Câmara de Santos: Redução da maioridade penal e as parcerias público/privado (retrocessos)

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

Nesta segunda-feira (02) como de praxe na Câmara Municipal de Santos às 18h houve expediente parlamentar para votação e aprovação de projetos, e com a devida abertura da tribuna para organizações exporem suas reivindicações, duas organizações causaram impacto em suas pronuncias diante dos vereadores presentes e de toda a casa;

– a primeira foi a Associação Paulista de Medicina, que por meio da médica Lourdes Teixeira Henriques falou da revolta da classe médica, devido o assassinato do gastroenterologista Marco Antonio Loss, de 47 anos, assassinado por um menor de idade no último sábado (30) no bairro Campo Grande, em Santos – Lourdes disse que a redução da maioridade penal é um tema difícil, mas tem que ser colocado em discussão com urgência, pois, não é mais possível viver numa sociedade com tanta impunidade, onde menores infratores cometem delitos bárbaros, e diante de leis brandas, nada acontece, por isso pede aos vereadores presentes que deem inicio a este debate e que medidas enérgicas sejam tomadas.

(ouça aqui áudio da Associação de Medicina sobre a redução da maioridade)

[soundcloud url=”https://api.soundcloud.com/tracks/123457319″ params=”color=ff6600&auto_play=false&show_artwork=true” width=”100%” height=”166″ iframe=”true” /]

– a segunda organização foi o Sindicato dos Servidores Públicos que compareceu com cartazes de protesto contra o Projeto 242/13 que trata das Parcerias Público-Privadas – PPP, cuja finalidade é colocar o gerenciamento de prédios e serviços públicos da cidade de Santos nas mãos de corporações, as conhecidas (OS) Organizações Sociais que, por exemplo, no estado de São Paulo têm ocupado áreas da saúde, e têm provocado enorme endividamento aos municípios, a princípio surgem como alternativa para melhorar um determinado equipamento público e com a propaganda de organização preocupada com o social, contudo, são empresas, que ao passar dos anos têm se tornado um grande problema por causa de quantias milionárias que arrancam dos cofres públicos, enquanto o serviço ao público e ao trabalhador vai sendo ainda mais sucateado.

(ouça aqui áudio da denúncia feita pelo Sindicato dos Servidores)

[soundcloud url=”https://api.soundcloud.com/tracks/123346312″ params=”color=ff6600&auto_play=false&show_artwork=true” width=”100%” height=”166″ iframe=”true” /]

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

Também estiveram presentes na câmara outras organizações, porém, não se manifestaram, e também os moradores organizados do bairro do Macuco, estes com faixas e cartazes em protesto a construção do túnel Santos/Guarujá, além de cidadãos não pertencentes a organizações.

Apontamentos referentes à sessão

1. Os vereadores (maior parte) mostraram-se bastante desconexos ao tema das PPP (Programa de Parcerias Público/Privado), ouviram a denúncia e só, apenas um vereador se expressou – disse que, iria estudar o assunto, compreender o que são as Organizações Sociais, como elas operam – muito bom! Apesar de revelar ignorância no assunto, afinal, tem por obrigação saber, pois em sua função lhe cabe fiscalizar o poder executivo, além de que, em 18 de novembro deste ano foi aprovado na câmara pela maior parte dos vereadores tal projeto. (apenas dois vereadores do PT são contra) Por isso, como um vereador pode não entender o que é?

Sem dúvida, o Prefeito Paulo Alexandre com essa proposta promove um ataque aos equipamentos públicos que resulta num serviço ainda pior do que já temos, sem contar o desmantelamento das condições e garantias de trabalho dos trabalhadores, e com o aval da maioria dos vereadores.

2. Referente o caso do médico assassinado e o pedido de redução da maioridade penal, é uma questão muito delicada, primeiro porque é um momento de fragilidade familiar, evidente que uma resposta acolhedora precisa ser dada a esta família, porém, precisamos de uma reflexão aprofundada de toda nossa estrutura social, a partir disso, procurar resolver este problema chamado “violência” de forma planejada e igualitária, (que não é um fenômeno social isolado) temos que ir à raiz do problema, tendo em vista que dos homicídios dolosos, os menores são responsáveis por apenas 1% dos crimes, o que não isenta um crime bárbaro, contudo, não podemos atirar no mesmo bojo e a partir de uma lei punitiva generalizar, porque gostem ou não, aqueles que fazem parte de setores conservadores da sociedade – vivemos em uma sociedade de classes, onde a lei não funciona do mesmo modo para todos, por exemplo, há o menor que queima índio e nada acontece, e, há o menor que só de ser suspeito de crime (hediondo), automaticamente estará sentenciado antes de um julgamento, ou seja, o que pesa para um (nesta sociedade) não pesa para outro (dependendo da classe social que ele pertença), pois a classe qual ele pertence não só influencia como também determina os julgamentos, é onde mora a maior de todas as impunidades. Mas os vereadores, bons politiqueiros que são – não se restringiram apenas a solidariedade, exacerbaram um discurso ultraconservador onde o jargão era; “chega de hipocrisia!”. Mas quem realmente está sendo hipócrita? Dentro de um discurso que se alinha ao senso comum usando de escudo uma tragédia.

Sobre crimes cometidos por menores e a máquina de moer pobre chamado Estado.

As cidades da Baixada Santista já entraram para a lista de cidades onde o extermínio da juventude preta e periférica explode e as autoridades se calam, e este silêncio foi perceptível na câmara, pois nem os vereadores de esquerda tiveram o mínimo de ousadia para ter uma voz dissonante diante das vozes reacionárias que imperavam e destilavam bordões panfletários e elitistas cujas premissas circundaram em torno da redução da maioridade penal como solução.

Mas o que esperar dessa classe política que está aí? Cuja única solução que apontaram foi mudar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a própria Constituição Federal, que chamaram de instrumentos arcaicos, na verdade, o que chamam de arcaico e protetor de bandido, são as garantias individuais que mesmo sobre lei pouco protegem, ainda assim, querem demolir.

Vamos lá;

A questão da redução da maioridade penal é inconstitucional! No art. 60, §° 4, IV, as chamadas “cláusulas pétreas”, que contém a seguinte redação: “Não será objeto de deliberação proposta de emenda constitucional tendente a abolir: direitos e garantias individuais”. Na base desses direitos intransponíveis, conferiu-se trato especial à proteção da Criança e do Adolescente, principalmente no que diz respeito à vida, à saúde, à educação, ao lazer, à dignidade etc. (art. 227, da C.F). Previu-se ainda, que os menores de 18 anos não são censuráveis penalmente, sujeitando-se à norma especial (art. 228, da C.F). Querer alterar essas cláusulas tão importantes para garantias e proteção é um atentado à democracia e ao estado de direito.

E olha que mesmo com essas “cláusulas pétreas”, há muito ainda para se discutir sobre a aplicabilidade, que pouco tem se efetivado na prática, ou seja, se com uma lei instituindo garantias ainda há muito a ser feito, alterá-la, será um imenso retrocesso.

Dados (estudos da PUC) demonstram que a participação de menores em crimes, especialmente os praticados com violência contra a pessoa, são exceção, não a regra. No caso dos homicídios dolosos, os menores são responsáveis por apenas 1% dos crimes. No caso dos roubos, 1,5% e no caso dos latrocínios, 2,6%.

Uma análise mais aprofundada mostra que a violência não decorre de um instinto delinquente, mas pelo contrário, o ilícito penal – na sua grande maioria – decorre das deficiências sociais, caracterizadas por uma organização social de exclusão, que não garante a plena transformação do individuo.

No Brasil a burocracia do sistema judiciário tem sido responsável por inúmeros casos de jovens pretos, pobres, nordestinos… Que ficam presos meses, antes mesmo de se tornarem réus, simplesmente por serem suspeitos de terem cometido ou participado de algum crime hediondo – ao término de todo o processo ao serem liberados por comprovação de inocência, não recebem nem um pedido de desculpas do estado pela prisão arbitrária.

Desafiamos a quem não concorde, a ir visitar as delegacias e presídios que configuram hoje um imenso navio negreiro do estado moderno, e constatar tal situação de segregação e direitos violados. A redução da maioridade penal é uma discussão extremamente classista, não há como negar que só será penalizado preto e pobre.

Reduzir a maioridade penal é protocolar aval para o Estado moer pobre.

OBS.1: Quinta-feira dia (06) após o fechamento deste texto, ocorreu na Câmara Municipal, votação a favor da PPP, Houve tulmulto e a sessão foi interrompida por três vezes, devido manifestantes que protestaram com apitos e buzinas o absurdo de tal projeto – entretanto, a primeira discussão; mesmo sobre pressão popular, deliberou o projeto do Sr Prefeito Paulo Alexandre Barbosa que regulamenta as parcerias da Administração Municipal com as Organizações Sociais – traduzindo: público/Privado – com 38 emendas o projeto será reavaliado e voltará à discussão ainda este mês. Se passar em aprovação, além de todos os prejuízos, os servidores públicos ainda serão obrigados a trabalhar nas OS como consta no Inciso I do Artigo 30: “sendo facultada à Administração, a seu critério exclusivo, a cessão do servidor, irrecusável para este, para a organização social”.

O nome disso é terceirização/privatização do serviço. Parabéns! A cidade de Santos está sendo vendida.

OBS.2: Toda solidariedade a família que perdeu um ente querido, entretanto, inserir a discussão da redução da maioridade penal, é perverso e não resolve, consideramos um pensamento extremamente elitista que dá as costas ao exterminio do povo pobre, e apenas quer resolver o problema de um grupo social.

