos momentos em que se fizer necessário, já que a nossa solidariedade supera a distância e as fronteiras.

E nós, organizações sociais, movimentos e coletivos organizados desde baixo e preocupados com a justiça e a liberdade, igualmente nos vemos na responsabilidade e na disposição de ajudar a somar e ampliar o coro d@s que se revoltam com cada injustiça cometida contra @s que lutam, ainda mais @s que o fazem de forma tão inspiradora vivendo na plenitude de sua autonomia.

Aqui, nesta outra geografia chamada Brasil, chega também a dor e a raiva que ressoa das montanhas do sudeste mexicano.

Os ataques armados que vitimaram Galeano no dia 2 de maio na comunidade La Realidad – onde está sediada uma das cinco Juntas de Bom Governo, estrutura de poder autônoma em relação ao Estado contruída desde baixo pel@s zapatist@s – vieram de grupos paramilitares que há tempos atuam na região. Além dessa morte, houve mais quinze pessoas feridas e a escola e a clínica que servem a toda comunidade, e não só aos zapatistas, foram destruídas.

Passados os tempos mais duros de conflito entre zapatistas e o mau governo após o EZLN declarar a autonomia de seus territórios em 1994, a estratégia estatal para combater o movimento tem sido estimular ataques e provocações paramilitares, numa guerra de “baixa intensidade” que se combina com projetos assistenciais e outras intervenções “sociais” que visam dividir as bases de apoio. A solidariedade internacional é um elemento importante para constranger e frear a ação do Estado, exigindo que ele deixe de fomentar conflitos, de maneira que a autonomia siga seu caminho.

Se vivemos por aqui, com o estímulo de junho passado, tempos de luta e esperança, de mudança e confrontação com a mesma brutalidade dos de cima que existe em Chiapas e no México em geral, buscamos agora, às vésperas da Copa,  construir um período em que mais e mais gente estará nas ruas, lutando por um mundo onde caibam muitos mundos assim como defende o EZLN e suas bases de apoio.

Atendendo ao chamado feito pelos zapatistas, entre os dias 22 e 31 de maio serão realizadas três atividades em solidariedade e demandando o fim das agressões aos territórios autônomos em Chiapas (clique nos links para saber mais e participar):

22/5 – Bate-papo sobre escuelita na Rádio Cordel Libertário
24/5 – Homenagem a Galeano durante Sarau do Fundão da M`Boi
31/5 – Dia de conversa e difusão do zapatismo na Comuna Aurora Negra – dia de solidariedade aos companheiros caídos – Rua Elias Martin, 11 – Rio Pequeno

Esperamos que nossa luta e solidariedade ressoem aí não como um alento, mas como um estímulo a seguir caminhando. Como comentou um compa ao sub Marcos, “não entendam mal nossas lágrimas, não são de tristeza, são de rebeldia”.

L@s zapatistas no están sol@s!

Galeano vive!

La lucha sigue y sigue!

Assinam:

Alun@s da Escuelita Zapatista la Libertad:

Adriana Moreno
Ana Luisa Queiroz
Ana Paula Morel
Breno Zúnica
Bruna Bernacchio
Camila Jourdan
Cândida Guariba
Elisa Matos Menezes
Felipe Addor
Felipe Mattos Johnson
Frederico Luca
Gabriela Moncau
Júlio Delmanto
Léa Tosold
Leonardo Cordeiro
Luiza Mandetta
Maria Aguilera
Marianna Fernandes Moreira
Matheus Grandi
Pedro Rosas Magrini
Rafael da Costa Gonçalves de Almeida
Renata Bessi

Movimentos sociais:

Biblioteca Terra Livre – http://bibliotecaterralivre.noblogs.org
Casa Mafalda – http://casamafalda.org/
Centro de Mídia Independente – São Paulo – http://www.midiaindependente.org
Coletivo DAR – coletivodar.org
Comboio
Comitê Popular da Copa SP – http://comitepopularsp.wordpress.com/
Desinformémonos Brasil – http://desinformemonos.org/
Instituto Praxis
Margens Clínicas
Mídia Negra – www.midianegra.noblogs.org
Moinho Vivo
Movimento Mães de Maio – http://maesdemaio.blogspot.com.br/
Movimento Passe Livre – São Paulo – http://saopaulo.mpl.org.br/
Organização Anarquista Terra e Liberdade – http://terraeliberdade.org/
Rádio da Juventude – http://radiodajuventude.radiolivre.org
Rede 2 de Outubro – http://rede2deoutubro.blogspot.com.br/
Rede Extremo Sul – http://redeextremosul.wordpress.com/
RIZOMA – Tendencia Libertaria e Autonoma – http://rizoma.milharal.org
Zapatistas Milharal – http://zapatistas.milharal.org
Rádio Várzea Livre  107,7 fm  http://varzea.radiolivre.org/

 

[versión en español]

Galeano vive!

