1º de maio no México 70 – Artístico e Classista!

1-de-maio-divulgacao Pra além de uma intervenção urbana, o que ocorreu neste 1º de maio no México 70 foi um ato político de organização e mobilização popular, não de politiqueiros eleitoreiros que
querem votos, mas de pessoas que querem construir e somar sem sair bonito na foto pra tirar vantagem – AFINAL, SEMPRE TEM OS QUE COLAM ACHANDO QUE FAVELA É LUGAR DE PASSEIO PRA FORTALECER BASE ELEITOREIRA, ainda mais em São Vicente, onde a configuração política é frágil e a maioria oportunista.

Galera que colou foi muito firmeza e contribuiu porque não espera que as coisas caiam do céu, ou que algum vereador, prefeito, deputado… lhes resolva os problemas. galera é do corre, se organiza e faz mesmo.

Por isso, este primeiro de maio foi de povo pra povo! Porque o povo organizado não precisa delegar responsabilidades a terceiros (politiqueiros). O povo pode fazer sua política e juntos podemos construir e mudar a realidade, com autonomia e solidariedade.

Esta praça, no México 70, conhecida como “praça da B”, estava abandonada, com a atividade de hoje, uma nova cara surgiu, e isso só foi possível por meio de organização coletiva e autônoma de diversos segmentos de resistência cultural e social; da
comunidade, de entidades sindicais de luta, de artistas independentes e de comércios que entendem a importância de somar sem tirar proveito. Na prática, esta é prova que a população junta é forte. É nós por nós!

DSC034431º de maio é dia dos trabalhador@s, mas, infelizmente, não temos nada pra comemorar,
pois o trabalho que é reservado pra periferia é esta merda: terceirizações, quarteirizações, serviços temporários e um monte de coisas que passam como rolo compressor por cima de nossos direitos trabalhistas. Por isso, temos que somar e fazer por nós, eleger fulano ou sicrano se mostrou ineficaz, ontem, a Presidente fez seu discurso dizendo que o emprego aumentou, porém, que tipo de emprego é este a que
ela se refere?

Valeu a tod@s @s trabalhador@s que estiveram presente grafitando, dançando, mandando rima, fotografando, somando, ajudando na limpeza, no rango, nos corre e fortalecendo. É tudo nosso, juntos somos fortes!

Obs: Este 1º de maio foi organizado por Leonardo Francisco Zé Elias Elias Rádio da Juventude Rafael Pires Esmeralda Das Graças Rafael

Na caminhada algumas pessoas perguntaram quem era o dono do evento, se havia relação com fulano ou sicrano de partido, respondemos; o evento foi do povo (apenas organizado por estes citados) e com objetivo mesmo de não deixar políticos profissionais em busca de voto se crescerem as custas da favela.

Agradecemos a tod@s! Positividade.

Confira abaixo algumas fotos da atividade!

Preparativos:

Tudo pronto! Agora começa a atividade:

E no final do dia…

 

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Conjunto habitacional em São Vicente abandonado. (Parte ll)

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude – estão todos destelhados, evitar ocupação, será? Pois, mas não evita infiltração quando chove.

Em 21 de janeiro deste ano divulgamos as fotos de um conjunto habitacional abandonado na cidade de São Vicente no bairro Parque Bitarú. As fotos percorreram as redes sociais, e o Secretário de Habitação da cidade Emerson Santos comentou em nosso álbum que não havia omissão em relação à obra, a secretária estava apenas aguardando o dinheiro ser liberado pela Caixa Econômicapara dar início às obras.

Segue comentário na íntegra;

Para esclarecer as pessoas, a secretaria de habitação rompeu o contrato com a empresa Termak que tinha a responsabilidade de tocar a obra, diferentemente do Primavera/Penedo que a empresa faliu e só depois quiseram correr atrás do prejuízo, nos antecipamos, e fizemos um novo processo de contratação, onde o contrato foi assinado no final de dezembro com a Codesavi SV, que será responsável pela obra, desde a ultima sexta-feira iniciamos a construção de uma guarita para proteção permanente e o serviço de limpeza do local, estamos apenas aguardando da caixa econômica federal a autorização de obra para que possamos dar inicio, acredito que nesta semana a caixa deva apresentar autorização. E importante informar que no serviço publico só e possível fazer aquilo que a lei nos permite, por isso os tramites burocráticos acabam retardando nosso desejo de agilidade. Outro aspecto importante é que ao assumirmos em janeiro de 2013 o obra contava apenas com 4 pessoas trabalhando na obra, hj este contingente e 4 vezes maior isso ocorre no rio branco que estamos com a liberação e estamos realizando a obra. Mas estou à disposição de todos para maiores esclarecimento, acho justo a sociedade acompanhar e cobrar dos gestores públicos, mais também e importante obter informações sobre o caso. Sobre a detonação dos prédios não ha questionamento, entretanto tivemos q tomar algumas atitudes posso afirmar que não tem omissão sou o primeiro a querer agilizar essas obras conheço o histórico das famílias q precisam de direito a uma moradia digna não existe outra pessoa que queira isso pronto significa o resultado de todo um esforço, mas temos limitação quero convidar a todos a uma reunião na habitação para mostrar o quanto estamos trabalhando para conseguirmos concluir essa obra e importante vcs conhecerem o histórico das nossas atitudes, sou realmente otimista senão teria largado o cargo, mas de espírito aberto estou à disposição para vcs acompanharem a obra, nosso planejamento. (quem quiser conferir o link)

