NOSSOS MORTOS TÊM VOZ: MEMÓRIA DE 22 ANOS DO MASSACRE DO CARANDIRU

No dia 02 de Outubro foi realizado em São Paulo um ato em Memória aos 22 anos do Massacre do Carandiru, organizado por diversos coletivos.

A manifestação contou com diversas intervenções artísticas ao longo do trajeto, fortalecendo a reflexão sobre o papel da polícia, a violência do Estado e a importância da desmilitarização.

Confira alguns registros feitos pela Rádio da Juventude…

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NELCA & Sta. Rosa Breakers organizam palestra com Eduardo Taddeo (Ex – Facção Central)

No dia 7 de Junho ocorreu, no Centro Esportivo Padre Donizete, Bairro Santa Rosa/Guarujá, o lançamento do livro “A Guerra Não Declarada Na Visão De Um Favelado”, seguido por palestra com o autor Eduardo Taddeo.

cartazO evento, organizado pelo Santa Rosa Breakers & Núcleo de Estudos Libertários Carlo Aldegheri (NELCA), contou com a presença de Graffiteir@s da região como Leto, Tiquinho, Pat e Léo, este que também expôs seus trabalhos: relógios de parede feitos com Vinil. A rima ficou na responsa dos manos Shabba, Sentimento do Gueto e Posse Par (Bertioga). Além da presença do Buddy X, que fortaleceu na apresentação dos grupos.
Antes do Rap rolou apresentação do motociclista Cabeça que mandou várias manobras.
Dentre os grupos convidados estavam também as Mães de Maio, com a Débora, que falou da Luta do movimento e a importância da desmilitarização da polícia e da política. Também nós, da Rádio da Juventude, estivemos presentes e falamos sobre a rádio e a importância de nós, classe oprimida, nos organizarmos para fazer política pelas nossas próprias mãos. Muito a ver com a abordagem, um dos companheiros da rádio, Rodrigo, apresentou algumas músicas caipiras, reforçando as culturas de resistência.

Importante frisar que este evento só foi possível graças ao esforço e apoio mútuo desses coletivos que se organizam de maneira independente.

Movimento Libertário & Hip Hop Unidos !!!

Registros da atividade:

Fala de Débora (Mães de Maio)

Download: VBR MP3 (14.2 MB) | Ogg Vorbis (6.72 MB)

Palestra de Eduardo Taddeo (Ex-Facção Central)

Download: VBR MP3 (104 MB) | Ogg Vorbis (60.5 MB)

 

 

 

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Maio: Mês das mães em luta!

Maio é comercialmente conhecido como mês “das mães”. Ironicamente este também foi o mês que em 2006 o Estado brasileiro assassinou algumas centenas de jovens da periferia, deixando como “presente” para as mães que ficaram o sentimento de revolta e o clamor por justiça.

“O tiro que acertou o coração do meu filho, acertou o meu também!” (Débora – Mães de Maio)

Maio é um mês de luta!

Não só pelo histórico dia primeiro, mas cada dia deste mês ecoa o grito de revolta dessas mães que não se calaram diante da violência do Estado.

No dia 11/05, as Mães de Maio realizaram a tradicional missa em memória de seus filhos assassinados em 2006. Foram distribuídas 2.920 rosas, que simbolizam cada dia destes longos 8 anos.

foto: Francisco Santos

No dia seguinte, 12, registrado oficialmente como dia de luta das Mães de Maio, elas realizaram um grande ato na praça Mauá, em frente à prefeitura de Santos e contaram com a presença da Trupe Olho da Rua, que apresentaram a intervenção “Blitz”, retratando a violência do Estado aliado a manipulação da mídia.


Medalha Braz Cubas

Como reconhecimento da luta do movimento Mães de Maio, Débora Maria da Silva, uma das impulsionadoras desta luta, recebeu, no dia 09/05, a medalha Braz Cubas.

“Essa medalha é dos nossos filhos e de todos os guerreiros e guerreiras que lutam no cotidiano da periferia” (Débora – Mães de Maio)

Débora (Mães de Maio) – Recebimento da medalha Braz Cubas

Download: VBR MP3 (24.5 MB) | Ogg Vorbis (12.7 MB)

Débora considera esse reconhecimento também um presente, já que seu aniversário é comemorado dia 10/05.

Angústias de uma trabalhadora da saúde

Para as mães trabalhadoras, seu dia é o 1º de maio, é o 8 de março e também o 20 de novembro. Ser mãe é mais uma esfera de suas vidas e para muitas não a mais fácil nem a mais romântica delas.