Pronunciamiento de los movimientos sociales y alumn@s brasileñ@s de la Escuelita en apoyo a los zapatistas; tres acciones de solidaridad tendrán lugar en São Paulo

 “Además los valoro porque ellos como que hacen un compromiso. Dicen que lo que han aprendido aquí va a ir con sus compañeros que de alguna manera no pudieron llegar hasta acá, y que sí van a compartir lo que nosotros les enseñamos, lo que ellos vieron, lo que ellos aprendieron.”

(Galeano – José Luís Solís López – sobre la escuelita, Revista Rebeldía Zapatista, n1)

Nosotr@s, participantes brasileñ@s de la escuelita La libertad según las y los zapatistas abajo listad@s, encaramos la experiencia que tuvimos allá exactamente como dijo el compa Galeano, asesinado recientemente en una emboscada que hirió a más quince personas en el caracol La Realidad. Nosotr@s estamos no solamente indignad@s con la violencia cometida contra la comunidad, también sentimos la necesidad de plantar las semillas de la autonomía que crecen por todas las partes y estar al lado de l@s zapatistas en este momento, ya que nuestra solidaridad supera distancias y fronteras.

Y nosotr@s, organizaciones sociales, movimientos y colectivos organizados desde abajo y preocupados con la justicia y la libertad, igualmente sentimos la responsabilidad y la disposición de ayudar a sumar y ampliar el coro de l@s que están indignad@s con cada injusticia cometida a l@s que luchan, especialmente a l@s que lo hacen de manera tan inspiradora viviendo en plenitud de su autonomía.

Aquí en esta otra geografía llamada Brasil llega también el dolor y la rabia que resuena desde las montañas del sureste mexicano.

Los ataques armados que mataron a Galeano en el 2 de mayo, en la comunidad de La Realidad – donde está la sede de una de las cinco Juntas de Buen Gobierno, estructura de poder autónoma en relación al Estado construida desde abajo por l@s zapatist@s -, provenían de grupos paramilitares que operan en la región desde hace tiempo. Además de esta muerte hubo otras quince personas heridas y la escuela y la clínica que atienden a toda la comunidad, no sólo a l@s zapatistas, fueron destruidas.

Después de los momentos más duros y abiertos de conflicto entre zapatistas y el mal gobierno, y tras la declaración de la autonomía de sus territorios en 1994, la estrategia del mal gobierno para combatir el movimiento es estimular los ataques y provocaciones paramilitares, una guerra de “baja intensidad” que se combina con otras intervenciones “sociales” destinadas a dividir las bases de apoyo. La solidaridad internacional es importante para limitar y restringir la acción del Estado, exigiendo que deje de fomentar conflictos, de manera que la autonomía siga libremente su rumbo.

Si vivimos aquí, con el estímulo de junio pasado, tiempo de lucha y esperanza, de cambios y confrontación con la misma brutalidad de los de arriba que ocurre en Chiapas y en México en general, buscamos ahora, a la víspera de la Copa del Mundo, construir un periodo en que más y más gente esté en las calles, luchando por un mundo donde quepan muchos mundos, así como defiende el EZLN y sus bases de apoyo.

Respondiendo al llamado hecho por l@s zapatistas, entre el 22 y 31 de mayo tres actividades se llevarán a cabo en São Paulo, en solidaridad y para exigir el fin de los ataques a los territorios autónomos en Chiapas (haga clic en los enlaces para obtener más informaciones):

22/5 – Charla sobre la escuelita en la Rádio Cordel Libertário
24/5 – Homenaje a Galeano en el Sarau do Fundão da M`Boi
31/5 – Charla y difusión del zapatismo en la Comuna Aurora Negra – dia de solidaridad a los compañeros caídos

Esperamos que nuestra lucha y solidaridad resuenen ahí no como un aliento, sino como un estímulo para seguir caminando. Como dijo un compa al sup Marcos, “no entiendan mal nuestras lágrimas, no son de tristeza, son de rebeldía”.

