Túnel Santos/Guarujá uma obra com orçamento que não para de $$$$$

A construção do túnel submerso que interligará as cidades de Santos e Guarujá está se tornando um negócio muito lucrativo, onde a especulação em torno da obra é absurda, pois, os números não param de subir. Inicialmente a obra foi orçada em R$ 1,3 bilhão – estimativa apresentada em março de 2012 pela DERSA (Desenvolvimento Rodoviário S/A) responsável pelo gerenciamento da obra. Em setembro de 2013 o Governador Geraldo Alckmin disse que o valor chegaria a R$ 2,4 bilhões, sendo que R$ 962 milhões seriam destinados especificamente à construção do túnel. O restante utilizado para obras viárias em Santos e no Guarujá e para desapropriações e reassentamentos.

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

Fevereiro deste ano em Audiência Pública a DERSA confirmou tal valor – em julho por motivos que de acordo com a empresa, o Comitê de Gestão do Banco Interamericano de Desenvolvimento, (que seria responsável pelo financiamento) não aprovou uma das cláusulas de formação de consórcios – com isso, todo o processo de licitação teve que ser reiniciado.

Daí, nesta terça-feira (6) após audiência com empresas interessadas no processo licitatório, a DERSA apresentou novamente o projeto desenvolvido junto com técnicos da empresa holandesa Royal Haskoning, e deu a notícia que o projeto da obra aumentou o valor para 2,8 bilhões de reais. Pois é… Incrível a especulação em torno deste túnel, e como tudo vira negócio. Bom lembrar, que no meio deste negócio, até agora, a resposta referente as remoções das famílias nas cidades de Santos (em torno de 300) e do Guarujá (1224) não foi dada, poucas são as informações a respeito, o poder público simplesmente ignora, e de certa forma vence pelo cansaço e pela desmobilização, uma vez e outra, puxa reunião com os moradores organizados para conversar e nada de concreto é apresentado, apenas a sugestão da construção de um conjunto habitacional – a velha tática política de ganhar tempo.

OBS: O processo licitatório das obras seguida da publicação do edital de pré-qualificação sairá no próximo dia 27 de agosto, a previsão para inicio das obras será em janeiro de 2015. Era para ter iniciada em julho, porém, o atraso é devido o calendário eleitoral e a mudança de financiador da obra, que não será mais pelo BID Banco Interamericano de Desenvolvimento, segundo o Governador Alckmin a verba provavelmente será do BNDS (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) Ou seja, dinheiro da federação, será que vão liberar?

Share

Presidenta Dilma Rousseff na Baixada Santista, investimento pra quem?

Foto: http://www2.planalto.gov.br/centrais-de-conteudos/imagens/anuncio-de-investimentos-do-pac2-mobilidade-urbana-para-a-regiao-metropolitana-da-baixada-santista

Foto: http://www2.planalto.gov.br

A visita da Presidenta Dilma Rousseff à Baixada Santista na última quinta-feira (26) tem uma porção de significados políticos e econômicos, mas uma das coisas que passa despercebido e precisamos nos atentarmos, é como este país tem dinheiro, e dinheiro público! E gasta-se, a todo momento uma quantia, (que não é pouca) em algum serviço, equipamento, projeto… Contudo, os resultados nem sempre resolvem os problemas da população, por que será?

A Presidente anunciou investimento de 456,3 milhões para a mobilidade urbana, e ainda fez cobranças aos administradores da região para se municiarem de projetos, porque a ideia do governo ao que parece “é para o infinito e além!” Brincadeiras à parte, o problema de mobilidade urbana na baixada é uma realidade concreta de extrema urgência, e que não será solucionado num passe de mágica. Porém, difícil acreditar que dentro dessa lógica mercadológica alguma coisa seja resolvida.

Primeiro; não é preciso ser especialista para saber que a maior parte deste investimento irá se diluir no bolso de corporações que irão prestar o serviço.

Segundo; o problema da mobilidade urbana na baixada perpassa a construção de um túnel ligando as zonas Leste e Noroeste de Santos, ajuda no escoamento do trânsito, mas não resolve. Entretanto, o caminho que todos os governos estão tomando é o contrário, obras faraônicas de grande impacto social e ambiental, e pouquíssima, ou nenhuma discussão de alternativas realmente sustentáveis.

Terceiro; abrem um túnel de um lado para escoar o trânsito e colocam mais carros de outro. Como assim? Porque isso é o quê irá acontecer com a construção do outro (polêmico) túnel (submerso) que interligará as cidades de Santos e Guarujá, e que segundo o projeto da DERSA (Desenvolvimento Rodoviário S.A.) injetará 14 mil veículos por dia na cidade com projeção para 40 mil nos feriados. Entenderam?

Mobilidade urbana tem que tirar carro da rua, e não colocar mais, pra isso tem que ter transporte público de qualidade; tem que ter ciclovia; tem que ter planejamento de cidade e tratando-se de Baixada Santista tem que ter planejamento metropolitano, porém, o quê se vê é apenas bravatas, e obras sendo realizadas de qualquer forma, além de dinheiro público sendo gasto aos montes, servindo apenas para enriquecer empreiteiras e sustentar políticos. Enquanto essa lógica de colocar investimento direto nas mãos de corporações predominar, nada irá se resolver.

Em fevereiro deste ano o Governo Federal anunciou recurso de 143 bilhões, que seriam investidos nas cidades sede e subsede da Copa do Mundo. Vamos pensar sobre estes números e avaliar o que mudou, ou o quê irá mudar para a população, pois na prática (sem fatalismos) os transportes públicos continuam lotados e de péssima qualidade, o trânsito continua um caos, traduzindo; o serviço público continua sucateado e toda essa violação de direitos é sustentada com dinheiro dos trabalhadores, e não da Sr.ª Dilma que só veio à baixada demarcar território e fortalecer campanha política.

Sobre os 143 bilhões para mobilidade urbana

O Governo Federal declarou que este investimento é uma resposta as reivindicações das jornadas de junho, balela, o que está fazendo é colocar ainda mais dinheiro público no bolso de empresas mafiosas/que monopolizam os serviços públicos de transporte, de construção civil, de prestação de serviço, entre outros que vão se tornando alvos deste capitalismo selvagem, corporativo e parasitário.

Para termos uma ideia, as empresas de transporte público recebem fortunas anualmente, na cidade São Paulo em 2013 o município gastou em torno de R$ 1,25 bilhão para subsidiar empresas privadas de ônibus, em 2011, as empresas obtiveram de lucro cobrindo todos os custos, R$ 1,2 bilhão. Aí temos que citar que essas empresas de transporte entram no rol de empresas financiadoras de campanhas de partidos políticos. E citamos também as empresas (mais conhecidas como empreiteiras) que prestam dos mais variados serviços, e colocamos como exemplo, Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez que de acordo com uma pesquisa do Instituto Mais Democracia;

“Entre as eleições de 2002 e 2012, juntas, as quatro empresas investiram mais de R$ 479 milhões em diversos comitês partidários e candidaturas pelo Brasil. No Estado do Rio de Janeiro, o PMDB é de longe o partido mais beneficiado, com R$ 6,27 milhões, mais que a soma dos quatro seguintes: PT, PSDB, PV e DEM. Porém os repasses podem ser ainda maiores em anos não eleitorais. Em 2013, por exemplo, somente a Odebrecht repassou R$ 11 milhões dos R$ 17 milhões arrecadados pelo PMDB.”