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

De fato, deve haver “muitos” limites e interesses envolvidos nesta questão, e o resultado desta “lenga lenga”, se traduz na continuidade do abandono do prédios, enquanto o déficit habitacional explode, somente ao lado deste conjuntos encontra-se a favela México 70, uma das maiores da região, em que o problema da habitação é histórico. Somente do ano passado para cá, em torno de um ano, já ocorreram três incêndios, deixando centenas de pessoas na rua – o caso é sério – há muitas casas no México 70 construídas de madeirite com problemas na ligação elétrica, são casas muito próximas umas das outras – condições sub-humanas – pessoas de baixa renda, que não possuem condições de irem para um lugar melhor, e convivem dia a dia sobre o risco de outro incêndio, (isso sem contar todos os outros direitos violados, como saneamento básico, saúde, educação, entre outros que atingem o bairro) e o que o poder público tem feito para dar uma resposta concreta? Nada, se comparando ao tamanho do problema.

Para termos uma ideia, logo no início deste ano, o que assistimos foi a “super agilidade” para desapropriar pessoas na área continental, na Vila Ema, o caso saiu em toda a mídia local, onde um proprietário reivindicava um terreno que há cinquenta constitui-se um bairro – aí, houve responsabilidade com o meio ambiente e tudo mais. Na verdade, a responsabilidade era com o direito a propriedade, afinal, quantos terrenos em área de mangues existem na cidade que são ocupados por empresas para construção de estacionamento e caminhões de contêiner? Guardem na memória! Se daqui alguns anos este terreno da área continental não irá servir para alguma empresa.

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

Voltando aos prédios abandonados, as condições estão bem piores que há dois meses, estão todos destelhados, com a chuva destes dias, a infiltração deve estar uma maravilha, as empreiteiras agradecem o modo incompetente como os governos administram o dinheiro público. E não tem como utilizar outra palavra, além desta; INCOMPETÊNCIA e acrescentamos; À SERVIÇO DE QUEM?

Veja mais fotos aqui; 26 fotos

OBS: De dois em dois meses divulgaremos fotos dos prédios para acompanhar onde isso vai parar. E logo informações sobre os conjuntos Primavera/Penedo (que o secretário cita acima no texto), outro conjunto abandonado da cidade, que em março do ano passado removeu em torno de 300 famílias que ocupavam o conjunto – e está lá, também abandonado…

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México 70: Atingidos por incêndio vão às ruas e conquistam mais seis meses de auxílio aluguel

Foto: Diário do Litoral

Foto: Diário do Litoral

As famílias que foram atingidas por um incêndio em junho deste ano, na favela do México 70, na cidade de São Vicente, reivindicaram por moradia na última quinta-feira (31) e conquistaram junto a Prefeitura a prorrogação do auxilio aluguel que havia sido cortado no quarto mês, sendo que a Prefeitura havia acordado oito parcelas e não cumpriu. Segundo o Deputado Estadual Márcio França, o Ministério da Integração do Governo Federal depositou em torno de duas semanas antes, um milhão de reais para a Prefeitura de S.V fazer estes pagamentos. No entanto, o dinheiro não foi repassado às famílias. Ao todo são 366 famílias cadastradas e, segundo a Prefeitura, todas receberão suas casas.

Neste mesmo dia, (31) outro incêndio ocorreu no México 70 deixando mais 42 famílias desabrigadas. Estas foram cadastradas pela Prefeitura para entrar no programa de política habitacional da cidade e encaminhadas para o CECOF (Centro de convivência) em Samaritá – área continental de São Vicente. Porém, apenas nove famílias continuam no local. As outras foram para casa de amigos e parentes.