L@s zapatistas no están sol@s!

Galeano vive!

La lucha sigue y sigue!

Firman:

Alumn@s da Escuelita Zapatista la Libertad:

Adriana Moreno
Ana Luisa Queiroz
Ana Paula Morel
Breno Zúnica
Bruna Bernacchio
Camila Jourdan
Cândida Guariba
Elisa Matos Menezes
Felipe Addor
Felipe Mattos Johnson
Frederico Luca
Gabriela Moncau
Júlio Delmanto
Léa Tosold
Leonardo Cordeiro
Luiza Mandetta
Maria Aguilera
Marianna Fernandes Moreira
Matheus Grandi
Pedro Rosas Magrini
Rafael da Costa Gonçalves de Almeida
Renata Bessi

Movimientos sociales:

Biblioteca Terra Livre – http://bibliotecaterralivre.noblogs.org
Casa Mafalda – http://casamafalda.org/
Centro de Mídia Independente – São Paulo – http://www.midiaindependente.org
Coletivo DAR – coletivodar.org
Comboio
Comitê Popular da Copa SP – http://comitepopularsp.wordpress.com/
Desinformémonos Brasil – http://desinformemonos.org/
Instituto Praxis
Margens Clínicas
Mídia Negra – www.midianegra.noblogs.org
Moinho Vivo
Movimento Mães de Maio – http://maesdemaio.blogspot.com.br/
Movimento Passe Livre – São Paulo – http://saopaulo.mpl.org.br/
Organização Anarquista Terra e Liberdade – http://terraeliberdade.org/
Rádio da Juventude – http://radiodajuventude.radiolivre.org
Rede 2 de Outubro – http://rede2deoutubro.blogspot.com.br/
Rede Extremo Sul – http://redeextremosul.wordpress.com/
RIZOMA – Tendencia Libertaria e Autonoma – http://rizoma.milharal.org
Zapatistas Milharal – http://zapatistas.milharal.org
Rádio Várzea Livre  107,7 fm  http://varzea.radiolivre.org/

 

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Maio: Mês das mães em luta!

Maio é comercialmente conhecido como mês “das mães”. Ironicamente este também foi o mês que em 2006 o Estado brasileiro assassinou algumas centenas de jovens da periferia, deixando como “presente” para as mães que ficaram o sentimento de revolta e o clamor por justiça.

“O tiro que acertou o coração do meu filho, acertou o meu também!” (Débora – Mães de Maio)

Maio é um mês de luta!

Não só pelo histórico dia primeiro, mas cada dia deste mês ecoa o grito de revolta dessas mães que não se calaram diante da violência do Estado.

No dia 11/05, as Mães de Maio realizaram a tradicional missa em memória de seus filhos assassinados em 2006. Foram distribuídas 2.920 rosas, que simbolizam cada dia destes longos 8 anos.

foto: Francisco Santos

No dia seguinte, 12, registrado oficialmente como dia de luta das Mães de Maio, elas realizaram um grande ato na praça Mauá, em frente à prefeitura de Santos e contaram com a presença da Trupe Olho da Rua, que apresentaram a intervenção “Blitz”, retratando a violência do Estado aliado a manipulação da mídia.


Medalha Braz Cubas

Como reconhecimento da luta do movimento Mães de Maio, Débora Maria da Silva, uma das impulsionadoras desta luta, recebeu, no dia 09/05, a medalha Braz Cubas.

“Essa medalha é dos nossos filhos e de todos os guerreiros e guerreiras que lutam no cotidiano da periferia” (Débora – Mães de Maio)

Débora (Mães de Maio) – Recebimento da medalha Braz Cubas

Download: VBR MP3 (24.5 MB) | Ogg Vorbis (12.7 MB)

Débora considera esse reconhecimento também um presente, já que seu aniversário é comemorado dia 10/05.

Angústias de uma trabalhadora da saúde

Para as mães trabalhadoras, seu dia é o 1º de maio, é o 8 de março e também o 20 de novembro. Ser mãe é mais uma esfera de suas vidas e para muitas não a mais fácil nem a mais romântica delas.

Élida foi mãe adolescente e não viu seu neto nascer pois, na noite em que sua menina entrava em trabalho de parto, os homens de cinza a levaram para trás das grades. Enquanto gritava por liberdade a menina gritava com seu bebê sendo tirado a ferro.