Élida foi mãe adolescente e não viu seu neto nascer pois, na noite em que sua menina entrava em trabalho de parto, os homens de cinza a levaram para trás das grades. Enquanto gritava por liberdade a menina gritava com seu bebê sendo tirado a ferro.

Aos nove meses de gestação, dias antes de Lorena vir ao mundo, seu pai, um adolescente preto e pobre, foi assassinado por homens encapuzados na rua de sua casa.

A filha de Catarina nasceu com muitos problemas de saúde. A mãe desconfia que seja sua culpa pois não conseguiu controlar os nervos durante a gestação. No 5º mês seu filho mais velho foi morto pelos homens de farda.

Esses e muitos outros relatos não muito cor de rosas, são corriqueiros
na vida das mulheres/mães/lutadoras das periferias. O Estado, o patriarcado, o capitalismo são todos parte de uma mesma lógica que massacra a mulher e entrega flores em algumas outras datas do ano.

Obs.: todos são relatos reais do cotidiano do hospital

Outras imagens das Mães de Maio nos dias 09, 11 e 12.

foto: Francisco Santos

foto: Francisco Santos

foto: Francisco Santos

foto: Francisco Santos

 

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Sarau / Rolezinho na Vila do Teatro

No ultimo domingo, 26, o “rolezinho” não foi num Shopping, mas em um lugar que tem como princípio a ocupação popular, a Vila do Teatro, Santos.Sarau rolezinho Vila do Teatro

No dia em que a cidade completou 468 anos de exploração, os grupos participantes fortaleceram nos debates sobre racismo, desmilitarização e a questão ficou latente: No “aniversário” de Santos, e mais, neste ano de Copa do Mundo, comemorar o que?

O “rolezinho” iniciou com a apresentação teatral do “Projeto Bispo – tratados como bicho, se comportam como um…”, seguido de debate com Douglas, UNEafro, sobre o racismo e a farsa da “democracia racial”, o Movimento Mães de Maio levantou a importância da desmilitarização da Polícia Militar e a Thaís, Margens Clínicas, tratando da importância da psicologia no Luto à Luta. O grupo “Gigantes da Alegria” impressionaram com apresentações circenses e a noite seguiu com muita música com o DJ Wagner Parra na discotecagem.

Confira alguns registros do Sarau / Rolezinho na Vila do Teatro:

  • Mães de Maio: Pela desmilitarização da Polícia Militar
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  • Thais – Margens Clínicas e o trabalho com as Mães de Maio
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  • Thais: Receita para arrancar poema (Viviane Mosé)
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  • Armando – O que comemorar no aniversário de Santos?
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Mães de Maio lançam livro na Rádio da Juventude (ouça o programa!)

A periferia de São Vicente foi a primeira região na Baixada Santista a receber o lançamento do novo livro das Mães de Maio, chamado “Mães de Maio, Mães do Cárcere – A Periferia Grita”.

Nós da Rádio da Juventude tivemos a satisfação de falar em primeira mão sobre o livro, lançado em Sampa três dias antes, e que é mais um esforço do Movimento em dar visibilidade aos crimes cometidos pelo Estado brasileiro (principalmente o de São Paulo), a partir de 2006. Neste sábado, dia 08 de dezembro, o programa Vozes do Gueto recebeu a coordenadora do movimento, Débora Maria da Silva, e o poeta Armando Santos, onde conversamos por mais de duas horas.

Parceiras e referência de luta para nós, as Mães de Maio já tinham passado pela Rádio da Juventude neste ano. Agora, voltaram em transmissão que rolou ao vivo só para os moradores da região da Vila Margarida, periferia de São Vicente. O livro, inclusive, além da palavra de vários parceiros, traz nosso manifesto: “A luta por mudanças se faz além das urnas”.

CLIQUE AQUI E OUÇA O PROGRAMA NA ÍNTEGRA

Transcrevemos aqui algumas falas dos convidados:

Armando

“Não adianta trocar secretário (…) Tem que mudar o sistema de segurança pública (…) E tem que desmilitarizar mesmo!”

Débora:

“Eu paguei a bala que matou meu filho. (…) Essa bala que matou meu filho teve uma direção certa: o pobre, o negro, o periférico.”

“Em 2006 trocaram o comando, todo o aparato corruptor, mas só pra inglês ver. Porque a política continua a mesma, talvez pior.”