Com um déficit habitacional em torno de 19 mil moradias, São Vicente arrasta este problema há anos. A favela do México 70 é uma área de manguezal, ocupada no final da década de 1.960 que só ganhou luz elétrica e água encanada no início de 1.980 e sempre foi um local com problemas sérios de habitação (sem contar outros problemas de serviço público). Nos anos 1.990 a política de habitação do Governo do Estado construiu em parte da favela conjuntos habitacionais da CDHU, que deu uma “maquiada” no problema. Porém, expulsou muita gente que não podia pagar (daí temos um dos motivos que contribuíram para o crescimento da área continental). As que ficaram e não conseguiram casas, foram segregadas espacialmente no ambiente em que vivem.

A questão da habitação, de fato, é um problema muito sério que persiste há anos em São Vicente, mas não é nem nunca foi prioridade dos governantes, as políticas que são desenvolvidas são meramente eleitoreiras e não atendem a necessidade real das trabalhadoras e trabalhadores da região, além da quantidade de dinheiro que não devemos esquecer jamais; são cerca de 12 milhões que saiu dos nossos bolsos na construção do conjunto habitacional do Dique do Sambaiatuba, (leia aqui e aqui) e hoje, devido o abandono e o descaso, estão deteriorados e terão que passar por reformas, sendo que estavam prontos.

Por essas e outras foi de extrema importância a ação realizada por moradoras e moradores do México 70. O auxílio aluguel é um pequeno fruto da pressão popular e com organização nós podemos construir uma outra realidade.

Todo poder ao povo!

OBS: Continuaremos com este assunto.

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Centro Comunitário Saquaré: Próximas atividades e o resgate das culturas indígena e nordestina

14/09 – Pizzada e o resgate da Cultura Originária

No dia 14/09, próximo SÁBADO, a partir das 20h, acontecerá no Centro Comunitário Saquaré, México 70, uma Pizzada com um grande resgate cultural através da comunidade indígena da aldeia Paranapuã. Será o segundo encontro onde @s indígen@s apresentam sua cultura através da música, dança e artesanatos. É um grande momento de troca e reconhecimento de classe!

Confiram mais detalhes e um chamado especial da D. Gilda, uma das organizadoras:
Clique aqui para ouvir a entrevista

05/10 – Noite Nordestina

A Noite Nordestina acontecerá dia 05/10, também a partir das 20h, relembrando as raízes nordestinas, com muita comida típica, dança e uma surpresa muito boa: Uma grande roda de viola, com participação de vários violeiros e sanfoneiros da Baixada Santista.

D. Gilda explica melhor o que vai rola nesta noite:
Clique aqui para ouvir a entrevista

LOCAL:Centro Comunitário Saquaré: Rua. Mascarenhas de Morais s/n ao lado Igreja Bom Jesus dos Navegantes, atrás do mercado Atalaia cruzamento com a rua do canal. México 70, São Vicente.

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Familias do México 70 que foram atingidas por incêndio receberão a quarta e ultima parcela do auxílio aluguel este mês, e até agora as moradias nada.

Foto retirada da web

Foto retirada da web

As famílias que foram atingidas pelo incêndio no México70 em São Vicente a cerca de quatro meses receberão este mês a ultima parcela do auxílio aluguel. Segundo Mônica Morais uma das assistidas junto sua família pelo auxílio, até o momento a SEHAB Secretaria de Habitação de São Vicente não falou sobre o assunto, o que havia sido acordado no dia 25 de maio junto com todas as famílias na Escola Lúcio Martins Rodrigues é que o auxilio seria de oito meses, porém, na prática foram apenas quatro meses, e ninguém sabe ao certo como irá ficar daqui pra frente, pois segundo ela algumas garantias que foram prometidas não foram cumpridas, por exemplo, o cadastro de pessoas no programa do Governo Federal Minha casa Minha vida, assim como a liberação do FGTS, acrescenta;

“Nada daquilo que foi prometido foi feito, conversei com o secretário hoje pelo face e ele disse que o auxílio era apenas de seis meses, mas que está pedindo prorrogação no Ministério em Brasília, compartilha o vídeo, ele ainda fala que vai passar o pessoal que não tem cadastro na frente no Minha Casa Minha Vida e daria auxilio até sair o apartamento, eu sou cadastrada e vou receber logo o meu apartamento e os que não tem cadastro vão ficar na rua […] Ainda não foi feito esse cadastro para o Minha casa minha Vida só aqueles que já tinham cadastro, que é pelo Pac… Disseram uma coisa e fizeram outra, tá no vídeo. Não falam conosco.

Vídeo do dia em que SEHAB Secretaria de Habitação de São Vicente, e o Secretário Emerson Santos prometeu que nós do México 70 iriamos receber 8 meses de aluguel e que todos que não tinham cadastro só iria parar de receber o auxilio – só recebe-se o apartamento e agora estão querendo fazer tudo ao contrário (Esperamos uma Resposta ) Esse é o ultimo mês de auxilio Aluguel!  

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