Aos nove meses de gestação, dias antes de Lorena vir ao mundo, seu pai, um adolescente preto e pobre, foi assassinado por homens encapuzados na rua de sua casa.

A filha de Catarina nasceu com muitos problemas de saúde. A mãe desconfia que seja sua culpa pois não conseguiu controlar os nervos durante a gestação. No 5º mês seu filho mais velho foi morto pelos homens de farda.

Esses e muitos outros relatos não muito cor de rosas, são corriqueiros
na vida das mulheres/mães/lutadoras das periferias. O Estado, o patriarcado, o capitalismo são todos parte de uma mesma lógica que massacra a mulher e entrega flores em algumas outras datas do ano.

Obs.: todos são relatos reais do cotidiano do hospital

Outras imagens das Mães de Maio nos dias 09, 11 e 12.

foto: Francisco Santos

foto: Francisco Santos

foto: Francisco Santos

foto: Francisco Santos

 

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Sarau da Vila em Movimento – O Canto d@ Trabalhador(a)

No dia 27 de Abril de 2014 rolou mais uma edição do Sarau da Vila em Movimento, na Vila do Teatro, Santos/SP, com debate sobre a precarização do trabalho, muita poesia, lançamento do livro Nelson Triunfo, “Do sertão ao Hip Hop ” com Gilberto Yoshinaga , produtos orgânicos com o MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra e uma sonzera com Preta Rara , DJ Thiaguera Cigano e o Núcleo de música da vila do teatro .

Download dos audios clique aqui

 

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II Copa Rebelde dos Movimentos Sociais

A II Copa Rebelde dos Movimentos Sociais será realizada nos dias 12 e 13 de abril, no mesmo espaço da primeira, a antiga Rodoviária da Luz, no centro da cidade, demolida para a construção de mais uma obra gentrificante e cujo processo se encontra embargado na justiça. Recentemente, o governo do Estado anunciou a desistência da construção desta obra.

O que é a Copa Rebelde

Afim de resgatar o caráter democrático do futebol e discutir a atual mercantilização deste esporte, hoje com a Copa da Fifa de 2014 como representação maior, o Comitê Popular da Copa-SP convida os movimentos sociais para a II Copa Rebelde dos Movimentos Sociais.

Mais informações e a programação completa você encontra em http://coparebelde.wordpress.com

Como foi a I Copa Rebelde dos Movimentos Sociais

Unidos da Barão - Foto de Caio Cestari.
Unidos da Barão – Foto de Caio Cestari.

Unidos da Barão, campeões da I Copa Rebelde dos Movimentos Sociais!

Parabéns a todas pessoas que participaram!

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Fotógrafo Sérgio Silva
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Fotógrafo Sérgio Silva
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Fotógrafo Sérgio Silva
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Fotógrafo Sérgio Silva
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Ato contra a “privatização da TV Cultura” é marcado para o dia 16

Post de origem: Carta Maior

Nessa data, o conselho curador da Fundação Padre Anchieta elegerá seu novo presidente. Manifestantes contrários às demissões em massa, à extinção de programas tradicionais, como Zoom, Grandes Momentos do Esporte e Vitrine, e à cessão de espaço na grade para a mídia privada prometem tomar as imediações da emissora, da zona oeste de São Paulo. Na noite de terça-feira (3), um ato reuniu profissionais de comunicação, artistas, sindicalistas e parlamentares em protesto contra as reformas na tevê.
Marcel Gomes

São Paulo – Um grande protesto contra a “privatização da TV Cultura” tomará as imediações da emissora, na zona oeste de São Paulo, no próximo dia 16 de abril. Nessa data, o conselho curador da Fundação Padre Anchieta elegerá seu novo presidente.

O advogado e jornalista Moacyr Expedito, que ocupava o cargo, renunciou semana passada, um ano antes do término de seu mandado. O conselho curador colabora com a administração da tevê, que está nas mãos do presidente da Fundação Padre Anchieta, o economista João Sayad.

O protesto foi agendado na noite desta terça-feira (3) por profissionais de comunicação, sindicalistas, artistas e parlamentares, que participaram de um ato contra as reformas empreendidas na emissora. Entre elas, destacam-se a redução do quadro de funcionários – segundo os manifestantes, em mais de mil profissionais -, e a extinção de programas tradicionais, como Zoom, Grandes Momentos do Esporte e Vitrine.