Documentário: Nos olhos da esperança – sobre um rapaz pobre, preto e filho de nordestinos, e também inocente, mas que ficou preso por oito meses por ser supeito de um crime. Por que será? E não é um caso isolado, basta pesquisar a respeito.

http://www.youtube.com/watch?v=c39BoKPzGgw

Moradores do Macuco ocupam a Câmara Municipal de Santos

Foto-0154Os moradores organizados do bairro do Macuco em Santos ocuparam a Câmara Municipal nesta quinta-feira, 28 de novembro de 2013 para cobrar dos vereadores esclarecimentos e posicionamentos dos parlamentares em relação à construção do túnel submerso que interligará Santos/Guarujá e desapropriará famílias do Macuco e Estuário.

Segundo os moradores é uma obra arbitrária na qual não houve consulta popular e há pouca informação sobre seu andamento, dizem que o projeto e o traçado não estão prontos, no entanto, não condiz com a realidade de máquinas que já estão operando no bairro do Macuco, quebrando algumas ruas, trazendo incômodo para os moradores, inclusive, os operários que estão efetivando estes trabalhos de acordo com os moradores, disseram que estão lá para a construção do túnel, quer dizer, há algo acontecendo à revelia dos moradores?

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

O que disseram os vereadores;

Os vereadores (maior parte) ficaram incomodados com os questionamentos, e rebateram que os moradores estão sendo usados por grupos políticos que querem perturbar e retirar a credibilidade da casa (Câmara Municipal) fazendo joguete político meramente eleitoreiro/oportunista, que isso tudo, é um grande terrorismo sendo criado na cidade para provocar pânico na população de algo que não faz o menor sentido, pois de forma alguma o Senhor Prefeito Paulo Alexandre Barbosa e os vereadores ali presentes; deixariam que algo do tipo acontecesse de forma autoritária, no entanto, se sentiam surpresos com tais questionamentos, pois, houve audiências públicas e o resultado fora positivo caso a construção do túnel for ao Macuco, precisamente na Rua José do Patrocínio.

Foto-0177O que replicaram os moradores;

1. Os vereadores (maior parte) estão desinformados a respeito da organização dos moradores, ninguém está sendo usado! Todos estão muito conscientes da falta de transparência deste projeto e da forma antidemocrática como está sendo gerenciado.

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

2. As comissões foram montadas de forma apartidária, onde seus representantes são moradores dos bairros, há sim, parlamentares apoiando e contribuindo, inclusive, comparecendo nas reuniões de organização, colocando-se a par da questão e trazendo insumos para a população, em reuniões qual importante frisar; todos os vereadores estão convidados a participar e ouvir a população, o que ela pensa.

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

3. Terrorismo é a postura do Governo do Estado e da Dersa que, por exemplo, na última audiência pública pouco contribuiu com informações precisas sobre a obra, ou se importou em ouvir a população.

4. Os vereadores num momento de ânimos acalorados, sentindo-se pressionados pelos moradores se colocam lado a lado, no entanto, em audiência já foi citado por parlamentares que os moradores do Estuário estão acostumados com barulhos (entre outras coisas) que a região portuária proporciona por falta de compromisso de governos anteriores que sempre trataram com descaso bairros como Macuco e Estuário.

Ao término das exposições alguns vereadores ainda insistiam na tecla de que os moradores estavam sendo usados. Porém, o apoio (por pressão popular) dos vereadores que compunham a casa foi unânime. (havia apenas metade presentes)

Esperamos que esse apoio não fique na retórica política. Porém, vencer essa luta é fruto de organização popular, não de quem se diz representante eleito e aperta botão de censura, quando o povo quer falar, a casa é do povo, quem fala é o povo!

Representante só fala quando o povo dá a voz.

[soundcloud url=”https://api.soundcloud.com/tracks/122477537″ width=”100%” height=”166″ iframe=”true” /]

[soundcloud url=”https://api.soundcloud.com/tracks/122478087″ width=”100%” height=”166″ iframe=”true” /]

[soundcloud url=”https://api.soundcloud.com/tracks/122478186″ width=”100%” height=”166″ iframe=”true” /]

[soundcloud url=”https://api.soundcloud.com/tracks/122477623″ width=”100%” height=”166″ iframe=”true” /]

[soundcloud url=”https://api.soundcloud.com/tracks/122478019″ width=”100%” height=”166″ iframe=”true” /]

[soundcloud url=”https://api.soundcloud.com/tracks/122478387″ width=”100%” height=”166″ iframe=”true” /]

Logo mais diponibilizaremos mais áudios.

Moradores do Macuco formam comissão para discutir as remoções devido à construção do túnel Santos/Guarujá.

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude – Reunião lotada, teve gente que acompanhou da rua.

Cerca de 80 pessoas se reuniram nesta última quinta-feira (21) para discutir e formar uma comissão de moradores que irá discutir e representar o bairro do Macuco em Santos junto ao poder público, devido à forma arbitrária como está sendo conduzido o projeto de construção do túnel Santos/Guarujá – cuja obra irá impactar nas condições de moradia, além de todo impacto ambiental, social e cultural – qual o próprio projeto negligencia.

A reunião começou por volta das 21h e contou com a presença de moradores do bairro Estuário (que também será atingido com a construção da obra) e de assessores da Deputada Telma de Souza (PT), do vereador Evaldo Stanislau (PT), de pessoas da sociedade civil e de organizações sociais solidarias com a luta.

1459312_628777680517762_635738633_nSegundo o que foi discutido a melhor arma que eles precisam ter neste momento é a informação, o método; é estarem juntos nesta luta, pois somente desta forma podem vencer este enorme desrespeito à vida humana que o governo do estado sobre a conivência da Prefeitura quer cometer contra a comunidade do Macuco e do Estuário.

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude. Esta senhora relatou que já passou pelo processo de desapropriação – “é horrível, tomam sua casa e te dão uma mixaria”

Além do desafio de esclarecer toda sociedade de que este é um problema sério que irá afetar toda a região, a sociedade precisa se comprometer e ser solidária, a questão não é ser contra o túnel, não é este o debate, e precisa ficar claro, mas contra um projeto, qual existe alternativa de mudança, mas a insistência do governo municipal em não ouvir a população e manter o processo em andamento com se estivesse tudo certo e bom para todos, caracteriza por si só, algo totalmente autoritário e antidemocrático.

Segundo os moradores já aconteceram três audiência públicas e o Prefeito Paulo Alexandre Barbosa simplesmente não compareceu em nenhuma, apenas enviou um vídeo com a mensagem para que as pessoas se tranquilizem, pois nada passará por meio de sua caneta que prejudique a população, no entanto, para os moradores este discurso só tem revelado a eufemização do problema e a protelação de uma resolução.

Na última audiência pública, os moradores organizados dos bairros Estuário e Macuco pediram a anulação da audiência, já que a mesma em caráter antidemocrático insistia em não dar voz à população, mantendo a política vertical do governo do estado – o próprio Secretário de Meio Ambiente do estado de São Paulo Bruno Covas chegou a debochar de alguns moradores que revoltados queriam ser ouvidos, porém, eram impossibilitados.

(saiba mais sobre a audiência aqui)  (entenda mais sobre o túnel aqui)

No dia vinte de novembro num evento do dia da Consciência Negra na Praça Palmares em Santos, alguns moradores compareceram para panfletar e conseguir falar com o Prefeito que estava no evento, (como de protocolo de todo político) não podendo fugir reafirmou o discurso que havia feito no vídeo de que o projeto ainda está em andamento e que ninguém deve se preocupar – mas essa é a questão, pontuada pelos moradores, ninguém quer ser pego de surpresa e perder a casa, e, por isso, a falta de transparência do projeto somada as informações divulgadas de desapropriações feitas pela prefeitura assusta e ao mesmo tempo revela incoerência, afinal, como se pode ficar tranquilo sobre a eminência de se perder a casa e toda a história construída, seja ela pessoal, comunitária, social ou cultural que ao longo dos anos se consolidou.  São essas questões que a política desenvolvimentista não enxerga.

Parelelo com RJ.

A urbanista Raquel Rolnik¹ quando indagada sobre o que ela pensava do processo de remoções de centenas de famílias no RJ para construção de obras para a Copa do Mundo, em por que as obras tinham que ser feitas em locais simples (onde a maioria das pessoas não tem recursos) já que havia outros locais para serem construídas. Ela respondeu; “Não é por acaso que as obras vão cair exatamente por cima das comunidades…  Pra sair mais barato!”.

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

OBS: Ao término da reunião foi montada a comissão de moradores do Macuco e um abaixo assinado irá percorrer a região colhendo assinaturas para ser entregue ao Ministério Público a favor do túnel, desde que ele seja no centro de Santos sem remover nenhuma comunidade.

1. Urbanista, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e relatora especial da Organização das Nações Unidas para o direito à moradia adequada.

O não direito a informação e o não direito a participação dentro de um estado de direito é uma violação de direitos sociais, pra além, de direitos humanos!

Palestra/debate sob o tema: “Conjuntura brasileira atual & retomada do anarquismo de massa”

A RETOMADA DO ANARQUISMO DE MASSA !!!

1456069_697620113582780_1729411013_nDia 23 de Novembro de 2013, Sábado, às 18 horas, na Biblioteca Carlo Aldegheri, Rua Luiz Laurindo Santana, Número 40, 1º Andar, Sala 1, Bairro Ferry Boat, Guarujá/SP, haverá a palestra/debate sob o tema: “Conjuntura brasileira atual & retomada do anarquismo de massa”, a cargo do professor Carlo Romani, doutor em história & autor do livro “Oreste Ristori – Uma Aventura Anarquista” (Editora Annablume), 2002.