Por isso, reafirmamos, este país tem dinheiro, pertence à população, mas a forma como está sendo gerido nunca trará mudanças radicais para a vida da população.

Vivemos uma ditadura corporativa, ou a população se organiza coletivamente para mudar essa realidade e rompe também com essa lógica de acreditar num ser “bonzinho que vai lutar pelo povo”, ou, continuaremos vivendo esta farsa democrática, onde uns têm privilégios e outros a exclusão social de direitos.

OBS: Indicamos esta matéria sobre as corporações financiando campanhas partidárias, produzida pelo Instituto Mais Democracia do Projeto Quem são os proprietários do Brasil. Vale a pena ler!

Share

Cidade de Santos e a política da desocupação.

Uma cidade comandada pela construção civil que ergue enormes prédios comerciais pelo município, desencadeando uma onda de especulação imobiliária, também impulsionada pelo sonho do pré-sal, (que continua debaixo d’água) a política da Prefeitura de Santos tem sido a do loteamento da cidade; desocupar e vender.

Foto-0045

Foto: Rádio da Juventude

Nesta última semana veio à tona a informação por meio de uma matéria do jornal A Tribuna que a Prefeitura acordou com o Grupo Pão de Açúcar, a desocupação do imóvel, onde está localizado o Fórum da Cidadania de Santos, pois neste local será instalada uma base comunitária da Polícia Militar, sendo que a atual base da PM será demolida devido às obras do VLT (Veículo Leve sobre Trilho).

Para quem não conhece, o Fórum da Cidadania de Santos é um espaço sem fins lucrativos que reúne organizações sociais, entidades e cidadãos. Cujo objetivo é mobilizar a sociedade a discutir direitos e deveres sociais, além de promover diversos projetos sociais e culturais – sendo um dos poucos espaços em Santos em que organizações populares podem utilizar como espaço de discussão e de formação política.

Passar por cima do Fórum é destruir um espaço que ainda permite e promove discussões sérias sobre diversos assuntos, à impressão, é que a Prefeitura não possui a menor sensibilidade social, para ela uma base da polícia é bem melhor que um local de produção de ideias. Por que será?

OBS: Não houve consulta popular, e nem das pessoas que gestionam o Fórum.

Share

Conjuntos habitacionais em São Vicente: Uma década de abandono

Foto: Rádio da Juventude -março de 2014.

Foto: Rádio da Juventude -março de 2014.

Abandonados há uma década, os conjuntos Primavera/ Penedo localizados no Dique do Sambaiatuba, serão comprados no próximo dia 20 de maio de 2013, concluindo as negociações entre a Caixa Econômica Federal e a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano). Segundo informações da Secretária de Habitação de São Vicente essa negociação garantirá mais 500 unidades para a cidade.

Um pouco da história destes conjuntos

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

Estes conjuntos foram abandonados pela Incorporadora Nogueira Empreendimentos que abriu falência em 2005, (mas desde 2004 as obras estavam paralisadas). Quem tiver a oportunidade de ir até o local, verá o símbolo do descaso do poder público, da incompetência política de quem governa e da ineficiência estatal, foram gastos cerca 12 milhões oriundos FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).

No dia 11 de março de 2013,

Foto: Rádio da Juventude - desocupação no Sambaiatuba - SV -março de 2013

Foto: Rádio da Juventude – desocupação no Sambaiatuba – SV -março de 2013

Estes conjuntos foram palcos do despejo de 700 famílias que os ocupavam. Partes dessas famílias removidas foram locadas num poliesportivo da Prefeitura na área continental, onde enfrentaram diversas dificuldades devido à falta de estrutura para abrigar famílias com crianças e pessoas idosas, outras partes, se dispersaram em casas de familiares e amigos.

Image18De acordo com a Prefeitura todas as famílias despejadas foram cadastradas em programas de habitação da cidade, além de um cadastro socioeconômico. Quanto aos conjuntos, foram colocados vigilantes para garantir que novas ocupações não ocorressem, e o planejamento junto à caixa econômica sobre o destino dos prédios daria início, ao que parece neste dia 20 de maio de 2013, mais uma promessa foi datada. Afinal, desde 2005 que há muitas explicações e promessas e nenhum resultado, e após dez anos de abandono, os prédios estão completamente deteriorados. Será que agora uma solução realmente será colocada em prática? Afinal, o jogo de empurra entre governo municipal, do estado e federal até agora não resultaram em nada.

Lembrando,

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude -março de 2014

Em São Vicente no bairro Parque Bitarú há outro conjunto seguindo pelo mesmo caminho, já denunciamos aqui no blog e pelo perfil da Rádio no Face, inclusive, o Sr Secretário Emerson Santos respondeu a situação deste, dizendo que; “estamos apenas aguardando da caixa econômica federal a autorização de obra para que possamos dar início, acredito que nesta semana a caixa deva apresentar autorização. É importante informar que no serviço público só é possível fazer aquilo que a lei nos permite, por isso, os trâmites burocráticos acabam retardando nosso desejo de agilidade”. Pois é, estamos no mês de maio, e de acordo com a burocracia estatal, esses conjuntos vão continuar se deteriorando e o dinheiro público indo para o ralo, ops! Ralo não, para as construtoras, pois, projetos de habitação são um grande negócio neste país, o Minha Casa Minha Vida, por exemplo, tem um aporte de 34 bilhões, valor estimado pelo governo federal, que desde 2009, pretende construir um milhão de moradias – agora, será que estas moradias realmente serão construídas? Na prática a situação de abandono de obras decorrente de falência de construtora ocorre no país inteiro, e tornou-se um dos maiores golpes para surrupiar dinheiro público, e ninguém nunca é responsabilizado.

Um belo exemplo que a população sem teto vicentina deveria pensar a respeito, é na organização de um movimento de moradia de ocupação popular, nada de esperar pelo poder público, moradia é um direito, por isso, ocupar é um dever!

Abaixo alguns vídeos de movimentos de moradia que atuam de forma combativa e dão exemplos de resistência, luta e autonomia – sem ficar na dependência do Estado, que só esta aí para atrapalhar e acirrar ainda mais as desigualdades.



Este Doc. possui quatro partes, ao término do primeiro o segundo irá ser linkado, só clicar e continuar assistindo.

Share

Grafites e pixos: contrastes e saturações?

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

Essas fotos foram tiradas na cidade de Santos, reparem que todos os grafites e pichações foram construídos em locais deteriorados, abandonados e quase que invisíveis para a fria selva de concreto em que vivemos.