Além disso, houve a tentativa de encerramento do programa Manos e Minas, que traz manifestações culturais da periferia da cidade para a televisão. Mas, diante dos protestos, a direção da emissora recuou. Os profissionais que conduziam o programa, porém, acabaram demitidos.

Para ocupar a grade, a TV Cultura convidou tradicionais veículos da grande imprensa paulista para fornecerem conteúdos, entre eles Folha de S. Paulo, Estadão e Veja. Por enquanto, apenas a Folha ocupou o espaço, com um jornalístico nas noites de domingo. Segundo o próprio jornal, foi feita uma permuta: a tevê cedeu espaço em troca de espaço publicitário no jornal impresso.

Indignação
“É a mídia privada ocupando espaço na tevê pública, um absurdo”, protestou o jornalista Renato Rovai, presidente da Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação (Altercom) e editor da revista Fórum. Segundo ele, por trás dessas mudanças está uma concepção da mídia privada e de governos do PSDB de “não engolirem o serviço público de comunicação”.

Na mesma linha, o diretor da Altercom e da Carta Maior, Joaquim Ernesto Palhares, lembrou que a tevê pública do Rio Grande do Sul foi “sucateada” no governo de Yeda Crusius (2007-2011), do PSDB. “É o modelo tucano de fazer política e governar, e que ainda conta com um cinturão midiático ao seu redor”, afirmou.

Para o jornalista Pedro Pomar, também presente no ato, o desmonte da TV Cultura é “estratégico para os tucanos”. “É mais um capítulo da reforma do Estado que eles vêm empreendendo nos últimos 20 anos. E a emissora é um símbolo que precisa ser destruído, porque ela mostra que o que é público pode ser bom”, criticou.

O ato, realizado no Sindicato dos Engenheiros de São Paulo, contou com a participação de funcionários e ex-funcionários da TV Cultura. A jornalista Marilu Cabañas, demitida após 16 anos de casa, se emocionou ao fazer um relato sobre os novos rumos da programação da emissora. “Quando eu estava produzindo uma série sobre crianças desaparecidas, veio uma ordem de que não devíamos ficar falando sobre pobres nas reportagens”, contou. A série acabou exibida, por pressão de outros colegas.

Desmonte
Já o funcionário Sérgio Ipoldo Guimarães revelou que o departamento em que trabalhava, o de meteorologia, foi extinto, para dar lugar a um convênio com a empresa Somar Meteorologia. Hoje, ele ocupa um cargo na direção do Sindicato dos Radialistas, e não sabe o que fará na emissora quando retornar. “Meu desejo é me qualificar para outra função”, disse.

Para João Brant, do coletivo Intervozes, o desmonte da tevê tem o potencial de influenciar as experiências culturais das pessoas. “Eu mesmo tive minha formação musical através da rádio Cultura AM, que tinha uma amplitude de repertório e muito cuidado com a música brasileira”, afirmou.

O enfraquecimento da TV Cultura gera, ainda, uma baixa na formação de quadros técnicos para o sistema público de comunicação. Segundo o professor Laurindo Leal Filho, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, a academia brasileira não tem tradição na formação de pessoal para o sistema público, e esse papel era desempenhado pela TV Cultura.

Mais ações
Além do ato no dia 16, os manifestantes, que também participam de entidades como Central Única dos Trabalhadores (CUT), Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e Sindicato dos Jornalistas, entre outras, farão pressão na Assembléia Legislativa para que uma audiência pública discuta a questão. Entre os parlamentares que apóiam a proposta, participaram do ato os deputados estaduais Carlos Giannazi (PSOL), Simão Pedro (PT) e Leci Brandão (PCdoB).

Renata Mielli, do Centro de Estudos Barão de Itararé, sistematizou as propostas dos participantes. Além dos protestos do dia 16 e da audiência pública na Assembléia, as entidades envolvidas circularão um manifesto contra o desmonte da tevê, colherão depoimentos de artistas e jornalistas, encaminharão um ofício solicitando que sejam ouvidas pelo conselho da Fundação Padre Anchieta, e exigirão auditoria nos contratos da emissora.

Fotos: Maringoni/Carta Maior

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Força policial não é guarda palaciana

Marcelo Rayel
Post de origem: Cinezen Cultural

Semana passada, comentei sobre a calamidade promovida pelo estado de São Paulo a respeito da população mais necessitada, em especial sobre a comunidade do Pinheirinho, em São José dos Campos. O passivo que o governador Geraldo Alckimim está tentando absorver deve valer a pena. Uma aposta a memória curta da população.
Em breve, todos esqueceremos, seremos escalados para otário novamente e está tudo certo. A maioria dos eleitores paulistas reconduzem o atual chefe do executivo ao seu posto outra vez e está tudo beleza.