Como de costume, haverá livros para venda das Editoras Achiamé (Rio de Janeiro), Faísca (São Paulo), Opúsculo Libertário (Guarujá) & da Imaginário (São Paulo), também estaremos vendendo o livro “ANARQUISTAS NO SINDICATO – Um Debate Entre Neno Vasco & João Crispim”, lançado recentemente pela Biblioteca Terra Livre (São Paulo) em parceria com o Núcleo de Estudos Libertários Carlo Aldegheri (Guarujá/SP).

O livro de bolso possui 112 páginas, custa 15 reais, e registra um debate importante que houve entre o Neno Vasco & o João Crispim (esse último, pouco conhecido, porém, foi um ativo militante anarquista em Santos e outras cidades), entre 1913-1914, sobre a estratégia de atuação dos anarquistas dentro dos sindicatos.

Apesar do debate ser bastante antigo, ele ainda levanta temas muito pertinentes para os dias atuais…

O dinheiro da venda dos livros será destinado à manutenção da Biblioteca Carlo Aldegheri (Guarujá). Levem um troco à mais… Outra coisa, vai rolar laches veganos!!!

“A ânsia de destruir é também a ânsia de criar” – Mikhail Bakunin.

ENTRADA GRATUITA !!! FORTALEÇA A CULTURA LIBERTÁRIA !!!

Audiência Pública:12 de novembro tod@s contra a construção do túnel Santos/Guarujá.

Prezados Compas

31052012034950984348889A residência em que nasci e fui criado fica no Bairro do Macuco,(especificamente na Praça Rubens Ferreira Martins, nas casas populares)esta ameaçada , bairro este de tradição operária e proletária, advinda das atividades portuárias de Santos, localizando-se no dito “file mignon” do entorno portuário da cidade de Santos.

O Bairro é eternizado na trilogia de Jorge Amado “Subterrâneos da Liberdade” onde narra-se que vários comunistas e lutadores históricos se escondiam durante as perseguições getulistas e legalistas que sempre assolaram a cidade de Santos, justamente por causa do Porto de Santos, e das lutas aguerridas dos Sindicatos e dos Partidos de Esquerdas, bem como da luta abnegada dos famosos anarquistas santistas que aqui vieram e se instalaram.

Bairro chamado Macuco, por causa de seu pássaro famoso, que foi-se embora com os aterramentos dos mangues e da construção do Porto e de suas adjacências.

Moradores Macuco Túnel crédito MATHEUS TAGÉ DL (7)

Moradores Macuco Túnel crédito MATHEUS TAGÉ DL (7)

Agora vem mais um capítulo desta luta, quando o Governo do Estado de São Paulo, diga-se Geraldo Alckmin e seus pupilos, querem que o povo do Macuco e de Santos, engulam de goela abaixo o projeto atual do Túnel de ligação entre Santos e Guarujá. Tentam de todas as formas possíveis desalojar o povo do Bairro do Macuco, que ali mora a mais de 80 anos, para colocar este empreendimento mirabolante e recheado com mais de USD 1 bilhão, é isto mesmo, mais de um bilhão de dólares, para construção do dito túnel sob o Porto de Santos.

Das Assembleias Populares na quadra da praça e na igreja, bem como da primeira audiencia dita pública na Associação dos Cabos e Soldados, os moradores do Bairro do Macuco se colocam contra o atual projeto, pois até o EIA-RIMA é uma falácia, todos sabem que o aterro do Porto do Santos e do seu canal de navegação é provido de uma lodo de resíduos industriais despejados desde 1953 por todas as indústrias do Polo Petroquímico de Cubatão, que possuem todos os elementos da tabela periódica, e que precisa de um esforço sério dos Governos Federal/Estadual e Municipal para sua solução ambiental, e não mais um projeto que irá comprometer mais ainda o meio ambiente geral da baixada santista: POR QUE O GOVERNO FEDERAL / ESTADUAL E MUNICIPAL junto com as milionárias empresas do Polo Petroquímico de Cubatão não investem uma contrapartida de USD 1 bilhão para a solução ambiental do ecossistema frágil e ameaçado do Estuário de Santos / São Vicente / Guarujá e Cubatão?

Coloco aos prezados leitores e leitoras a necessidade de uma analise profunda sobre o atual projeto do túnel, e seus aspectos sócio, culturais e ambientais que são intrigante mente camuflados pelo Governo do Estado e empreendedores, temos certeza que não foi realizado e nem querem realizar o Estudo de Impacto da Vizinhança, pois teriam uma visão clara e objetiva sobre os anseios da população do bairro do Macuco e do impacto desta obra sobre esta mesma população, nehuma pesquisa histórica séria foi feita pois constataria a importância histórica do bairro para a cidade tanto no aspecto arquitetônico (seu casario característico assim como o conjunto das casas populares que é um dos últimos registros materiais de uma importante época da historia da cidade e do Brasil) bem como no aspecto cultural duas importantes escolas de Samba de Santos (Padre Paulo e X9) nasceram neste bairro que além de inspirar livros como o citado no inicio deste texto,também foi cenário para textos de teatro de autores como Plinio Marcos e filmes.

Além disto nada se fala do impacto social, comunidade tradicional o macuco e as casas populares possuem familias que vivem na mesma casa a pelo menos 3 gerações “dinheiro não compra tradição” e o projeto apresentado reduz a desapropriação de lares a uma questão meramente econômica, pagou desapropriou ignorando idosos de 70, oitenta anos e que vivem a 60 anos na mesmo casa e para quem a desapropriação é uma sentença de morte .A seriedade do impacto ambiental da obra também foi igualmente ignorado pelos estudos, não bastasse o fato dos estudos pouco ou quase não mencionarem a contaminação da canal do porto eles propõem que o rejeito desta obra seja jogado em terrenos no jardim Quarentenario em São vicente contaminando ainda mas uma região já seriamente afetada pelo conhecido lixão da Rhodia, além disto nenhum estudo do impacto da obra no metabolismo urbano da região consta nos relatórios.Sera que estes estudos não seriam necessários visto que um gigantesco fluxo de trânsito será transferido para dentro da cidade e com eles toneladas de carbono para uma área sem dispersão de poluentes e que já vive o problema de ilhas de calor em sua malha urbana e por fim ignora-se tb os problemas que serão gerados na mobilidade urbana e na infraestrutura local, pela construção e finalmente com o grande volume de transito desviado para um local totalmente inadequado permanecendo o atual traçado da obra .

Não queremos, aí sim, que o Bairro do Macuco e a cidade de Santos tenha sua população exposta a uma obra feita com este descaso destruindo lares e impactando profundamente suas vidas e suas relações sócio culturais e ambientais .

Isto posto, requeremos que não seja realizada as audiências publicas de 12 e 13 de novembroa sobre o atual projeto do túnel, por conta dos descaminhos do EIA-RIMA dos pontos de vistas sócio, cultural e ambiental e da não proposição do Estudo de Impacto a Vizinhança, que terá o papel fundamental junto a comunidade.

Vamos protestar na audiência Pública de 12 de novembro contra a construção do túnel Santos /Guarujá.
Local: Arena Santos às 17 horas

Abraços,
Prof. Giulius Césari Gomes Aprigio
Historiador, Antropólogo e Diretor do CAVE (Coletivo Alternativa Verde)

Marcha das Vadias Baixada Santista: Positividade e luta!

Domingo, 03 de dezembro de 2013.

Foto-0042

Foto: Rádio da Juventude

Com muita positividade foi realizado a segunda Marcha das Vadias na Baixada Santista, cerca de setenta pessoas se reuniram na praça da independência (Santos) para se manifestar contra o machismo – durante a marcha palavras de protesto como “ Se o corpo é da mulher ela dá pra quem quiser, inclusive, pra mulher”, “Abaixo o machismo”, “Por uma América latina feminista”, “nem mais um dia de machismo! Somos livres! Somos todas vadias!”, entre outras foram proliferadas pela avenida da praia por onde seguiu a marcha.

Ouça aqui:

[soundcloud url=”https://api.soundcloud.com/tracks/118548363″ width=”100%” height=”166″ iframe=”true” /]

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

A marcha terminou no Emissário Submarino (área pública de lazer) onde foi realizada uma atividade cultural com microfone aberto e show de hip hop com as cantoras; Preta Rara e Luana Hansen – também teve MakeUp Frida Kahlo projeto da fotógrafa Camila Fontenele – Todos Podem Ser Frida e de quebra também teve lanches Veganos.

Foto-0087

Foto: Rádio da Juventude

Um dos momentos bacanas foi um grupo de garotas que leram um manifesto contra todas as formas de opressão sobre a mulher, fazendo uma analogia com a caça as bruxas exercido pela igreja católica na idade medieval.  (Que infelizmente não tem diferença nenhuma nos dias de hoje, quando discutimos temas, por exemplo, o aborto que ainda é tratado sobre a sombra do moralismo cristão, de modo a perseguir e criminalizar as mulheres).

Ouça aqui o manifesto;

[soundcloud url=”https://api.soundcloud.com/tracks/118546932″ width=”100%” height=”166″ iframe=”true” /]

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

A Marcha das Vadias na Baixada Santista foi organizada pelo Coletivo Feminista Pagu que vem promovendo diversas atividades na região da baixada discutindo a sociedade patriarcal, homofóbica, racista e cristão-conservadora que sobre a égide da moral e dos bons costumes suprime as liberdades individuais, principalmente das mulheres e de grupos sociais que por não atender aos padrões impostos, não são aceitos e pra além têm seus direitos violados.