IMG_2728A primeira coisa que penso antes de qualquer discussão, é que há muita coisa interessante produzida e que está disposta aí, na faixa, para observar, contemplar, fotografar, ou, sei lá – se este era o objetivo dos autores, não sei, talvez não, creio que seja muito mais como uma forma de ressignificação do espaço urbano, uma provocação – ou, não seja nada disso, só viagem deste que escreve, talvez.

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

Porém, o que temos de prático, não dá para dizer que são construções neutras, somente a localização que se encontram, já criam uma infinidade de simbolismos, e somadas com as escritas que contém algumas, revelam o teor artístico crítico, cuja finalidade está muito mais ligada a uma movimentação de contestação, que apenas a ideia de arte pela arte.

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

Mas que contestação seria essa?

Seria o reflexo dos contrastes e saturação urbana que vivemos hoje nas grandes cidades, onde o espaço urbano segregacionista, individualista e cruel devora a todos?

IMG_2751Continuarei com este assunto.

Deixo aqui o início de uma série de fotos que pretendo tirar pela região da baixada santista, pois há muita coisa bacana que vale a pena circular pela rede.

Todas as fotos aqui

Share

Audiência pública em Santos é realizada debaixo de vaias e protestos

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

Nesta terça-feira (18) ocorreu a audiência pública sobre a revisão do EIA/ RIMA (Estudo de Impacto Ambiental) para a implantação da ligação viária (túnel submerso) entre Santos e Guarujá. Os moradores organizados do bairro do Macuco juntamente com outras organizações sociais e pessoas solidárias estiveram presentes e questionaram a obra e deixaram explicito por meio de vaias e apitos que não aceitam as remoções que implica o projeto, e apontaram principalmente a legitimidade da audiência, sendo que o presidente da Dersa, Laurence Casagrande Lourenço em reunião com os moradores chegou a afirmar que audiência pública costuma ser um teatro (numa outra vez este mesmo Presidente já havia afirmado que não se constrói omelete sem quebrar ovos), revoltados os moradores fizeram diversas pontuações da forma autoritária, antidemocrática e não transparente como tudo tem se dado, onde um projeto dessa magnitude simplesmente é elaborado sem consulta popular, afirmaram que não aceitam perderem suas casas, e estão cansados de mentiras por parte da Dersa, do governo municipal de Paulo Alexandre Barbosa que nunca se importou em comparecer em uma audiência, e de um legislativo omisso. Porém vão resistir e não haverá um dia sem luta enquanto este traçado do túnel não for alterado.

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

O presidente da casa legislativa de Santos, o vereador Sadao Nakai (PSDB) pronunciou que vem discutindo com alguns vereadores a construção de um residencial para as pessoas desapropriadas, mas a população em vaias respondeu que não haverá remoção no Macuco e pronto. Diversas pessoas falaram e de resposta obtiveram a irredutividade do posicionamento do governo por meio da Dersa.

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

De fato, o que ficou claro, foi que as remoções irão ocorrer se o túnel Santos/Guarujá for construído, somente no Guarujá em torno de um mil e trezentas famílias serão desapropriadas. Absurdo!

Vale lembrar que mesmo nestes momentos difíceis, os políticos profissionais fazem desta trágica situação vivenciada pelos moradores, de palanque eleitoral, muitos pediram para falar, e não fizeram nada além de campanha politica; atacando partido A e B e já contando vantagem na eleição deste ano. (Péssimo)

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

Ao término o Presidente da Dersa chegou a dizer que o dinheiro também viria da esfera federal. O seja, guerra de grupos partidários, enquanto os moradores só desejam defender suas moradias.

Pra aqueles que defendem o progresso como dito em algumas falas de políticos partidários de A, B e C, que este progresso venha com maior qualidade de vida para as pessoas; saúde, educação, cultura, lazer, transporte… E não com megaprojetos.

A obra esconde uma série de problemas;

Pra onde irá o lixo químico do canal do Estuário?
Onde está o estudo de impacto de vizinhança?

O impacto ambiental e social será desastroso para a região, irão destruir um bairro histórico e aumentar ainda mais o fluxo de carros na cidade, resolver a questão da mobilidade urbana é balela, o que teremos é mais dióxido de carbono no ar, contribuindo para a poluição e superaquecimento da cidade. Tudo isso, sem contar as pessoas que moram no Estuário e Macuco expostas a insalubridade dos produtos químicos e da área continental de São Vicente que receberão o lixo.

Pra além,

O investimento desta obra poderia, por exemplo, resolver o déficit habitacional do Guarujá, que está em torno de 35mil, Porém, a verdade que não aparece na mídia, (que apenas propaga tendenciosamente que 87% da população é a favor do túnel) é que esta é mais uma obra faraônica cujo objetivo é atender empresários e não a população, revelando claramente o quanto o PSDB e seus aliados no legislativo são inimigos da classe trabalhadora e pretenderm higienizar a cidade de Santos.

Assista aos vídeos;

Share

Término do contrato de serviço de transporte em Santos: E agora José? Aumentar a concorrência ou a gestão popular direta?

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

A Piracicabana é a empresa que monopoliza todo o serviço público de transporte coletivo na região da Baixada Santista, englobando as cidades de Santos, Cubatão, São Vicente, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe. Desde 1.994 com sua política de expansão vem comprando as empresas concorrentes e assumindo o total controle do meio de transporte que existe na baixada, de lá para cá, demitiu cobradores, elevou as tarifas, retirou linhas de circulação, acumulou função aos motoristas, implantou aliada ao poder executivo de Santos a obrigatoriedade do cartão nas linhas municipais, recusando pagamento da tarifa em dinheiro, ou seja, é uma empresa que manda e desmanda no serviço público de transporte da região, e são poucas as vozes dissonantes do poder público, legislativo ou judiciário, que enfrentam essa máfia do transporte que só tem oferecido um péssimo serviço à população, e mesmo assim, é bem provável que a renovação do contrato ocorra.

Término do contrato

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude – foto ilustrativa, este valor se refere a passagem do bairro Japui SV até Santos, hoje está em R$ 3,85. Absurdo!

Em março de 2014 termina o contrato de prestação de serviço de transporte em linhas municipais na cidade de Santos, há vinte anos a Piracicabana monopoliza o serviço – a renovação do contrato está em andamento e pode ser para mais oito anos. A pergunta é; queremos que essa “M…” de Piracicabana continue gerindo o serviço?

Na mídia oficial, pouco, ou nada se levanta de questionamento a respeito – o poder executivo em Santos tem sido omisso em não divulgar em como está este processo de licitação de contrato, o que denota conivência com a renovação, e isso se fará em silêncio, sem consulta popular. O vereador do partido dos trabalhadores (PT) Evaldo Stanislau enviou um requerimento ao legislativo para que se oficie ao Prefeito nos termos do artigo 58 da lei orgânica, com algumas indagações; se haverá licitação, ou prorrogação do contrato vigente, além do pedido de abertura à discussão popular.

Pelas redes facebook e twitter algumas pessoas já estão discutindo que seria importante abrir o leque de participação de outras empresas a concorrerem ao serviço. E aí cabe outra pergunta? Queremos outra empresa lucrando e nos oferecendo outra “M…” de serviço? Ou queremos gestão popular?