“[o atual secretário de Segurança Pública de SP] Grella foi um dos procuradores com quem tivemos conversando, e ele foi um dos que se exaltou quando eu falei que era necessário a federalização dos crimes, e ele rapidamente mandou o Ministério Público fazer uma investigação interna para poder blindar o pedido de federalização que nós fizemos em 2010.”

“Que se faça a desmilitarização, porque a gente não precisa de duas polícias: uma polícia que mata e uma que não investiga”

“A mídia, por trás dela, vive o capitalismo”

“A gente não precisa de mais partido. A gente precisa de mais vergonha na cara por parte deles!”


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Lançamento: Mães de Maio, Mães do Cárcere – A Periferia Grita

MÃES DE MAIO, MÃES DO CÁRCERE – A PERIFERIA GRITA (Nós por Nós, São Paulo, 2012)

(Evento no facebook)

Coletiva de Imprensa + LANÇAMENTO nesta Quarta-Feira (05/12), a partir das 15:30hs no Sindicato dos Jornalistas (Rua Rêgo Freitas, 530 – Sobreloja – São Paulo)

Mais informações: 13-8124-9643 (Débora Maria) ou 11-98708-7962 (Danilo Dara)

Coletiva de Imprensa nesta Quarta-Feira (05/12) a partir das 15:30hs no Sindicato dos Jornalistas (Rua Rêgo Freitas, 530 – Sobreloja)

Seguiremos, no mesmo dia, a partir das 18:00hs, ali do lado para o SESC Consolação – Teatro Anchieta (Rua Dr. Vila Nova, 245 – Consolação, São Paulo), junto ao lançamento do Relatório Anual de DH da Rede Social de Direitos Humanos.

Ao longo das próximas semanas ocorrerão diversas outras atividades de lançamento/apresentação do livro (CONFIRAM ABAIXO).

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Semana de Serviço Social – Unifesp/BS

Semana do Serviço Social 2012
Do Transnacional ao Local: A Atualidade da Questão Social

Local: Clube Saldanha da Gama – Av. Almirante Saldanha da Gama, 44 – Ponta da Praia

Segunda (14/05)
14h – 17h: Trabalho e Formação Profissional: Dilemas e Respostas do Serviço Social
Debatedores: Maria Helena Elpídio (ABEPSS – Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa Em Serviço Social)
Raquel Raichelis (PUC-SP)
Priscila Cardoso (UNIFESP-BS)
Coordenação: Juliana Magalhães (5º termo em SS)

17:15h – 19:15h: Sarau e Exposição: “Congresso da Virada”
Intervenção Artística: “Princípios Éticos e Políticos”

19:30h – 22:30h: Sociedade, Cultura e Revolução
Debatedores: Marcelo Ridenti (UNICAMP)
Ramon Vilarino (Faculdade Sumaré)
Raiane Assumpção (UNIFESP-BS)
Coordenação: Flavia Lopes (5º termo em SS)

Terça (15/05 – Dia do Assistente Social)
14h – 17h: Círculos de Diálogos dos Núcleos de Pesquisa, a partir da projeção do filme: Dia de Festa (Toni Venturi)

17:15h – 19:15h: Exposição “Pinheirinho, MSTC e Mães de Maio em Imagens, Luzes e Sons”

19:30h – 22:30h: Na Mira da Violência: A Criminalização dos que lutam contra a Pobreza
Debatedores: Débora Maria (Movimento Mães de Maio)
Ivaneti Araújo (MSTC – Movimento Sem-Teto do Centro)
Valdir Martins (Comunidade Pinheirinho)
Coordenação: Ulisses Oliveira Jr. (1º termo em SS)

Quarta (16/05)
14h – 17h: NeoDesenvolvimentismo e Questão Ambiental no Século XXI
Debatedores: Lúcio Flávio de Almeida (PUC-SP)
Maria O. Pinassi (UNESP-Araraquara)
Silvia Tagé (UNIFESP-BS)
Coordenação: Jeffer C. Branco (5º termo em SS)

17:15h – 19:15h: Exposição “África” (Daniel Ciasca)
MC’s da Baixada Santista

19:30h – 22:30h: Classes e Lutas Sociais frente ao Governo Dilma Rousseff
Debatedores: Henrique Amorim (UNIFESP-GUARULHOS)
Milton Pinheiro (UNEB)
Renata Gonçalves (UNIFESP-BS)
Coordenação: Bárbara Weinert (3º termo em SS)