Para quem não conhece ou entende o que representa a Marcha das Vadias, leia aqui e tire dúvidas, porque;

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

A cada duas horas uma mulher é assassinada no país, a cada cinco minutos uma mulher é agredida, a cada hora uma mulher sofre abuso. É embaçado ou não é???

                                                      Parte da letra de Luana Hansen – Flor de mulher

Abaixo músicas que rolaram de Luana e da Preta.

[soundcloud url=”https://api.soundcloud.com/tracks/117215103″ width=”100%” height=”166″ iframe=”true” /]

[soundcloud url=”https://api.soundcloud.com/tracks/14893982″ width=”100%” height=”166″ iframe=”true” /]

Cobertura fotografica completa aqui no perfil do face da rádio

Foto: Rádio da Juventude

Foto: Rádio da Juventude

Marcha das vadias dia 03 de novembro na Baixada Santista

1381336_10202213863446874_1018037736_nConcentração: 13 horas – Praça da Independência
Saída: 14 horas – Rumo ao Quebra Mar Emissário Submarino

1385660_568853143187920_1893489434_nNo Quebra Mar, vai rolar um show da Tarja Preta rap feminino (https://www.facebook.com/pages/TARJA-PRETA-RAP-FEMININO/191262120923246?fref=ts) e da MC e DJ Luana Hansen(https://www.facebook.com/pages/DJ-Luana-Hansen/269488799820532?ref=profile) , lanches veganos, oficina de pintura corporal e muito mais!

_________________________________________________________________

A Marcha Das Vadias é um movimento feminista e apartidário, cujo objetivo é lutar contra as agressões físicas,psicológicas, sociais, culturais e morais as quais meninas e mulheres são submetidas todos os dias. Por sermos mulheres somos tratadas muitas vezes com desprezo e violência ( Física,psicológicas e\ou verbal) e com desrespeito por muitos homens. Principalmente quando se trata da sexualidade como no caso das lésbicas e bissexuais, que sofrem mais esse preconceito e o risco do ” Estupro Corretivo” ( Quando o homem acredita que pode corrigir o ” erro” da sexualidade feminina através da violência sexual). Sem falar das Travestis e transexuais, que estão sujeita a agressões de todos os tipos, em alguns casos inclusive, apenas por se assumirem, são brutalmente assassinadas.Queremos lembrar a todxs que,não importa qual a profissão da mulher, como ela se veste, como se comporta, qual sua idade, sua orientação sexual ou com quantas pessoas faz sexo, todas temos DIREITO a nos sentirmos seguras e termos nossa integridade respeitada.

O movimento começou em Toronto, no Canada. Estava acontecendo muitos casos de abusos sexuais contra mulheres na Faculdade de Toronto e um policial fez uma observação para que ” As mulheres evitassem se vestir como vadias para não serem vítimas de estupro”. Esse pensamento do policial gerou muita revolta e no dia 3 de Abril de 2011, aconteceu a primeira Marcha Das Vadias ( em inglês: SlutWalk) que reuniu cerca de 3 mil pessoas, que protestavam contra o pensamento de que a culpa da violência é da mulher.

No Brasil a marcha começou em São Paulo,em Junho do mesmo ano, e em seguida várias cidades brasileiras realizaram também a marcha.Na baixada Santista, a primeira marcha ocorreu ano passado (2012) em Santos e esta no seu segundo ano.

Mais informações: marchadasvadiasbs.wordpress.com
Página no facebook: https://www.facebook.com/marchadasvadiasbaixadasantista?fref=ts

_______________________________________________________

Pelo fim da violência contra a mulher!
Pelo o direito ao nosso corpo!
Contra uma cultura que culpa a vitima!
Por todas as mulheres que sofrem ou já sofreram violência!

Organização: Coletivo Feminista Pagu – Baixada Santista, com o apoio do Conselho Regional de Psicologia De Santos, Sindicato dos Petroleiros de Santos e Rádio da Juventude

Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo cria grupo de inteligência para evitar e punir abusos em protestos

Corrupção e crime organizado estão entre os desafios de CardozoO governo federal, que se calou diante de todos os abusos cometidos contra manifestantes desde junho, comunicou ontem (31/10) que será criado um grupo de inteligência integrado pela Polícia Federal e pelas secretarias de segurança pública de São Paulo e Rio de Janeiro com o objetivo de “coibir os abusos” nos protestos. O anúncio foi feito pelo ministro da Justiça José Eduardo Cardozo.

Cardozo explicou à imprensa que o governo agirá em quatro frentes de atuação: com um grupo de inteligência para evitar e punir abusos em protestos; com um protocolo unificado de atuação das polícias do Rio e de São Paulo; com a criação de grupos operacionais entre Ministério Público e delegados para discutir as manifestações; e com um grupo composto por juristas para discussão de mudanças na legislação. O ministro da Justiça afirmou, ainda, que o Black Bloc será investigado pelo grupo de inteligência.

O Rio Na Rua lamenta que a única ação concreta do governo federal até agora tenha sido no sentido de criminalizar os movimentos das ruas, permanecendo omisso e, em certa medida, conivente com a repressão desmedida e com a violação de direitos fundamentais exercida pelos estados de Rio de Janeiro e São Paulo.

De Coletivo Rio Na Rua

Rio de Janeiro e São Paulo desencadeiam perseguição as manifestações e diversas pessoas são presas

1391862_522847441141018_1607506173_n

Ontem – dia dos professores.

Com um saldo de mais de 200 pessoas presas, o Rio de Janeiro tem dado início a uma intensa perseguição aos manifestantes, primeiro foi a lei das máscaras, agora chegou-se ao absurdo de prender manifestantes e enquadrá-los na Lei de Organização criminosa feita apenas para organizações criminosas de tráfico e quadrilhas criminosas. Em São Paulo também houve muitas prisões após uma manifestação em que a polícia reprimiu violentamente. Há quem diga que a culpa é dos vândalos, pois é, quando este atentado a liberdade exercido pelo Estado sobre o comando e silêncio dos governantes bater na porta de cada um que reproduz essa besteira, aí será tarde… Todo apoio e força aos perseguidos políticos!

Seguem alguns relatos; (são muitos e precisam ser divulgados, linkamos apenas alguns)

Militante presa ontem na manifestação da aldeia maracanã

Militante presa ontem na manifestação da aldeia maracanã, conduzida para Bangu (presidio de segurança máxima) até o fechamento  desta matéria não havia noticias a respeito dela.

Foram presos na manifestação pacífica de ontem, dia 15/10/2013, os companheiros de Resistência da Aldeia Maracanã: Victor Ribeiro, Soledad Barbosa, Abdias Guajajara, Parázinho, Philippe França (Francês).

As mulheres foram encarceradas no Presídio Joaquim Ferreira, em Bangu e os homens no Presídio Guaxindiba em São Gonçalo. Estão sendo acusados de formação de quadrilha, corrupção de menores, e por causarem incêndio. Acusações falsas de um governo ditatorial em pleno século XXI. Assim que tivermos mais noticias voltaremos a postar. #liberdadeaospresospoliticos #ResistenciaAldeiaMaracanã#AldeiaResiste #UNIAM

#ProtestoRJ

1393974_521440924613970_119726350_nCorpus: ”NÚMERO DE DETIDOS NA MANIFESTAÇÃO DE 15/10/2013

05ª DP – 08 detidos no total – 05 liberados e 03 presos
12ª DP – 10 detidos no total – 03 liberados e 07 presos
17ª DP – 28 detidos no total – 25 liberados e 03 presos
19a DP – 05 detidos no total – 05 presos e nenhum liberado
22ª DP – 49 detidos no total – 49 liberados
25ª DP – 39 detidos no total – 39 presos e nenhum liberado
29ª DP – 29 detidos no total – 29 liberados
37ª DP – 27 detidos no total – 27 presos e nenhum liberado”

Via HC

1378486_235550573269762_3766464_nAgente da Polícia Ferroviária (PF) saca arma contra manifestantes que aguardavam por trem na Estação Pinheiros da Linha 4 Amarela.
15 de Outubro – São Paulo

PARA SER PRESO, BASTA ESTAR NA RUA?

Na noite de ontem, um colaborador do Rio na Rua, nosso amigo, foi detido no cerco à escadaria da Câmara Municipal. Após horas de embate entre manifestantes e polícia, as detenções foram realizadas em um momento em que os ânimos pareciam ter se acalmado.

Depois de várias rodadas de bombas de gás e de efeito moral lançadas na Cinelândia, a maior parte do contingente policial estava em sua concentração na rua Senador Dantas. Nossa equipe transmitia o retorno da polícia e tivemos a impressão que eles iriam se retirar. Contudo, sob as ordens de seus comandantes, eles voltaram à Cinelândia pelas duas ruas que ladeiam a Câmara e cercaram a escadaria, onde um grupo de manifestantes permanecia.

Todos que estavam na escadaria foram revistados e, mesmo sem quaisquer indícios de delito, detidos. Entre eles, nosso colaborador. Sem resistência e com serenidade, sua característica marcante, foi levado a um ônibus, informado de que seria levado para a 5a DP. Entretanto, os detidos foram divididos por vários bairros da cidade, onde delegados de diferentes humores e convicções os esperavam com suas acusações já marcadas.