São pontos bases e muito simples que precisam ficar claros; licitação pra que? E pra quem? Queremos e temos que exigir gestão popular de forma direta! Ok? Ah! Não dá… Então vamos brigar! É preciso mobilização popular para inviabilizar essa farsa licitatória que mais uma vez financiada e orientada pela máfia do transporte irá continuar usurpando e sucateando o serviço público de transporte. E no final, quem irá pagar as contas? Bora pra luta então!

A Prefeitura em seu silêncio revela seu posicionamento, óbvio! Após o acordão que o Sr. Prefeito Paulo Alexandre Barbosa fez no ano passado com a Piracicabana; de colocar circulares com ar condicionado e sinal wifi para rodar na cidade, e de segurar o aumento da tarifa até a renovação do contrato – quem acredita que o contrato não será renovado, melhor se movimentar, porque irá sim, se não houver resistência.

Pelo Poder Popular!

“Un pueblo fuerte no necesita líderes” Emiliano Zapata

Share

Audiência Pública sobre a construção do túnel Santos/Guarujá. Desapropriação não!

Audiência Pública

Nesta terça-feira (18) acontecerá a audiência pública sobre a revisão do EIA/ RIMA (Estudo de Impacto Ambiental) para a implantação da ligação viária (túnel submerso) entre Santos e Guarujá. A participação popular e a anulação desta audiência é fundamental para deter este megaprojeto  que serve apenas aos empresários e irá desapropriar centenas de pessoas – somente no Guarujá estima-se que 1.500 familias serão removidas.

Local: Arena Santos –  Avenida Rangel Pestana, 184 – Santos -SP

Horário: 17h, 

Leve sua faixa e seu protesto!

Insumos:

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

Macuco um bairro de luto. Desapropriação não!

Quem tiver a oportunidade de passar pelo bairro do Macuco em Santos irá se deparar com diversas bandeiras negras penduradas pelas casas com a seguinte mensagem; “Aqui, túnel não!”. O motivo das bandeiras negras segundo os moradores é um protesto em relação à construção do túnel que interligará as cidades de Santos e Guarujá que irá desapropriar centenas de pessoas nas duas cidades sem consulta popular, e além do protesto, também simboliza o luto das pessoas, por perderem suas casas que durante anos construíram com muito trabalho, esforço e dedicação. 

Segundo os governos municipal e estadual a construção do túnel irá contribuir para a cidade no que diz respeito à mobilidade urbana, no entanto, difícil acreditar que aumentar o fluxo de automóveis nas ruas irá resolver algum problema, de acordo com o projeto de construção do túnel que está disposto no site da Dersa (para qualquer um ler), haverá pistas do túnel para passagem de caminhões, ou seja, é um projeto de expansão portuária para escoamento de cargas, assim, como servirá como porta de entrada para turistas que descem de São Paulo para o litoral, de modo que estes dois pontos já revelam que essa obra faraônica irá deflagrar num aumento significativo do trânsito na cidade, sendo que a cidade já possui este problema, por exemplo, em horários de picos, só quem volta do trabalho no transporte público, ou mesmo de carro e tem que enfrentar a Afonsa Pena, Avenida da Praia ou Perimetral sabe o quanto é complicado trafegar, distâncias pequenas, chegando a levar duas ou três vezes o tempo que deveria, senão fosse o trânsito. Agora, estes pontos não estão sendo discutidos. Apenas uma grande cortina de fumaça que vem sendo erguida para não deixar a população santista perceber o problema que está sendo construído a revelia de consulta popular.

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

Por isso, as bandeiras negras erguidas pelos moradores do Macuco, é uma brilhante ideia para questionar e chamar toda a população para uma reflexão profunda sobre o tipo de cidade que queremos, e qual o papel neste caso da atuação popular. Ficar assistindo e deixar que o problema se instaure, ou resistir e lutar?

Que essa decisão emane do povo. Muito mais que um túnel, o povo quer ter o direito de exercer sua autonomia.

Macuco

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

Pra quem não sabe o bairro do Macuco é um dos mais antigos bairros da cidade de Santos, um dos poucos onde as crianças brincam nas ruas, os moradores podem sentar a calçada e curtir um final de tarde. Na verdade, é um dos poucos bairros em que a especulação imobiliária ainda não derrubou, porém, vem sendo alvo da expansão portuária e de um projeto que pretende erradicar o bairro da forma como o conhecemos hoje.

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Naira Teixeira – Sr Eulálio, morador do Macuco há cerca 30.anos 

Considerado um dos primeiros bairros operários da região, sua importância histórica e cultural está diretamente associada ao patrimônio social da cidade de Santos. Por isso, é preciso documentar e resistir as formas de ocupação meramente econômicas, que além de estar destruindo o bairro está destruindo a memória e a história viva das pessoas que nele residem.

Abaixo, alguns vídeos com depoimento dos moradores do Macuco;

Share

E o ano de 2014 começa com despejos em São Vicente

No terceiro dia do ano de 2014, quatro casas de moradores de uma ocupação na área continental foram demolidas na cidade de São Vicente. Segundo a prefeitura, elas estavam em Área de Preservação Ambiental Permanente, e como de praxe todos os aparatos de um despejo estavam presentes: Secretaria de Habitação, de Obras, de Meio Ambiente, também a Defesa Civil, Polícia Militar, Ambiental, Guarda Civil Municipal e Codesavi (Companhia de “Desenvolvimento” de São Vicente). Esta operação, segundo o secretário de Habitação, Emerson Santos, teve como objetivo coibir e não permitir a expansão dessas invasões. (Notas da Prefeitura sobre a ação do dia 03 e do dia 07)

Essas ocupações vêm explodindo pela região nos últimos anos, e por isso, cabe a reflexão sobre essa política de coibir. Há muitos significados por trás dela, temos que aguçar nossos olhares, afinal, historicamente a maior parte da área continental é de ocupação. Próximo a este local em que foram retiradas estas casas, há mais umas duzentas e poucas, ou seja, há mais um bairro em processo de desenvolvimento na base da ocupação mesmo, porque é assim que funciona (infelizmente ou felizmente). Sem esquecer que, desde que Martim Afonso aqui chegou, tudo, absolutamente tudo é área de invasão. Inclusive sua casa e a minha.

ocupac3a7c3a3oilegal(Este local onde há esse bairro em desenvolvimento, é conhecido como Fazendinha e fica na Vila Ema, e faz algum tempo que um suposto proprietário reivindica seu direito pelo terreno, inclusive, entrou com ação no (MP) Ministério Público, que pediu soluções à Prefeitura – o caso arrasta-se).

(Na Vila Ema, estão sendo construídos 380 apartamentos no Residencial São Vicente II, com recursos do Programa Minha Casa Minha Vida, porém, não  beneficiará estas famílias se houver despejo.)

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude – México 70 -vista da ponte do mar pequeno.

