Ato contra a criminalização da pobreza

A criminalização da pobreza no Brasil é um processo histórico que se enraizou ideologicamente na cultura da sociedade brasileira desde o Brasil colônia.

Ser pobre neste país além de ter de enfrentar tantas dificuldades para se viver com um mínimo de dignidade. Ainda tem que carregar o estigma de criminoso, de vagabundo… De ser representado de forma temerosa e até odiada pela elite brasileira.

Neste sábado dia 11/12 participe deste ato contra a criminalização da pobreza.

Caminhada em defesa da vida, contra o extermínio de jovens, pela federalização dos crimes de maio de 2006, contra criminalização do movimento sindical, fim da violência contra mulheres, abaixo a homofobia e moradia digna!

Local: Praça das Bandeiras – Gonzaga – Santos  às 09:30hs

Término – BNH – Santos

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Juventude, mais que todo ouro do mundo!

Semana passada dia 12 de agosto foi comemorado o dia internacional da Juventude. Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgados um dia antes, “este ano a taxa de desemprego entre os jovens no mundo chegou ao mais alto índice, um a cada oito jovens ficou sem emprego e de 620 milhões dos que têm de 15 a 24 anos, 81 milhões estavam desempregados no ano passado”. Segundo a pesquisa “a soma é de quase oito milhões de jovens sem emprego. A OIT mostrou ainda que o desemprego da juventude no próximo ano vai crescer e chegar a 12,7%.”

Nestes dados apresentados pela OIT os países pobres, evidente são os maiores concentradores de jovens que vivem com menos de um dólar por dia, se tornando verdadeiros depósitos de jovens que vivem sem nenhuma perspectiva de futuro.

Na busca pela sobrevivência estes jovens acabam sendo vistos como mão de obra barata, tanto para o mercado informal, quanto para o mercado do sexo e do tráfico.

O que isso quer dizer?

Que hoje estes jovens representam a parcela de uma geração marginalizada! Que tudo aquilo que lhe é reservada: é a violenta exclusão de uma sociedade dividida em dois pólos sociais. Afinal, essa juventude que é referida, não é aquela que estuda em colégios particulares, que freqüenta clubes badalados, que anda de carro do ano tirando rachas e que no futuro irá se formar em Oxford ou na USP.

A juventude referida é aquela de áreas periféricas onde as políticas públicas de Estado são inexistentes. Exatamente aquela que neste 2010 ano de eleição aqui no Brasil, no momento uma parcela dela está servindo como mão de obra em campanhas, segurando bandeiras em semáforos, feiras, avenidas… Entregando panfletos e ouvindo insultos como se ela fosse à culpada pela sujeira de determinados políticos que no momento elas representam.

E que trabalho é esse?

Temporário e sem garantias, que nada difere de outros que exploram e atiram essa juventude no rol de culpados que lhe obriga a acreditar num trágico destino do qual somente ela é responsável.

Organização

A PEC da Juventude aprovada este ano, incluiu na constituição o termo jovem,  simbolizando um avanço para os movimentos sociais de Juventude. No entanto, de que forma tudo isso irá refletir na vida da juventude, principalmente a periférica, é onde está o problema. Não desmerecendo a emenda, longe disso, mas as transformações envolvem uma série de fatores que contribuam na consolidação de medidas efetivas. Enfim, mas batalhas a serem travadas, que está nas mãos da juventude, porque somente ela unida e organizada pode transformar o seu próprio futuro e ser dona de seu destino, encontrando assim, o sentido de sua vida. Que nada tem a ver com a ideia de viver para trabalhar.

Esta ideia imposta não é a única alternativa.

Neste dia, como todos os outros devem ser.

Reflexão e um grito…

Viva a Juventude trabalhadora!
Que nunca deixará de lutar por tempos melhores para todas e todos.

OBS:
Contradição:

Quem acompanha as redes sociais, como o Twiter, por exemplo, pôde verificar neste dia internacional a infinidade de parabéns soltos ao vento de candidatos que enalteceram a juventude, ressaltando a importância dela para o futuro do país. Mas que em momento algum citava os problemas existentes. Nestas eleições, olhos abertos!

“CADA JOVEM TRABALHADOR VALE MAIS QUE TODO O OURO DO MUNDO.” P. JOSEPH  CARDIJN

Ontem foi o dia internacional da juventude, e aí? É um dia pra comemorar?

Extraído do Blog ideiaquente.com

Blog de Origem

O número de jovens sem emprego atingiu o mais alto índice já registrado no mundo e vai aumentar muito ainda este ano. Os dados são da Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgados ontem para lembrar o Dia Internacional da Juventude a ser celebrado hoje, 12 de agosto. Mas, com essa notícia, devemos comemorar?

A crise econômica que explodiu há quase dois anos nos Estados Unidos trouxe consequências diversas para os trabalhadores dos países pobres. Uma delas foi fato de que 1 a cada 8 jovens ficou sem emprego. De 620 milhões dos que têm de 15 a 24 anos, 81 milhões estavam desempregados no ano passado. São quase 8 milhões a mais de jovens sem emprego do que antes da crise, quando a taxa era de 11,9%. Depois da crise, esse valor pulou para 13%. A OIT mostrou ainda que o desemprego da juventude no próximo ano vai crescer mais e chegar a 12,7%. Além disso, as mulheres jovens são as que mais sofrem com o desemprego, pois alcançaram 13,2% contra 12% de homens da mesma faixa etária.

Subemprego, miséria e falta de esperança

Tanta falta de oportunidade surgiu das condições de subemprego e miséria em que vivem os jovens dos países pobres, como mostra o relatório. Mais de 150 milhões deles sobrevivem com cerca de 1 dólar e 25 centavos por dia. Na América Latina, a quantidade de adolescentes que vivem de emprego informal aumentou durante a crise e no continente ocorrem 69 homicídios para cada 100 mil jovens. Um dos maiores índices do mundo. A tendência de ficar sem emprego e se acostumar com essa realidade pode resultar em uma geração perdida, porque a juventude é capaz de “perder toda a esperança de serem capazes de trabalhar para uma vida decente”, disse um representante da OIT.

Jovens organizados

Ainda neste mês, o MST vai organizar a jornada de lutas da juventude. Um dos principais pontos da mobilização é a falta de escola e trabalho para os mais de 500 mil jovens que vivem nas áreas da reforma agrária, no campo brasileiro. Essa força de organização da juventude do campo nos alerta que a quantidade de jovens brasileiros marginalizados é tão grande e importante que é capaz de cobrar mudanças profundas no modelo econômico do país e inclusive ser parte decisiva na escolha dos governantes.