O repórter do Rio na Rua, portando identificação do coletivo, cobria o ato no momento de sua detenção. Não executou nenhuma ação direta contra a polícia, bens públicos ou privados, não havendo, portanto, provas materiais contra ele. Não foi o suficiente para impedir que, junto a todos que foram levados para a 25ª DP, fosse detido em “flagrante”, acusado de Formação de Quadrilha e Bando. Após passar a noite lá, está sendo conduzido ao Complexo Penitenciário de Bangu. Mais uma vez, pessoas escolhidas aleatoriamente, muitas que sequer se conheciam, receberam as mesmas acusações. Desta vez, um número assustadoramente maior, 84, está sendo conduzido a presídios.

O direito à livre manifestação foi violado mais uma vez. Aos que legitimam a ação excessiva da polícia com o argumento de combate ao “vandalismo” e de manutenção da ordem, pedimos que reflitam: o mesmo poderia acontecer com qualquer um que estivesse, no momento do cerco, parado na escadaria.

Após dois meses de resistência manifestantes do Ocupa Câmara foram removidos violentamente da Praça da Cinelândia. Em cenário de caos, sem a circulação de nenhum transporte público, a violência policial instaurou um toque de recolher por todo centro da cidade. Há denuncias de que policiais excederam os limites de suas atribuições, colocando vidas em risco ao disparar armas de fogo indiscriminadamente em meio à população. Observamos um rastro de capsulas de munição letal na esquina das Ruas Evaristo da Veiga com Rua México, e perfurações na fachada do Museu Nacional de Belas Artes. Um integrante de mídia independente relatou ter tido uma arma apontada em sua direção durante o mesmo incidente. Existem relatos e imagens circulando de dois indivíduos, não uniformizados, disparando suas armas na Cinelândia e de que grupos de milicianos intimidavam manifestantes nas ruas do entorno da Santa Luzia. Uma jovem teria sido internada após ter sido atingida no abdome por uma bala de chumbo. Centenas de manifestantes foram presos. Alguns foram vistos saindo da 37 DP na Ilha do Governador, descalços e algemados. A informação é que estavam sendo conduzidos para exames no IML.

FOTO: Kevin Barbosa / Coletivo Mariachi

NOTA A IMPRENSA

O JORNAL ZONA DE CONFLITO MÍDIA INDEPENDENTE COMUNICA AOS ÓRGÃO DE IMPRENSA Q SEU REPÓRTER FOTOGRÁFICO RUY BARROS FOI PRESO NA NOITE DE ONTEM POR POLICIAS MILITARES DURANTE A MANIFESTAÇÃO DOS PROFESSORES.

NOSSO FOTOGRAFO ESTAVA EXERCENDO SEU TRABALHO REGISTRANDO OS FATOS E FOI PRESO DE FORMA ARBITRARIA E SEM NENHUMA PROVA DOS CRIMES IMPUTADOS A ELE E DIGA-SE QUE SÃO CRIMES VISTOS APENAS NOS TEMPOS DA DITADURA.

NESSE MOMENTO NOSSO FOTOGRAFO RUY BARROS ESTA PRESO NO PRESIDIO NO MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DIFICULTANDO O ACESSO DOS ADVOGADOS E FAMILIARES.

EQUIPE JORNAL ZONA DE CONFLITO – MÍDIA INDEPENDENTE

AMANHECER EM 64

Hoje pela manhã a Polícia Civil, em ação conjunta com a Polícia Federal, iniciou a execução de diversos mandados de busca e apreensão na casa de ativistas políticos, dentre eles Anarquistas, Anonymous e participantes da tática Black Bloc.

Até agora seis mandados foram executados e todos os detidos foram acompanhados por advogados do Instituto de Defensores de Direitos Humanos -DDH.

A Organização Anarquista Terra e Liberdade, OATL, relata que residências foram invadidas pela Polícia Federal, eles tiveram seus equipamentos (computadores, celulares e pen drives) apreendidos e foram conduzidos à delegacia.
Todas as pessoas detidas já foram liberadas.

Ao que tudo indica, as forças policiais pretendem identificar provas que possam incriminar os militantes por formação de quadrilha e incitação à violência. Dentre eles, está Ana Cristina, que é professora da rede municipal e da rede estadual de Ensino do Rio de Janeiro.

Já não é a primeira vez que o governo estadual, por meio de seu braço forte, tenta calar as vozes das ruas, mas como as tentativas anteriores foram frustradas, a estratégia parece ser incriminar mais, punir mais e perseguir mais. O que eles talvez não estejam observando com essas ações de repressão, é que o movimento acaba ganhando ainda mais força, pela certeza de estar no caminho certo, no caminho que os poderes públicos temem, e por isso combatem.

texto: Luciano Silva e Mario Rocha
foto: Coletivo Carranca

#VemPraRua #protestoRJ #coletivocarranca

1375870_10201934498738176_762631468_nAcampa Sampa Ocupa Sampa

ATENÇÃO, ESTE CASAL DA FOTO, A CERCA DE UM MÊS ATRÁS AVISARAM SOBRE AMEAÇAS QUE ESTAVAM SOFRENDO DE PARLAMENTARES.

Quem não viu essa matéria da época que saiu, VEJA… Eles estavam com medo das ameaças que estavam sofrendo a

exatos 2 meses atrás!

E o que aconteceu?! …

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2013/10/ato-no-rio-tem-64-presos-27-deles-autuados-em-lei-de-crime-organizado.html

PELA LIBERDADE DOS PRESOS POLÍTICOS NO RIO DE JANEIRO

ASSINEM A PETIÇÃO PUBLICA!!

https://secure.avaaz.org/po/petition/Libertacao_imediata_dos_presos_politicos_de_15_de_outubro_de_2013_no_Rio_de_Janeiro/?dvdDAdb

vídeo abaixo foi deletado da web ( havíamos postado, não durou dois dias)

http://www.youtube.com/watch?v=fCykczvMDDw

Muita coisa estranha neste 07 de setembro e a Baixada Santista não ficou de fora.

A livre expressão de pensamento é uma das garantias fundamentais de um estado democrático, garantido inclusive no artigo 5º da Constituição Federal. Entretanto, é preciso aguçar o olhar, pois na atual configuração social em que as lutas por direitos sociais se acirram, natural que muitos grupos venham a surgir, muitos de forma legitima e outros infelizmente de forma duvidosa. Por isso precisamos estar atentos a aqueles que tentam se oportunizar e ganhar notoriedade vislumbrando apenas o prestígio pessoal, construindo pontes para a eleição do ano que vem.

Neste dia 07 de setembro muitas manifestações estão sendo organizadas pelo país inteiro, é preciso esmiuçar o objetivo e quem organiza cada uma delas para não cairmos em balelas golpistas.

  1. O que representa o dia 07 de setembro? Dia da independência? Pra quem?

  2. Festejar este dia acreditando que somos um povo livre? Realmente somos? Quem é de fato?

  3. Levar bandeiras de reivindicação? Quais? E por quê?

Não devemos ser ingênuos e cair na festa democrática que o gigante acordou e agora tudo será diferente, será diferente sim! Com organização popular e autonomia, sem que ninguém venha nos dizer o que temos ou devemos fazer. Mas pra isso também precisamos sacar qual é a dessa pegada de autonomia. Como ela funciona¿ Pra termos uma leitura real e não sermos usados.

O Estado, as organizações de direita, os governistas e os pelegos estão todos assustados com a nova configuração das lutas, quais eles não podem controlar, porém não são bobos, senão podem controlar ou cooptar, vão sabotar e institucionalmente.

Não é a toa que no RJ já se instituiu uma lei que criminaliza quem utilizar máscaras em manifestações, e uma série de prisões se iniciaram. No sul ações repressivas são empreendidas pela Brigada Militar, sob ordens do governador do estado, Tarso Genro, no Congresso nacional tramita uma lei de regulamentação das manifestações, ou seja, um verdadeiro atentado à liberdade está se desencadeando e muitas pessoas e organizações de esquerda não estão percebendo isso, e isso não estará na Globo ou na Folha.

Na Baixada Santista

Está sendo organizada pela rede social facebook uma manifestação que ocorrerá às 14 horas deste sábado, na Praça da Independência, no Gonzaga, em Santos. Quem está à frente desta manifestação é o Movimento Passe livre Unificado uma organização que está sendo confundida com o Movimento Passe Livre (MPL). Porém são duas organizações distintas principalmente em seus princípios, pautas e estratégias de luta.

Primeiro; o MPL é um movimento muito bem articulado de princípios sólidos e coerentes que luta por um transporte público como direito social, e também um grupo anticapitalista que não tem a intenção de liderar ou representar o povo, pois acredita na capacidade do povo se autogerir.

Não queremos um benefício! Queremos outra lógica […] somos um movimento anticapitalista […] nossos princípios não foram decididos de cima pra baixo, foram decididos na nossa vivência […] Queremos uma vida sem catracas […] o MPL não é um espaço de disputas, temos uma pauta clara” MPL SP.

Segundo; a mobilização do MPL não tem como base o facebook, muito menos dar entrevista pra mídia burguesa pra divulgar ato, tipo; olha aí, tamu indo pra rua tal dia.

De fato há uma distorção que soa muito oportunista num momento em que o nome MPL está em evidência.

Pesquisem sobre o porta-voz deste movimento que segundo sua página no Face, ele é candidato a vereador e de um partido bastante polêmico na cidade de Santos, ou seja, há algo podre aí que não combina em nada com luta popular.

OBS: Uma das coisas mais legitmas que há neste 07 de setembro é o Grito do Excluídos, apesar de alguns lugares terem assumido um perfil de catequese, porém, ainda é um contra ponto em relação os desfiles patrióticos.