O déficit habitacional em São Vicente é histórico (sendo a cidade um recorte do resto do país). Por exemplo, a favela do México 70 é toda uma área de ocupação, área de manguezal que pertencia à Marinha, foi ocupada no final da década de 1960, e trinta anos depois, na década de 1990, iniciou-se um processo de organização habitacional por meio de um projeto do Governo do Estado – CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano). Vinte anos depois, ainda é um problema, devido a um modelo de habitação segregacionista.

Foto: Rádio da Juventude - desocupação no Samabaiatuba - SV

Foto: Rádio da Juventude – despejo em março de 2013 no Samabaiatuba – SV

Aí podemos citar também o Dique do Sambaiatuba, outra área de ocupação que pertencia à Marinha, e que se constituiu em outra das maiores favelas de São Vicente, com problemas de todo tipo no que diz respeito a direitos sociais – onde foram construídos três conjuntos habitacionais, que se deterioraram devido à incompetência administrativa municipal, estadual e federal, e, em 11 de março de 2013 o MP (Ministério Público) mandou despejar cerca de 700 familías que haviam ocupado os conjuntos, e a Prefeitura em sua política de vencer pelo cansaço, cadastrou as famílias em programas de habitação em resposta à pressão da mídia oficial que especulou a situação.

Foto: Rádio da Juventude - Conjuntos no Parque Bitarú abandonados.

Foto: Rádio da Juventude – Conjuntos no Parque Bitarú – SV, abandonados. Dinheiro público gasto afundando na lama.

Há outros conjuntos em São Vicente de projetos de habitação seguindo pelo mesmo caminho (logo mais matéria completa a respeito). No Parque Bitarú, conjuntos se deterioram aos poucos, abandonados após terem ficados ¨quase¨ prontos, enquanto há inúmeras pessoas sem ter onde morar. (São 416 unidades com recursos do PAC. Os  beneficiados são os moradores do Dique do Meio e Saquaré, no México 70. Só que não, de acordo com o abandono.

Infelizmente essa é a realidade, a mesma que defende a propriedade privada por meio do Estado, que defende falaciosamente o meio ambiente, mas quando é para construir pátios de container, de produto químico, construir túnel, viaduto, aí não tem problema. O problema é construir moradia para pobres, e o problema mesmo é quando os pobres se organizam e constroem suas moradias! Aí… É despejo, essa é linguagem e a política de habitação que todo governo entende e promove há décadas.

Portanto, em 2014 a política do trator continuará sobre a população pobre vicentina e o sonho de um teto para viver não virá com uma canetada, somente continuará sendo conquistado com luta e organização.

Foto: Rádio da Juventude - Conjuntos abandonados no Parque Bitarú SV

Foto: Rádio da Juventude – Conjuntos abandonados no Parque Bitarú SV

1. Quem puder visitar o México 70 poderá entender melhor o termo segregacionista que utilizamos, pois, lá ainda existe muitos problemas de habitação, inclusive nos conjuntos construídos pela CDHU que supostamente eram para resolver. OBS: As famílias que moram sobre o dique da rua do canal e da rua mecanizada, que são as mais atingidas e residem em condições sub-humanas continuam aguardando promessas da Prefeitura.

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude – despejo em março de 2013 no Sambaiatuba

2. Nestes três conjuntos do Dique do Sambaiatuba foram gastos 12 milhões, (O dinheiro da obra veio do FAT fundo de amparo ao trabalhador) ficou pronto em 2004, porém, logo foi abandonado pela burocracia e pela incompetência municipal, estadual e federal que em 2005 não sabiam se o projeto iria virar “Minha casa minha vida” ou ficaria como obra do PAR. Em 2007 a CDHU entra como Administradora, mas a obra fica novamente emperrada, porque parte do dinheiro virá do PAC, outra parte do Estado e outra do Município, só que… Nada aconteceu e o prédio continuou abandonado. Com isso, a população foi ocupando e retirando o que precisava. Depois de inúmeras denúncias, agosto de 2010, a Prefeitura de São Vicente e a Caixa Econômica Federal anunciaram que as obras seriam retomadas com previsão para novembro de 2011.  Em 2012 nada aconteceu. Março de 2013 o MP despeja as 700 famílias que residiam no local. Janeiro de 2014 os conjuntos continuam se deteriorando e nada sendo feito.

3. A Prefeitura gaba-se de ter entregado cerca de 1.000 unidades no ano de 2013, mas este é um resultado de anos e risório comparado ao déficit da cidade que segundo o Prefeito Bili está em torno de 20 mil, e com certeza é para mais considerando toda a região periférica de São Vicente onde pessoas vivem em condições sub-humanas. Agora, se todo o dinheiro desperdiçado em obras que terão que ser refeitas, sem contar o dinheiro do PGU que  desapareceu e ninguém sabe onde está, mas aí é outra matéria, fosse repassado direto para organização popular de moradia, com certeza muitos problemas já teriam sido resolvidos, correto?

Share

Moradores do Macuco/Estuário em defesa de suas moradias e famílias!

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

Sexta-feira dia 13 de dezembro de 2013 os moradores do bairro Macuco e Estuário em Santos que lutam contra as desapropriações devido à obra do túnel Santos/Guarujá realizaram uma passeata pacífica em torno do bairro para alertar e convidar as pessoas a participarem dessa luta. A passeata foi composta por crianças, jovens, adultos e idosos. (além de organizações sociais que estão solidárias com essa luta, por entenderem que ela é de toda a sociedade da baixada santista).

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

A passeata foi acompanhada pela bateria da X9, e mostrou toda a força, alegria e cultura dos moradores que estão nesta luta para preservar um bairro importante historicamente para a região, um dos últimos bairros operários em que a especulação imobiliária ainda não expulsou, mas que se esta obra for consolidada, é certo que será o primeiro passo para varrer o bairro do mapa, transformando num bairro sem casas apenas com edifícios e grades, onde as crianças não brincam nas ruas e nem as pessoas conhecem seus vizinhos.

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

Dia 15 domingo visita do governador de SP

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

Moradores do Macuco recepcionaram com vaias e muito protesto a vinda do Governador Geraldo Alckmin a Santos, que às 18h esteve com o Prefeito Paulo Alexandre Barbosa (além de outros políticos da região) no Centro Cultural da Zona Noroeste para assinar a autorização para que a Dersa publique o edital para a construção do Túnel Santos-Guarujá.

Mobilizados a cerca de dois meses, os moradores têm cobrado os vereadores e principalmente o Prefeito que até então, tratava com eufemização a reivindicação dos moradores, dizendo que estava tudo bem, que ninguém ia ser prejudicado, porém, ao lado de Alckmin o Prefeito deixou claro aos moradores do Macuco que; o túnel será construído e haverá desapropriações, acrescentou em seu discurso que o Macuco é o melhor local para ser construído o túnel segundo os estudos que foram feitos, e que as pessoas precisam entender a importância desta obra

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

Já o engenheiro responsável pela obra da DERSA tentou explicar a obra apresentando todo o traçado num mapa da região por onde o túnel irá passar, tendo a frase pronunciada: “não se faz omelete sem quebrar os ovos”. (talvez porque não seja a casa dele que será destruída) Péssimo e comprovou a forma escrota como esta obra esta sendo elaborada.