Sim, porque precisamos de muita amnésia para colocar o atual chefe do executivo ou seu sucessor no posto mais representativo na esfera estadual. Se tudo der certo, a oposição saberá bater onde dói (leia-se Pinheirinho).

Não vou aqui fazer generalização barata e vil contra a população de São José dos Campos, afirmando que todos ali dão apoio e guarida ao atual prefeito Eduardo Cury. Acredito que mais da metade da população de lá não deu suporte ou apoio moral para a loucura que foi o Pinheirinho. Ninguém é maluco de chegar a esse ponto. Quanto aos cabeças coroadas da cidade, até entendo, principalmente o rulling class regional. Quem tem dinheiro, às vezes, é bem chegado a uma assepsia desmesurada. Ser chegado a uma assepsia não chega a ser um grande problema. O problema é não se assumir…

Colocar a força policial, que é um patrimônio público, que pertence ao povo, contra os próprios contribuintes, é algo que ainda não me sai da cabeça. Como podem os chefes dos executivos estaduais chegarem a esse ponto de um quase patrimonialismo com algo que não lhes pertence?

Não só fazem, como repetem a dose. Muito pouco adianta o governador baiano Jacques Wagner engrossar a voz e dedo em riste mandar policiais em greve voltarem ao trabalho. Se há dívida, que seja paga. Se houve algum tipo de promessa ou compromisso, que se cumpra. Caso contrário, fica parecendo que a força policial do estado, que zela pelo bem-estar do contribuinte, não passa de uma espécie de guarda palaciana que, nessa época do ano, garante muito axé ao carnaval local.

Policial não é capitão-do-mato. Caso esteja redondamente enganado, um dos trabalhos do então capitão-do-mato era buscar escravos fugitivos. Uma vez capturados, eram devidamente bem tratados, pois se tornavam um ativo valioso na hora do senhor da casa-grande resgatar o que perdeu. Nem um capitão-do-mato faria no Pinheirinho o que foi feito.

“Notícias de uma Guerra Particular”

Às vezes, a impressão que se tem é que força policial é um capricho quase sádico que os governadores de estado têm. Não estão a serviço do povo, mas a manutenção de uma ordem pública que em certos momentos atinge inclusive o espírito humano do policial, do praça de uma corporação militar. Como se policial não tivesse família, não tivesse consciência.

O confronto na Bahia é uma mostra disso. Até que ponto, em nome da ordem social e civilizatória, um policial merece receber um salário indigno para ordens espúrias a serem cumpridas? Segundo o ex-secretário de segurança pública do Rio de Janeiro, Hélio Luz, no documentário “Notícias de Uma Guerra Particular”, a polícia foi feita para a segurança da elite econômica do Estado. É quase uma guarda particular. Só que na hora do vamos ver, nada de se cumprir com salários dignos, devidos reajustes e cumprimento no pagamento de bonificações.

Para botar o axé com segurança nesse carnaval, aí a polícia existe, é válida, tudo para a segurança dos milhões de foliões que deixarão milhões de reais nos cofres estaduais. Aí, a polícia existe. Caso contrário, os tais choques de gestão dos governadores de estado, que mais parecem um bloco dos sujos, uma patuscada hedionda, colocam os policiais nos últimos lugares da fila.

Pior ainda é ver militantes de partido político no Facebook botarem o pé no estribo para surfarem em possíveis benefícios nas corridas para as prefeituras. Do tipo, o meu governador é ruim, mas o seu, olha aí… Não fica atrás… Ficam parecendo aquele personagem do livro de Chico Buarque, “A Fazendo Modelo”, de 1974, o Zé das Feridas: que abria a camisa para ficar mostrando os hematomas.

Lamentável. Profundamente lamentável… Mas, se a pergunta proposta pelo mesmo Hélio Luz, no mesmo documentário citado há pouco, que tipo de polícia a sociedade quer for colocada, como seria a resposta dessa mesma sociedade onde parte dela tem como livro de cabeceira “Mein Kampf”?

Está aí um mundo que bem que poderia acabar logo, logo.

*Texto originalmente publicado no site CineZen

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