Regulamentar as manifestações fere a liberdade de expressão. Um retrocesso para a democracia.

Foto da  web

Foto da web

Seis pessoas foram presas em manifestação nesta última terça-feira dia (3) na Assembleia Legislativa (Alerj) do Rio de Janeiro, devido o Projeto de lei número 2405 que proíbe manifestantes de utilizarem máscaras. (a lei entrou em vigor neste mesmo dia) Entre as pessoas presas uma delas teve sua casa investigada, e lá foram apreendidos máscara, celular e um computador para averiguação, entre as pessoas presas duas foram identificadas por estarem discutindo pela rede ações de depredação de patrimônio e como se constrói bombas caseiras.

De acordo com os apresentadores do projeto os deputados do PMDB – Paulo Melo, presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), e Domingos Brazão, líder do partido, o objetivo do projeto é criar condições para que a polícia possa intervir com segurança em situações que o patrimônio público e privado estejam sujeitos a atos de vandalismo, de modo a garantir também a plena liberdade de manifestação identificando criminosos que têm se infiltrado nos atos. Outro ponto polêmico do projeto é que toda manifestação só poderá ser executada com aviso prévio a Prefeitura, ou seja, passar obrigatoriamente pelo crivo da lei.

Apresentado no dia 29 de agosto o projeto já recebeu treze emendas e alguns parlamentares já se posicionaram contra, expondo que o projeto é problemático e irá somente corroborar para acirrar o conflito nas ruas. A discussão na Assembleia Legislativa neste dia (3) foi impedida, devido o tumulto que ocorreu, pois a discussão gira em torno de tornar crime a utilização de máscaras em manifestações. (a casa retornará a discutir a questão no dia dez do mês corrente).

Foto da web

Foto da web

Na mira

O Ministério Público do Rio iniciou a investigação de 18 pessoas que supostamente estão envolvidas em depredações do patrimônio público e pontuou que, o direito de se manifestar é legitimo, mas a identificação terá que ser entendida como garantia de segurança e será obrigatória, recusar se identificar caracterizará como desrespeito a lei e as medidas cabíveis serão acionadas.

Traduzindo a lei:

1. A Polícia Militar poderá exigir a identificação de manifestantes e se considerar algum suspeito, poderá levá-lo a delegacia mais próxima para fotografá-lo, pegar as impressões digitais e verificar todos os dados e liberá-lo quando julgar necessário, e até mesmo acompanhá-lo até sua casa para averiguação.

2. A Prefeitura irá assumir o poder de decidir quais manifestações são legitimas e obedece ao viés democrático para exercer a liberdade de reivindicação, com isso a facilitação de identificação de grupos ou pessoas que serão responsabilizadas por possíveis danos gerados por protestos.

isto não foi os Black Bloc quem causaram, mas a polícia do Estado do RJ.

isto não foi os Black Bloc quem causaram, mas a polícia do Estado do RJ.

Vandalismo e Democracia

Uma das formas utilizada pelo Poder Público para confundir a população é o discurso de que a liberdade de manifestação num estado democrático precisa ser exercida de forma ordeira e pacifica e que atos de vandalismo devem ser repudiados pela sociedade. Todavia, essa discussão além de rasa é perigosa, pois forma valores de classe que não estão a favor daqueles que tem seus direitos violados, primeiro; porque ela apenas apresenta elementos que blindam o Estado e cumprem a função de manter o estado de coisas no lugar, sem alterar lógica alguma e muito menos promover algum tipo de transformação social, segundo: ela é contraditória em sua essência, pois fere a própria Constituição Federal que garante o direito à Liberdade de expressão a todo e qualquer indivíduo de manifestar seu pensamento, opinião, atividade intelectual, artística, científica e de comunicação por quaisquer meios, terceiro; pra resumir ela fortalece o Estado dando ao seu braço “Polícia Militar” ainda mais poderes para perseguir, coibir e agir de forma truculenta contra manifestantes, se antes desta lei a policia “esculachava e surrava” agora, está aprovada a plena liberdade de descer o cassetete e prender todo mundo sobre o crivo prévio da lei, isso sem contar o terrorismo criado sobre a pessoa que foi presa, que mesmo sendo liberada e tida como inocente de qualquer suspeita teve de passar por toda uma situação de constrangimento gerado pelo Estado e que a polícia com sua fé pública efetivará com maior autoridade e o menor respeito, caracterizando deste modo, uma invasão a vida particular que acarreta em um dano moral.

650x375_1352582 (1)Instituição sem moral

É perceptível que no Rio há uma crise de estrutura de Poder provocada pelas manifestações que há três meses tomaram às ruas com reivindicações que foram além do grito inicial contra a tarifa do transporte e apresentaram pautas que vão desde o fim da Polícia Militar, o fim do extermínio da juventude, a investigação de gastos públicos, mais investimentos na saúde e na educação, fim das UPPs, onde está Amarildo e muito mais, que acabou por culminar no “Fora Cabral”, gerando um desgaste no Governo Estadual reverberando no Municipal que tanto um quanto outro, não se abre ao diálogo, ao contrário, se tornaram ainda mais despóticos, e com este Projeto de Lei ficou claro que planejam formas de conter os protestos e reparar a crise, antes que em 2014 durante a copa do mundo a coisa piore, só que o povo nas ruas não está disposto a recuar, de forma que veremos nos próximos dias no Rio muita gente sendo presa.

image_previewAbrir os olhos

O que estamos assistindo é um retrocesso das garantias de liberdade de um estado democrático. (se é que elas realmente existem) Afinal, qualquer sociedade que realmente preza pela democracia tem a liberdade de expressão como elemento básico e fundamental para a vida social e para a composição de suas leis. Mas, como não devemos ter falsas ilusões diante de governos que defendem as lojas do Leblon, das agências do Itaú, das lanchonetes do Mc Donald entre outros símbolos do capital, e dão as costas para o sucateamento de todos os serviços públicos, devemos aguçar e muito nosso olhar em relação à instauração desta lei, que inaugura o que pode ser o início de um controle social muito mais duro que está por vir, e que na verdade já vivenciamos de forma não regulamentada, ou seja, um Estado cada vez mais policialesco onde a vida cotidiana está sob vigília e quaisquer reivindicações de direitos sociais terão que atender a um modelo apresentado por governantes, que num primeiro momento este controle institucional começa no Rio, mas que sistematicamente pode se espalhar pelo país contribuindo para a criminalização institucionalizada das lutas sociais.

Em Brasília foi protocolado na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 6198/2013 para incluir o Artigo 40-A a Lei 3688 de 03 de outubro de 1941 que trata das Contravenções Penais para proibir o uso de máscaras e outros materiais usados para esconder o rosto durante manifestações populares do Deputado Federal Jorge Tadeu Mudalen (DEM/SP) que possui o mesmo caráter para aplicação em âmbito nacional.

Democracia é característica de povos livres. A liberdade se faz na luta. Inaceitável que uma regulamentação determine como se luta, como se reivindica e como se empoderar daquilo que há quinhentos anos nos é tomado. O vandalismo que criminalizam e querem coibir é o reflexo de um Estado ditatorial que submete a classe trabalhadora a total condição de subserviência a grupos sociais que servem ao capital e que estão unicamente defendendo seus interesses com essa lei.

Nem mais um dia de falsa democracia!

Somos todos vândalos!

Abaixo o Estado capitalista com sua polícia militarizada que mata pobre todo dia!

OBS: Até o fechamento deste texto tivemos informações de prisões de pessoas que sem julgamento foram encaminhadas para Bangu, presídio de segurança máxima do Rio e segundo a chefe de Polícia Civil Marta Rocha mais pessoas serão presas nos próximos dias, segundo Marta as acusações são por formação de quadrilha, incitar a violência na rede e depredação de patrimônio público.

Pergunta: Será que os policiais que usam máscaras e retiram suas tarjas sofrerão alguma punição?

Vídeos mostrando a trulência da polícia a serviço do Estado;

http://youtu.be/tsIAC99DM10

O desserviço da mídia, do papa e do Estado.

1002453_679820465378937_1868697220_nEnquanto diversas manifestações ocorrem no país inteiro exigindo mudanças, a mídia oficial insiste todos os dias em falar do papa Francisco; onde dormiu, com quem almoçou, o carro que o levou, a janela que ele abriu e blábláblá e a tal Jornada Mundial da Juventude feliz e hipócrita que em momento algum pauta a luta da juventude da periferia que está totalmente negligenciada de todos os direitos sociais, além de estar vivendo um processo de extermínio.

Respeitamos os setores de base da igreja que não estão ligados a essa farsa toda, mas infelizmente não há como ficarmos calados diante de tantos problemas e de tanta violência promovida pela polícia a serviço do Estado, agredindo manifestantes e utilizando dinheiro público num mega evento de cunho particular de um grupo social, que inclusive, é conivente com a extensa higienização social nas cidades que foi promovida antes da chegada do papa, para deixar os locais por onde ele passaria esteticamente aceitáveis.

12339_648073145204771_1779917666_nDenunciamos tal evento que só promove (indiretamente) um Estado cada vez mais hierarquizado, intolerante, patriarcal, homofóbico e preconceituoso, que reforça valores autoritários, conservadores e retrógrados, cujas finalidades eliminam a diversidade e a pluralidade cultural e religiosa. De modo a cercear a construção de uma sociedade realmente livre, justa e igualitária.