Segundo os moradores há em torno de 160 casas somente na Rua José do Patrocínio no bairro do Macuco, rua esta, onde será a passagem principal do túnel, porém, há as alças de acesso ao túnel, que obviamente haverá desapropriações, isso na parte de Santos, segundo o mapa que estava sendo apresentado – na cidade do Guarujá as desapropriações serão ainda maiores.

DSC00275

Guarujá

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

O governador convidou os moradores para conversar, dizendo que estava disposto a ouvi-los, uma comissão de moradores chegou a se reunir com as autoridades após o cumprimento de protocolo, mas ao que parece o governador apenas encenou democracia para não subir a serra com fama ainda maior de antidemocrático.

Outros políticos da região estiveram presentes, o ex-prefeito Papa, o vereador Carabina, o Deputado Luciano Batista, entre outros, o Papa chegou a conversar com os moradores, onde tentou explicar a questão da mobilidade urbana, dizendo que o túnel tem sua importância neste sentido. (só se esqueceu de dizer que o problema da mobilidade é outro problema sério, culpa da incompetência administrativa de anos na região, inclusive dele, e que mais carro na rua, significa matematicamente expulsão das pessoas, e que o modelo de cidade que estão construindo hoje em Santos não é para todos, somente para os ricos, de forma que a população pobre está sendo varrida da região com o aval silencioso de todos os políticos).

Denunciamos: Enquanto a reunião da comissão ocorria, os moradores que ficaram do lado de fora aguardando, foram assediados por vários P2. (policias infiltrados para provocar tumulto) Estes policiais exerceram o papel de aterrorizar os moradores do Macuco, se passando por moradores de quebrada, de favela, dizendo que a Zona Noroeste é a “quebrada deles e que ninguém ia tirar a quebrada deles”. Um rapaz nervoso com a situação chegou a discutir com um P2 e foi ameaçado, teve que se retirar. Ótima tática utilizada para provocar terror nas pessoas. Não passará!

Adendo – A bolha imobiliária

Empreendimento da Odebrecht em Santos: quartos de hotel que custavam 13.800 reais o metro quadrado foram vendidos em dez dias

Empreendimento da Odebrecht em Santos: quartos de hotel que custavam 13.800 reais o metro quadrado foram vendidos em dez dias

Nos últimos anos a cidade de Santos tem vivido um processo intenso de boom imobiliário, segundo o plano diretor da cidade: “Santos é a cidade brasileira com maior índice de verticalização, tendo 63% dos domicílios ocupados permanentemente em apartamentos. A indústria da Construção Civil, ao longo da última década, produziu 343 empreendimentos verticais, construindo 5.953.764,29m²”.

O resultado desta verticalização reflete no aumento exorbitante dos imóveis, do IPTU, de um custo de vida aquém da realidade de toda a população, pra além, na construção de um modelo de cidade extremamente desigual, construída para uma determinada classe social, aquela que tem poder aquisitivo, as outras, são automaticamente expulsas.

Todo este crescimento também está relacionado a uma expectativa econômica da indústria de petróleo e gás, além de obras de infraestrutura que irão iniciar até 2014; VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) Túnel Santos/Guarujá – e não devemos esquecer que em Santos está localizado o maior porto do país, há estimativas de aumentar em 150% o volume de cargas, o governo estadual já anunciou a construção de um novo terminal de cargas que será usado para o embarque e desembarque em navios de cruzeiros marítimos e estuda a construção de um túnel submerso que vai unir o bairro do Valongo à região portuária prometendo acabar com as filas de caminhões que desembarcam mercadorias no local. Todas essas obras apostam em mobilidade urbana e apontam dois questionamentos;

  1. Mobilidade urbana pra quem?
  2. Construir cidade pra quem?

Todas essas obras abrem ainda mais caminho para a especulação segregando os espaços urbanos e empurrando a população pobre para mais longe.

Toda revitalização urbana trás o discurso desenvolvimentista de melhora de qualidade de vida das pessoas, mas nunca explica que o preço é caro, desumano e desnecessário. Precisamos mesmo destas obras? Deste modelo de cidade?

Àudios.

Share

Santos: Movimento Saia Pra Rua Pelo Macuco! Desapropriação não!

1476057_623419581027378_1916819371_nNesta sexta-feira (13) vai ocorrer no bairro do Macuco em Santos o Movimento Saia Pra Rua Pelo Macuco, a ideia é mobilizar as pessoas em relação as desapropriações que foram anunciadas pela Prefeitura com a contrução do túnel que interliga Santos/Guarujá, convidando as pessoas do bairro e também toda sociedade a discutir esse projeto que a princípio trás um teor de desenvolvimento benéfico para a região, mas, ao contrário, se revela prejudicial na medida em que irá aumentar o fluxo do trânsito na cidade, inserindo mais dióxido de carbono no ar, acarretando aquecimento nos bolsões da cidade, além de basicamente acabar com um bairro que tem uma importância histórica e cultural para toda a Baixada Santista, sem contar as famílias que perderão suas casas, tudo isso, é motivo o suficiente para barrarmos tal obra.

Concentração na rua José do Patrocíonio a partir das 18h30min, próximo a Senador Dantas em Santos.

Ouça áudio com o convite de Débora Camilo

Sobre a organização dos moradores;

Share

Reintegração de posse ou limpeza social? Cubatão e Guarujá despejam centenas de pessoas

993750_542885595795350_31830027_n

Foto: Perfil de Cubatão Fail – Moradores da Vila Caic montam barricadas para impedir acesso da tropa.

Uma série de remoções têm sido desencadeada na Baixada Santista com a espúria justificativa de reintegração de posse de áreas ocupadas. As Prefeituras de Guarujá e de Cubatão já colocaram centenas de pessoas nas ruas. Somente nestas últimas duas semanas foram duas desocupações, e há previsão de mais – as Prefeituras quando questionadas sobre tal atuação, respondem que estas “invasões” são em locais de risco, de proteção ambiental, entre outras justificativas que denotam irregularidades, mas que todas as pessoas removidas serão cadastradas em programas de habitação e que as desapropriações são necessárias para efetivação de projetos de urbanização e de políticas habitacionais de programas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

É certo afirmar que alguns locais (encostas de morros e manguezais), em que se proliferam as ocupações, realmente são áreas de risco, de proteção ambiental, locais inclusive que não possuem estrutura básica como saneamento, luz e água. Essas famílias que ocupam estas áreas terminam por residir em condições sub-humanas, distantes de escolas, creches, postos médicos, transporte, trabalho entre outros tantos direitos sociais que vão sendo aos poucos subtraídos.

Foto: Site santaceciliatv.com.br

Foto: Site santaceciliatv.com.br – desocupação de conjunto abandonado desde 2004.