Quinta (17/05)
14h – 17h: Fórum de Supervisão de Estágio da UNIFESO: Um Diálogo entre Estudantes, Docentes e Supervisores de Campo

17:15h – 19:15h: Exposição “Vila Mathias: Síntese de Múltiplas Determinações”
Sarau “É Hora de Perder a Paciência”

19:30h – 22:30h: Recado d@ Estudante-Estagiári@ sobre seu cotidiano
+ Movimento Estudantil na UNIFESP: Caminhando contra o vento?
Debatedores: Jonathas Souto (UNIFESP-GUA)
João Pedro Militão (UNIFESP-DIADEMA)
Nayara Moreira (UNIFESP-BS)
Coordenação: Claudia Rogacheski (3º termo em SS)

Sexta (18/05)
14h – 17h: Movimentos Sociais em Lutas Contemporâneas
Debatedores: Alexandre Mandl (UNICAMP & Fábricas Ocupadas – FLASKÔ)
Marcelo Buzetto (FSA & MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra)
Rosemayre Bezerra (UFPA & Movimento dos Atingidos pela Mineração)
Coordenação: Lilian Rocha (7º termo em SS)

17:15h – 19:15h: Exposição: “Reviravolta” (Olívia Laba)

Show de Talentos Unifespianos

19:30h – 22:30h: Desafios à Universidade em Tempos Sombrios
Debatedores: Marineide Gomes (UNIFESP-GUA)
Henrique Carneiro (USP)
Terezinha Rodrigues (UNIFESP-BS)
Coordenação: Lais Lima (3º termo em SS)

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Mães de Maio – 6 anos de luta contra o Estado genocida!

O massacre de jovens pobres e de maioria negra, filhos de trabalhadores e trabalhadoras, moradores das periferias, é uma constante do Estado brasileiro. Em maio de 2006, vidas de muitos jovens eram covardemente ceifadas em todo o estado de São Paulo, por grupos de extermínio ligados ao crime organizado – aquele formado pelos poderosos. Foram mais de 500 mortes em pouco mais de uma semana, no que foi considerado o maior Massacre da Democracia Brasileira Contemporânea contra sua própria população civil.

A partir desse triste episódio, por iniciativa mães da Baixada Santista, nasceu o Movimento Mães de Maio, formado por mães, familiares, amigos e amigas de vítimas do Estado. A luta é pelo Direito à Memória e à Verdade, à Justiça e à Liberdade. Mesmo com algumas vitórias, a grande maioria dos casos está arquivada, e os jovens pobres e negros continuam sendo mortos por grupos de extermínio ligados a agentes do Estado.

Prova de que o assunto continua presente é a nova onda de terror na Baixada Santista, promovida por agentes policiais, grupos paramilitares e grupos de extermínio, que seguem praticando execuções sumárias, prisões abusivas e até mesmo toques de recolher pelas periferias afora, sobretudo na Zona Noroeste de Santos. (Os recentes assassinatos de dois MCs de funk, em Santos e São Vicente, traz nova dimensão a esse terror).

Por conta de tudo isso, neste sábado, dia 12 de maio, a partir das 11 horas da manhã, as Mães de Maio farão um grande ato na Praça da Paz Celestial, na Zona Noroeste. Além das mães e outros militantes, estarão no ato grupos de rap e música popular (Anexo Verbal, Cientistas MCs, Família Ducorre, Guerreiroz do Capão, Versão Popular e Yzalú), saraus periféricos de São Paulo (da Ademar, Brasa, Casa, Elo da Corrente, Marginaliaria, Mesquiteiros, Perifatividade e Vila Fundão), e outras Redes de Luta (Rede Contra Violência – RJ, Rede 02 de Outubro, Rede Nacional de Familiares de Vítimas do Estado) que se somarão às organizações parceiras da Baixada Santista (Educafro, o Procuru – Projeto Cultura de Rua, o movimento sindical, a Igreja e nós da Rádio da Juventude). No final, haverá ainda uma grande surpresa em homenagem às vítimas históricas do Estado brasileiro!

Mães na Rádio da Juventude

Em 24 de março, as Mães de Maio Débora Silva Maria, Vera de Freitas e Flávia Gonzaga (mãe de abril de 2010) estiveram na Rádio da Juventude para falar sobre os crimes do Estado, bem como a luta do movimento. O programa, que tem cerca de duas horas, pode ser visto abaixo:

 

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