Da última visita de um papa ao Brasil, (2007) que no caso era o Bento XVI, sua marca principal era criminalizar religiões de matriz africana, dizendo que fora a católica e algumas que seguem preceitos cristãos, todas as outras eram seitas. Este papa foi bastante polêmico e revelou de fato para que serve a igreja. (tiverem que pedir pra sair)

9jul2013-fabrica-no-rio-de-janeiro-prepara-mascaras-do-papa-francisco-para-a-visita-do-pontifice-a-jornada-mundial-da-juventude-que-acontece-neste-mes-1373401062720_1920x1080Seis anos depois um novo papa vem ao Brasil, aparentemente é bem diferente, também, tinha que ser, pois este novo papa dissimula a intolerância da igreja por meio do próprio nome; “Francisco”, que é simbolismo de voto de pobreza, pois na história do catolicismo, Francisco foi um jovem que viveu no século XI e abandonou tudo que tinha, fez voto de pobreza e foi estar junto daqueles que sofriam, na igreja a mistica em torno desse Francisco diz respeito a restauração da igreja de Cristo junto ao mais simples de coração. (parece que a fumacinha não é tão milagrosa na escolha de um Pontificie, ainda mais em tempos de escândalos de pedofilia)

A verdade que a mídia não apresenta: é que a Igreja é uma grande instituição bancária empresarial que ao longo do tempo vem perdendo espaço para outras organizações religiosas, por isso a vinda do papa para América Latina é pura estratégia para reforçar e arrebatar fieis que a sustentam e a sustentaram por mais longos séculos.

Por isso, o tamanho desrespeito e desserviço da mídia, do papa e do Estado.

OBS: Durante a missa do papa: A igreja fala das chacinas no Brasil com verbo empregado no passado, só que o extermínio da população pobre é tão presente quanto os adjetivos etnocêntricos que criminalizam e exterminam durante séculos a população preta, indígena, homossexual… excluída mesmo!  E isso, causa desconforto para uma festa tão linda como a Jornada Mundial da Juventude.

Vídeo sobre:

Funcionários da Funai detidos devido a problemas na Sesai. Como entender isso?

Desde o dia 15, segunda-feira, uma comissão de indígenas ocupou o Pólo Base da Sesai (Secretaria de Saúde Indígena) sediado no município de Peruíbe reivindicando o atendimento às demandas que já foram inclusive acordadas em reuniões ocorridas no ano corrente junto ao Coordenador do DSEI Litoral Sul (Distrito Sanitário Especial Indígena), Sr. Paulo Camargo, uma vez que os compromissos não estão sendo cumpridos: nas aldeias segue faltando o atendimento pelas equipes de saúde, que por sua vez acusam a falta de veículos para que cheguem até os locais de atendimento. Após a ocupação, os funcionários do pólo foram detidos apenas para garantir que houvesse o diálogo com o Sr. Paulo Camargo, que agendou uma reunião com os indígenas na sexta-feira, dia 19 de julho.

Após a ocupação pelos indígenas do Pólo Base da Sesai em Peruíbe, a Funai participou das negociações para garantir uma reunião com a Sesai, com intervenção do Ministério Público e da Polícia Federal, em troca da liberação dos funcionários da Sesai que eram mantidos detidos pelos indígenas. Porém, a Sesai não compareceu à reunião acordada e a Funai do Litoral Sudeste, em Itanhaém, sofre neste momento, por tabela, a sua ocupação ocasionada da total falta de compromisso e responsabilidade da Sesai no atendimento às aldeias e sua incapacidade de negociação e diálogo com os indígenas.

Entretanto, frente à falta de diálogo com a Sesai, seis servidores da Funai se encontram detidos neste momento e cerceados do direito de ir e vir pelos indígenas que reivindicam a melhoria do atendimento à Saúde Indígena junto à Sesai.

É preciso esclarecer a todos que a execução desta ação não passa em nenhum momento pelo crivo da Funai, que não tem poder algum sobre ela, mas que cabe somente acompanhar a sua execução, ou seja, reproduzir a reclamação dos indígenas, o que tem sido feito seguidamente nestes dois anos e meio de existência da Sesai.

Acrescente-se a isto o momento delicado em que se encontra a Funai, sofrendo ataques seguidos e sistemáticos dos três poderes, executivo, legislativo e judiciário, e a fúria devastadora do latifúndio e do agronegócio, todos querendo enfraquecer o papel da Funai na demarcação das Terras Indígenas e arruinar de vez o acesso dos indígenas a suas terras tradicionalmente ocupadas ainda não regularizadas.

A situação da Saúde Indígena no Estado de São Paulo, que já não era exemplar durante o período de 10 anos com a Funasa (Fundação Nacional da Saúde), declinou gravemente a partir da transferência desta Ação Orçamentária para o Sesai, e já no primeiro ano da transição as cobranças dos indígenas se transformaram em um jogo de empurra entre os dois órgãos, que terminavam por não resolver os problemas apresentados. Depois da Funasa sair definitivamente do cenário, o Coordenador do Sesai ainda levou mais de dois anos para fazer sua primeira conversa com os indígenas no Estado de São Paulo, criando entre os indígenas a sensação de abandono frente à demanda pelo atendimento diferenciado compreendido pelas peculiaridades geográficas e culturais destes povos. As aldeias indígenas encontram-se em locais que muitas vezes não são atendidos pelo sistema público de transporte, e a insegurança se agrava em relação aos casos de emergência.

As equipes estão muitas vezes despreparadas para compreender e respeitar as práticas tradicionais de saúde em indígenas, gerando em muitos casos desentendimentos e conflitos que podem ser evitados. Outro problema gravíssimo envolve as condições de Saneamento, devido à precariedade no tratamento da água, falta de material para a manutenção da captação e distribuição, péssima política para o tratamento dos dejetos, sem sustentabilidade ambiental e prejudicando consequentemente os indígenas que habitam estes locais.

A falta de Saneamento adequado, responsabilidade também da Sesai, é a fonte de muitos dos problemas de Saúde que poderiam ser evitados com esta ação básica de prevenção. Será que vão continuar deixando morrer crianças indígenas, anciãos e pessoas que necessitam de acompanhamento médico e medicamentos controlados?

Histórico da transição Funasa para Sesai

A Funasa durante mais de dez anos foi usada e abusada por uns tantos esquemas de corrupção como quase todos os setores da saúde do país. O próprio modelo de gestão já dava desde o início toda a abertura para que isto acontecesse, espirrando o dinheiro da saúde indígena nos municípios e no terceiro setor sem o devido controle público.

Os protestos das comunidades indígenas foram constantes, mesmo com as seguidas investidas dos envolvidos nos esquemas políticos no sentido da cooptação de lideranças, no que muitas vezes fracassaram. Tudo isto fez com que este serviço básico afundasse ainda mais e a relação com as comunidades fosse cada vez mais desgastada. Foram mais de dez anos sem que se tenha visto um programa sequer de nível nacional atendendo às reivindicações das comunidades para a valorização da medicina tradicional indígena, que sequer era respeitada, ou para o combate à dependência química, principalmente do álcool, nem houve qualquer programa em nível nacional para a promoção de sistemas de saneamento adequados à realidade indígena e rural. Enfim, elementos básicos para se vislumbrar um atendimento à saúde diferenciado.

A Funasa, com o corpo de funcionários afogado na burocracia e equipes de saúde terceirizadas, muitas vezes se resumiu a repassar verbas nem sempre utilizadas de forma correta e a disponibilizar veículos e motoristas para levar os indígenas para serem atendidos na cidade pelo SUS, no que sempre houve muita inconstância. Só nos últimos cinco anos em que a saúde indígena esteve sob responsabilidade da Funasa foram desviados mais de meio bilhão de reais.

Passou-se o ano de 2010 com a perspectiva de que a ação de saúde indígena iria ser transferida da Funasa para a nova Secretaria de Saúde Indígena a ser criada. Em 2011 a transferência da ação de saúde indígena da Funasa para a Sesai foi mais de uma vez protelada, e muitas vezes não se sabia a quem recorrer: se à Funasa, que alegava estar encerrando suas ações de saúde indígena, ou à Sesai, que alegava estar ainda em processo de estruturação e por este motivo ainda não havia assumido a ação.

O jogo de empurra durante o ano de 2011 entre Funasa (Fundação Nacional da Saúde) e Sesai (Secretaria de Saúde Indígena) só fez com que esta ação definhasse.

Recapitulando com maiores detalhes: durante o ano de 2011, houve inúmeros casos de falta de medicamentos, dificuldade das equipes de saúde em se deslocar para as aldeias, inacessibilidade dos indígenas ao serviço de transporte dos enfermos, principalmente em casos de urgência, omissão no controle da qualidade da água nos sistemas de abastecimento, falta de água causada por omissão na manutenção e reposição de materiais, morosidade ou mesmo inoperância na instalação e manutenção de sistemas de saneamento.

Um caso emblemático foi o da aldeia Tangará, em Itanhaém – SP, onde entre 2010 e 2011 vieram a óbito quatro crianças. Em uma delas foi feita biópsia e foi constatado forte indício de que a anemia profunda que sofria foi causada por contaminação da água e levou à morte da criança. Uma servidora pública que vinha acompanhando com preocupação a situação desta comunidade e pretendia investigar inclusive a qualidade da água foi vetada por pessoas da Funasa de prosseguir com suas visitas à aldeia. Todos estes problemas se repetiram nos anos de 2012 e 2013.