Entretanto, este tipo de ocupação é o resultado de um processo de exclusão social, de segregação urbana, de marginalização promovida pelo planejamento de cidade que não é para todos, mas sim para um modelo de cidade à quem tem poder aquisitivo, e quem não tem vai sendo cada vez mais empurrado para longe. Na prática, uma grande limpeza social está ocorrendo, retirando o direito de moradia de milhares de pessoas, afinal, destruir áreas de proteção para transformar em depósitos de containers, ou de tanques de empresas químicas, aí é tranquilo, mas para construir “barracos”, não pode. Ressaltamos; o que as Prefeituras chamam de barracos são casas de famílias pobres, que agora estão nas ruas sem teto, aguardando as casas que virão de um projeto que iniciou muito bem; demolindo tudo…

1453457_610258799021737_706003923_n

Foto: Portal Cidade de Cubatao. Casa sendo demolidas na Vila Caic em Cubatão

No Brasil o déficit habitacional é um problema histórico, onde diversos programas ao longo de décadas têm sido desenvolvidos por governos tentando suprir este direito violado. Porém, resolver este problema perpassa uma política de habitação vertical e de mercado que sempre foi implantada, (independente do governo e do projeto) que mais atende ao setor da construção civil do que as comunidades pobres, pois, um programa que não agrega a iniciativa popular e não se abre ao diálogo para avaliação de propostas junto as comunidades, é apenas mais um projeto sendo feito a toque de caixa, cujo resultado mascara o problema e atende uma parcela ínfima da população. Além de colocar montantes de dinheiro público no bolso de bancos e construtoras. E este é o modelo de política habitacional que sempre tivemos. Um modelo voltado para o mercado – mudou-se o nome, mas a prática permanece; dar um pouco com uma mão e retirar muito com a outra.

Foto: Link Guarujá - desocupação da favela Canta Galo.

Foto: Link Guarujá – desocupação da favela Canta Galo.

Moradia é um direito. Ter um teto é construir uma história, assentar um planejamento de vida – é garantir o mínimo de dignidade para se viver. O que tem sido realizado por essas Prefeituras (impulsionadas em maior parte pelo PAC) é uma violação de direitos humanos. Segue relato de moradores da favela Canta Galo;

“Me deram um soco na cara e dois no peito, quando eu tentava entrar em casa pra retirar minhas coisas”, denunciava o porteiro Aldo Adriano, de 33 anos, indignado com a violência dos agentes. A esposa dele, Patrícia Messias, de 30 anos, diz que também foi agredida. “Na tentativa de evitar que batessem mais nele, eu também levei um soco na cara”.
Além do casal, um rapaz com deficiência mental apresentava marcas nas costas, que teriam sido provocadas por cassetetes. O comandante da ação, major Edson Suezawa, negou qualquer tipo de abuso do gênero.
“Não acredito que essas situações tenham ocorrido. Até porque me mantive presente desde o início da operação e não vi nada disso”. (do site LInkGuarujá)

Por isso é urgente denunciar e enfrentar todo esse processo de exclusão, pois, qual a coerência de programas de urbanização e de habitação que se iniciam com desapropriações, colocando centenas de famílias nas ruas. Atender ao mercado, ou às pessoas?

OBS: Em Cubatão nem todas as famílias despejadas foram cadastradas. Cerca de 160 famílias perderam suas casas. Segundo nota da Prefeitura; o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público impede novas inscrições no programa habitacional. Ao todo foram 359 casas demolidas, mais de 1.200 pessoas viviam no local, a área foi desocupada por causa de ocupação irregular e também por causa das obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) que irá construir um conjunto habitacional que deverá beneficiar mais de 11 mil pessoas, com posse definitiva de moradias.  Porém, não há data para inicio das obras.

Foto: CMI - Favela Canta Galo

Foto: CMI – Favela Canta Galo desocupada em 04/12/2013 pela Polícia Militar, Ambiental, equipes da Prefeitura, além de oficiais de justiça.

No Guarujá, a política de habitação (desapropriação) que está sendo desencadeada colocará nas ruas moradores das ocupações: Vila Gilda, Parque da Montanha, Vila do Sol, Morrinhos, Cantagalo, Areião e Santo Antônio. Essas são as áreas mapeadas pela Prefeitura, pode haver mais, pois estão inclusos oito projetos habitacionais para mais de 15 mil famílias do PAC 2, que incluem obras em outras regiões, como por exemplo, ao lado do bairro Vila Gilda há o projeto de remoção de palafitas e recuperação ambiental da área de Manguedo. Aí temos também o Projeto Santa Rosa e Jardim Primavera, entre outros, e o questionamento é exatamente porque a política exercida pela Prefeitura não é a do diálogo, da consulta popular, e sim da desapropriação, que tipo de projeto social de habitação é esse?. (Leia mais aqui sobre  as desapropriações no Guarujá)

Lembrando que essas desocupações vem ocorrendo por toda a Baixada Santista, e desde de 2011 tem se intensificado –  não somente nestas duas cidades que citamos, e no que diz respeito a assentar familias é risório comparando-se com a quantidade de pessoas que atiram nas ruas. Logo divulgaremos de outras cidades.

Para contribuir com essa discussão compartilhapmos o vídeo produzido para o Seminário pela ocupação digna em São Paulo, realizado no dia 24 de novembro de 2013 em São Paulo. Por Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST)

Share

Moradores do Macuco ocupam a Câmara Municipal de Santos

Foto-0154Os moradores organizados do bairro do Macuco em Santos ocuparam a Câmara Municipal nesta quinta-feira, 28 de novembro de 2013 para cobrar dos vereadores esclarecimentos e posicionamentos dos parlamentares em relação à construção do túnel submerso que interligará Santos/Guarujá e desapropriará famílias do Macuco e Estuário.

Segundo os moradores é uma obra arbitrária na qual não houve consulta popular e há pouca informação sobre seu andamento, dizem que o projeto e o traçado não estão prontos, no entanto, não condiz com a realidade de máquinas que já estão operando no bairro do Macuco, quebrando algumas ruas, trazendo incômodo para os moradores, inclusive, os operários que estão efetivando estes trabalhos de acordo com os moradores, disseram que estão lá para a construção do túnel, quer dizer, há algo acontecendo à revelia dos moradores?

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

O que disseram os vereadores;

Os vereadores (maior parte) ficaram incomodados com os questionamentos, e rebateram que os moradores estão sendo usados por grupos políticos que querem perturbar e retirar a credibilidade da casa (Câmara Municipal) fazendo joguete político meramente eleitoreiro/oportunista, que isso tudo, é um grande terrorismo sendo criado na cidade para provocar pânico na população de algo que não faz o menor sentido, pois de forma alguma o Senhor Prefeito Paulo Alexandre Barbosa e os vereadores ali presentes; deixariam que algo do tipo acontecesse de forma autoritária, no entanto, se sentiam surpresos com tais questionamentos, pois, houve audiências públicas e o resultado fora positivo caso a construção do túnel for ao Macuco, precisamente na Rua José do Patrocínio.

Foto-0177O que replicaram os moradores;

1. Os vereadores (maior parte) estão desinformados a respeito da organização dos moradores, ninguém está sendo usado! Todos estão muito conscientes da falta de transparência deste projeto e da forma antidemocrática como está sendo gerenciado.