Entretanto, uma dúvida: Foi a crise permanente da Funasa na ação de saúde indígena que motivou a criação da Secretaria de Saúde Indígena – SESAI? Será que devemos ser otimistas em relação às decisões dos mesmos governantes que tantas provas nos deram do amor que têm pelo povo? Hoje, em 2013, a responsabilidade da ação de saúde indígena está toda na Sesai, porém, simplesmente iniciamos o ano novamente sem qualquer ação na área da saúde: as equipes não têm condições de serem transportadas, pois os carros estão parados.

Apesar de haver se passado dois anos da criação da Sesai, será que não houve tempo hábil para a transição? Será a falta de contratos, licitações para combustível, manutenção de veículos? Não existe uma série de argumentos jurídicos e administrativos que tratam da emergência no atendimento à saúde com os quais se dispensam de licitação até mesmo ambulâncias e equipamentos caríssimos, frequentemente utilizados para o desvio de verbas? Por outro lado, vemos argumentos referentes às mudanças na gestão da saúde indígena, no sentido da otimização dos recursos públicos. Pergunto: Será ótimo para quem? Otimizar para reduzir as verbas realmente aplicadas na ponta e continuar a alimentar a máquina burocrática e o desvio? Otimizar o clientelismo político?

Haveremos de ver uma verdadeira reestruturação do atendimento público à saúde indígena, onde os altos recursos que hoje são sugados pela máquina e pela corrupção sejam investidos realmente em saúde? Uma na qual haja o apoio à medicina tradicional, à fitoterapia e às formas indígenas próprias de curar enfermidades de ordem mental, espiritual, que venham a contribuir até mesmo no tratamento de casos como a dependência química dentre outros problemas advindos do contato com a sociedade não-indígena? Para que isto aconteça estamos certos da necessidade primordial da organização das comunidades indígenas neste sentido e dos trabalhadores que com elas atuam ou que a elas se sintam sensibilizados, pois isto não será realizado por nenhum governante. Pretendemos com estas palavras não apenas a denúncia, que por si não tem a capacidade de transformar a realidade, mas conclamar a sociedade, indígena ou não, que conscientes do direito fundamental à saúde, viremos o jogo a nosso favor por meio da organização, da prática e da luta!

São Vicente: Moradores do Parque Prainha e Japui reclamam da falta de transporte público no bairro.

Foto-0257Com o fechamento da Ponte Pênsil para reforma desde o dia 10 de julho, os moradores dos bairros Parque Prainha e Japuí têm enfrentado dificuldades de locomoção devido à falta de transporte público que atende a região, segundo os moradores do Parque, tanto as peruas de lotação quanto os ônibus não têm exercido o itinerário que deveriam cumprir, que seria sair do Japui ir até o Parque e depois seguir caminho pela ponte do mar pequeno, entretanto, estão usando a justificativa de que com a ponte pênsil fechada, ir até o Parque, tornou o percurso maior e eles têm que cumprir horário.

Os moradores do Japui também acrescentam que a quantidade de ônibus diminuiu, inclusive, alguns moradores têm ido a pé até o centro de São Vicente para poder conseguir um transporte. (sendo que já eram poucos).

No caso, alguns ônibus e algumas lotações devido à pressão da população têm ido até o Parque, mas não são todos, ontem mesmo houve uma confusão dentro de um ônibus onde a população se revoltou com o motorista que não queria cumprir o itinerário.

Foto-0258Este dois bairros de São Vicente há tempos são atingidos pela falta de transporte público que é escasso e caro, muito caro mesmo! O preço do coletivo que atende a região é de R$ 3,85 (era para ser R$ 4,00, senão fosse reduzido) e, por exemplo, não possui acessibilidade para cadeirantes, pois, os micro-ônibus que fazem essa linha não possuem o suporte de elevação para tal, sendo que nem mesmo uma pessoa com carrinho de bebê consegue acessar o coletivo, as peruas são a mesma coisa, poucas atendem o que é previsto em lei. (talvez devido o tempo de adaptação que foi repassada as empresas de transporte, que é até 2014, no entanto, há de se apontar, que isso é uma questão de falta de interesse econômico) Para se ter uma ideia a forma com os cadeirantes que moram no Japui fazem para saírem do bairro, é pegar um ônibus municipal Praia Grande (este possui a ponte de elevação) que vai até o terminal de Praia Grande e de lá pegar outro ônibus até o destino desejado. Absurdo!

Foto-0259Além da questão do transporte público os moradores pontuam que, os moradores que fazem o itinerário a pé correm o risco de assaltos, o que já ocorreu, pois as luzes da ponte estão todas apagadas e a avenida de acesso de um bairro ao outro, é mal iluminada e os policiais que faziam guarda num posto da polícia, não estão mais no local, o que também não resolve muito, sendo que, a PM quando estava no posto, se preocupava mais em dar geral na população e mandar as pessoas fazerem o caminho pela Praia Grande do que garantir a segurança das pessoas.

Pra finalizar acrescentam também que até o ônibus escolar municipal que atendia ao Parque saiu de férias e as pessoas que o utilizavam para levarem suas crianças na creche (que fica no bairro do japui, sendo que no Parque não há creche) foram completamente desamparadas pela falta total de transporte e estão se virando tendo que ir a pé ou de bicicleta.

Hoje por volta das 12h os moradores irão fazer um ato simbólico de protesto na ponte pênsil e convidaram a TV Tribuna para fazer uma matéria, uma equipe da TV esteve no local pela manhã desta quinta-feira para gravar alguns moradores que fazem o itinerário a pé.

Em todo caso, esperamos que o poder público deixasse de negligenciar estas comunidades e resolvesse os problemas, mas sabemos que só a pressão junto com a organização popular pode construir mudanças. Parabéns a população que está se articulando!

Foto-1487OBS: Logo, lançaremos uma matéria sobre esta reforma da Ponte Pênsil que no início deste ano o poder público gastou cerca de meio milhão para fazer uma reforma de tábuas, e agora outra reforma estrutural se encaminha, onde as cifras aumentaram de forma exorbitante. Isso mais uma vez indica dinheiro público sendo utilizado indevidamente.

Leia matéria sobre a reforma de meio milhão da ponte no início do ano aqui junto com outros problemas que não foram totalmente resolvidos.

Trabalhador é agredido por sindicato no dia 11 de julho (na greve geral)

O Sintragen litoral (sindicato dos vigilantes…) neste último dia 11 de julho de 2013 (dia da greve nacional) ao aderir à luta e sair às ruas para reivindicar direitos trabalhistas adotou uma postura autoritária e repudiável.

1. saiu passando de posto em posto onde havia vigilantes trabalhando, (do centro de Santos até a praia) e ao contrário de convidá-los a somar em cuja luta os concernem, estava simplesmente intimidando os trabalhadores, de forma, inclusive, terrorista! “não vai aderir? Traz a bomba”

2. por exacerbar este tipo de atuação, ao passar na UNIFESP baixada santista no campus que fica na Av. Ana Costa na altura do n: 95, o sindicato acabou por provocar que manifestantes no calor do momento agredissem um zelador (trabalhador terceirizado) que estava de plantão na universidade, só porque este trabalhador enquanto responsável pela zeladoria disse para os manifestantes que eles não podiam entrar no prédio.

(há relatos que uma moça que trabalha no serviço geral levou um tapa no rosto, por defender o zelador, e que os trabalhadores terceirizados que prestavam serviço foram todos intimidados a deixar o prédio)

Segundo os trabalhadores que estavam no local, se não fossem as faxineiras terem pedido para pararem, iriam bater mais no zelador, pois eles (manifestantes) estavam irredutíveis, e não aceitavam o fato que os trabalhadores ali não iriam aderir à greve.

Os vigilantes, por exemplo, que se encontravam no local, disseram que não foram comunicados sobre a greve, e que iriam até aderir, porém, o empecilho é que não podiam abandonar o posto naquele momento sem avisar, coisa que o sindicato não queria entender, e no final das contas segundo um dos vigilantes: “qual é garantia de não sermos mandados embora por abandono de posto?”.

Todo esse ocorrido foi presenciado por alguns alunos e pessoas que estavam pela universidade que nos informaram do ocorrido, não vamos citar nomes. No entanto, denunciamos tal atitude absurda do sindicato contra os trabalhadores.

Afinal, que tipo de sindicato é este que promove piquete intimidando e batendo em trabalhador? Que não comunica a categoria sobre a greve. O que ele pretende? Lutar pela categoria, ou se beneficiar do momento?

Como já discutimos aqui no blog, apesar do sindicato ser um instrumento de luta da classe trabalhadora, a forma como a maior parte deles esta estruturada hoje, não passam de instituições autoritárias e mafiosas que tornam os trabalhadores em reféns de suas pautas partidárias, na verdade, são braços e punhos de partidos que usam a classe trabalhadora de acordo com seus interesses.

E tal fato ocorrido, denota muito bem a realidade em que estão inseridos os trabalhadores do terceiro setor, um setor frágil e extremamente precarizado, onde além de todos os direitos que lhes são arrancados, há o preconceito e o descaso com tais trabalhadores, o que contribui ainda mais para que essa violência seja tida como algo natural, e logo esquecida.

Uma comprovação do que afirmamos aqui, é que tal ocorrido não foi digno nem de uma nota por parte da UNIFESP, afinal, já se passaram cinco dias, e até o fechamento deste texto, a universidade ainda não se manifestou a respeito. Fica à reflexão, se fosse com um professor, ou um aluno, será que algo não teria sido feito para dar suporte ao trabalhador que foi agredido? No mínimo.

OBS: Estamos investigando para mais informações. Outra coisa, este sindicato dos vigilantes entra no bojo dos setores comandados pela Força Sindical, que já citamos que é uma central de direita e nociva à classe trabalhadora.