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

2. As comissões foram montadas de forma apartidária, onde seus representantes são moradores dos bairros, há sim, parlamentares apoiando e contribuindo, inclusive, comparecendo nas reuniões de organização, colocando-se a par da questão e trazendo insumos para a população, em reuniões qual importante frisar; todos os vereadores estão convidados a participar e ouvir a população, o que ela pensa.

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

3. Terrorismo é a postura do Governo do Estado e da Dersa que, por exemplo, na última audiência pública pouco contribuiu com informações precisas sobre a obra, ou se importou em ouvir a população.

4. Os vereadores num momento de ânimos acalorados, sentindo-se pressionados pelos moradores se colocam lado a lado, no entanto, em audiência já foi citado por parlamentares que os moradores do Estuário estão acostumados com barulhos (entre outras coisas) que a região portuária proporciona por falta de compromisso de governos anteriores que sempre trataram com descaso bairros como Macuco e Estuário.

Ao término das exposições alguns vereadores ainda insistiam na tecla de que os moradores estavam sendo usados. Porém, o apoio (por pressão popular) dos vereadores que compunham a casa foi unânime. (havia apenas metade presentes)

Esperamos que esse apoio não fique na retórica política. Porém, vencer essa luta é fruto de organização popular, não de quem se diz representante eleito e aperta botão de censura, quando o povo quer falar, a casa é do povo, quem fala é o povo!

Representante só fala quando o povo dá a voz.

Logo mais diponibilizaremos mais áudios.

Share

Piracicabana aumenta valor da tarifa da linha 934EX1 – Praia Grande (Terminal Rodoviário e Urbano – TA-Santos (Paquetá)

No dia 01 de junho de 2013 cedendo às pressões que vieram das ruas impulsionadas pelo Movimento Passe Livres (MPL) o governo do estado de SP anunciou que todas as linhas de transporte público teriam o aumento da tarifa revogado.

Na Baixada Santista não houve revogação do aumento do transporte público gerido pelo estado, mas sim a redução do aumento, as linhas intermunicipais que haviam elevado o valor entre 0,20 e 0,25 centavos, (dependendo da linha) com a suposta revogação, tiveram redução de 0,15 centavos, garantindo o aumento do mesmo modo.

Foro: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

Curiosamente há pouco mais de um mês a linha 934EX1 que executa o itinerário; Praia Grande – Terminal Rodoviário e Urbano – TA-Santos – Paquetá, aumentou o valor da tarifa de R$ 3,55 para R$ 3,85 sem nenhum comunicado a população. Ao pesquisar no site da EMTU (Empresa Metropolitana de Transporte Urbano) não há nenhum comunicado, inclusive, ao consultar o valor da tarifa desta linha se consta o valor de R$ 3,40 que é referente a 2011 – estranho, porque todas as outras tarifas de outras linhas estão com valores atualizados. (confira aqui)

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

Para resolver este impasse resolvemos ligar para EMTU e obter informações a respeito, mas o que conseguimos (após minutos de espera) com o atendente por meio do serviço de 0800 (quem quiser ligar este é o n: 0800 724 05 55) foi o encaminhamento para ouvidoria digital, que nos enviou esta mensagem;

Prezado (a) cliente,

O número de protocolo da sua mensagem é 288851. O andamento poderá ser consultado na página da Ouvidoria. Enviaremos a resposta após apurações necessárias. Agradecemos sua participação, que é vital para a melhoria do serviço. Atenciosamente, EMPRESA METROPOLITANA DE TRANSPORTES URBANOS DE SÃO PAULO S/A – EMTU/SP.

Aguardamos e dois dias depois recebemos o seguinte e-mail;

“São Bernardo do Campo, 27 de novembro de 2013

Prezado Cliente

Em referência à sua manifestação, registramos a(s) notificação(ções) a seguir:

 Nº        TIPO  ASSUNTO

 30859/2013     Informação     Orientação

Em atenção à sua manifestação informamos que o reajuste tarifário foi necessário para recompor o valor em função dos aumentos de custos nos insumos, como pneus, diesel, lubrificantes e mão de obra, de forma a manter os serviços.

Destacamos que a sistemática de fixação tarifária para os serviços sob gerenciamento da EMTU-SP, é determinada pela Secretaria de Transportes Metropolitanos, que a executa mediante a publicação de uma tabela de tarifas por faixas quilométricas de extensão das linhas, considerando a estrutura dos custos para a manutenção do padrão de serviço do Sistema de Transporte Coletivo Regular (serviços comum e seletivo), bem como seu equilíbrio operacional e tarifário com todo o sistema de transporte de passageiros.

Atenciosamente,

MARIA BERNADETTE COSTA HENRIQUEZ URZUA

Central de Atendimento ao Cliente

Rua Joaquim Casemiro,290 – Jd. Planalto – S. B. Campo – SP CEP 09890-050 Tel.:0800 724 05 55 Fax.:(11)4341-1120 Internet:www.emtu.sp.gov.br”

Pois é, a justificativa é a de sempre, mas é interessante a estratégia deste aumento, tipo: uma linha por vez, (na surdina) para evitar mobilização.

Injustificável! E passou batido…

Com certeza o aumento anual em 2014 adotará estratégias como esta, sem comunicado, sem nada, aumenta uma linha, aumenta outra… A população tem que se organizar, pois com certeza a empresa  vai seguir aumentando X pra ganhar Y, da forma como fizeram.

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

Baixada Santista

A Baixada possui uma das passagens mais caras do país, para uma região plana por onde o transporte percorre sem dificuldades, por não haver ladeiras ou obstáculos que prejudiquem a rota, em nada se justifica uma tarifa tão abusiva, entretanto, a empresa Piracicabana explica que o valor é reflexo do custo da manutenção da frota.

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

Além de uma passagem caríssima, a baixada também possui um sistema de transporte público onde não há cobradores nas linhas, e são os motoristas quem cumprem a dupla função de dirigir e cobrar – o corte destes trabalhadores (cobradores) há uma década, era para reduzir o custo e aumentar a velocidade do percurso, de forma a melhorar a qualidade custo beneficio, não melhorou, só aumentou os lucros da empresa e precarizou o serviço.

OBS: Os questionamentos da impossibilidade sobre o Tarifa Zero estão em sua maioria baseados em ignorar uma possibilidade de forma pensada, exatamente porque quebra o monopólio de muitas empresas e acaba com o fnanciamento de campanha de muito político.

TARIFA ZERO JÁ!!!!!

Assista ao vídeo;

Debate “Tarifa Zero: realidade possível” (Passa Palavra, 2012). Registro de debate realizado pelo MPL-SP junto ao CEUPES para a Campanha Tarifa Zero, na USP. Na mesa, Vladmir Safatle (professor de Filosofia da USP), Raquel Rolnik (urbanista da FAU-USP e relatora da ONU), Lúcio Gregori (ex-secretário de transportes de São Paulo) e Dayse (militante do MPL-SP).

Share